São Paulo – Com 94,1 mil caminhões emplacados de janeiro a novembro, queda de 16,4% com relação ao mesmo período do ano passado, o setor viveu um ano complicado, reflexo da mudança de legislação de emissões do Proconve que exigiu motores Euro 6, mais sofisticados e caros. Em novembro foram licenciadas 9,1 mil unidades, queda de 8,9% na comparação com igual mês de 2022 e retração de 1,3% com relação a outubro, segundo divulgou a Fenabrave na segunda-feira, 4.
Mas de acordo com o presidente José Maurício Andreta Júnior o setor começa a apresentar sinais de recuperação: “O ano foi desafiador até o momento. Os fatores que impediam melhores resultados, como custo do crédito e dos veículos Euro 6, parecem arrefecer aos poucos. Já temos cerca de 90% do mercado de novos com a tecnologia Euro 6 e os bancos das montadoras têm ofertado taxa de juros abaixo de 1% para facilitar o financiamento”.
Diante deste cenário, e faltando menos de um mês para acabar o ano, Andreta afirmou que as perspectivas são otimistas para caminhões em 2024.
Ônibus
Outro segmento de comerciais pesados, os ônibus deverão encerrar o ano com um dos maiores crescimentos de todo o setor automotivo em 2023, segundo Andreta: “Apesar da base baixa de comparação o mercado de ônibus tem apresentado bons números em 2023, com o retorno dos investimentos por parte dos transportadores e com a retomada de programas como o Caminho da Escola”.
De janeiro a novembro foram vendidos 22,7 mil ônibus, avanço de 18,6% sobre o mesmo acumulado de 2022. No mês passado os emplacamentos somaram 1,9 mil unidades, queda de 8,1% na comparação com novembro de 2022 e crescimento de 0,9% sobre outubro.