São Paulo — A Audi considera o lançamento da terceira geração do Audi Q3 uma etapa importante na renovação do portfólio da marca no Brasil e reforça o papel estratégico do modelo no segmento premium nacional. Durante apresentação do SUV, Gerold Pillekamp, chefe de marketing e comunicação da Audi do Brasil, afirmou à Agência AutoData que a chegada do novo Q3 completa um ciclo de atualização iniciado pela fabricante em 2024.
“Desde 2024 a gente vem renovando todo o nosso portfólio de produtos, começando com o Q6. Em 2025 lançamos mais de doze novos modelos, como A5, Q5, RS3 e RSQ8. E faltava o nosso SUV de entrada, que é o segmento do Q3.”
Segundo Pillekamp, o modelo ocupa posição estratégica dentro da operação brasileira da montadora, especialmente pela continuidade da produção nacional. As três gerações do Q3 foram fabricadas no País e a nova linha segue sendo montada na planta de São José dos Pinhais, PR.
Para receber a nova geração do SUV a Audi investiu cerca de R$ 50 milhões na modernização da fábrica paranaense. A unidade ficou cerca de um ano em adaptação para a retomada da produção do modelo, agora nas carrocerias SUV e Sportback. Desde o início das operações da marca no Brasil, em 1999, a planta já recebeu aproximadamente R$ 600 milhões em investimentos.
O executivo também destacou a relevância histórica do utilitário esportivo para a marca. De acordo com ele, o Q3 acumula mais de 2,5 milhões de unidades vendidas globalmente e foi líder de mercado por vários anos em seu segmento. “Ele tem um papel muito importante como carro de entrada no ciclo de vida da Audi e dentro do segmento premium. Temos a certeza absoluta de que vai continuar encantando os clientes.”
Sobre o avanço das fabricantes chinesas no mercado brasileiro, Pillekamp afirmou que a Audi mantém o posicionamento focado nas marcas premium tradicionais. “O nosso produto está com os premium, então BMW, Mercedes-Benz e Volvo são os principais concorrentes. Acreditamos que esse carro está posicionado acima.”
Apesar disso, Pillekamp afirmou que a Audi vê com naturalidade o crescimento das montadoras chinesas, principalmente pela ampliação da oferta de novas tecnologias no mercado brasileiro. “Vemos com bons olhos. É sempre importante ter competitividade no segmento. Eles entrando ajudam a difundir novas tecnologias para o público brasileiro.”