São Paulo – No acumulado dos quatro primeiros meses de 2023 foram emplacados 34 mil 738 caminhões, volume 3,8% inferior ao do mesmo período do ano passado, 36 mil 117 unidades. Apesar da leve diferença é preciso destacar que a partir de abril apenas veículos Euro 6 foram comercializados, o que significa preços de 20% a 30% maiores devido à mudança na motorização: até março a maciça maioria, mais de 90%, era de modelos Euro 5.
No mês passado, de acordo com os dados da Fenabrave divulgados na quarta-feira, 3, foram comercializados 7 mil 294 caminhões, quantidade 22,1% inferior à registrada em abril de 2022, 9 mil 371 unidades. No comparativo com março, quando 9 mil 388 veículos 0 KM foram licenciados, o recuo foi parecido, de 22,3%.
Além dos preços significativamente maiores este mercado tem sido fortemente prejudicado pelos juros elevados, pelo crédito escasso e pela maior seletividade na aprovação de financiamentos, o que reflete no desempenho da economia, que no último trimestre de 2022 recuou 0,2%.
O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, avaliou que, apesar das retrações, quando se compara com o primeiro quadrimestre de 2019, período pré-pandemia, o volume vendido representa incremento de 16,3%.
Andreta Jr ponderou também que, mesmo com a mudança de tecnologia, os concessionários não têm enfrentado problemas de disponibilidade de produtos: “A queda acumulada deve-se mais em função do menor número de dias úteis em abril”.
O dirigente referiu-se ao fato de que o mês passado contou com dezoito dias úteis, cinco a menos do que março, devido a dois feriados em sextas-feiras, o que atrapalhou, também, o resultado das vendas dos sábados.
Os emplacamentos de ônibus igualmente sentiram o reflexo dos feriados de páscoa e Tiradentes. Foram comercializadas 1 mil 669 unidades no mês passado, 43,1% menos do que em março, 2 mil 937.
Quando comparado a abril de 2022, entretanto, período em que os licenciamentos de 0 KM somaram 1 mil 435 veículos, houve avanço de 16,3%. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano as 9 mil 47 unidades representam aumento de 59,7% com relação a igual período em 2022.
Andreta Jr destacou que a evolução das vendas de ônibus é significativa, uma vez que o segmento, um dos mais afetados pela pandemia, continua em ritmo paulatino de recuperação. As expressivas variações porcentuais se devem, de acordo com ele, ao menor volume global de unidades frente aos demais veículos.
O presidente da Fenabrave ressaltou, ainda, que quando se compara as vendas do quadrimestre com o mesmo período em 2019, em que 8 mil 332 ônibus foram comercializados, há incremento de 8,5%.