São Paulo – No primeiro semestre o Grupo Renault faturou € 27,6 bilhões, alta de 2,5% na comparação com os seis meses iniciais do ano passado. A margem operacional alcançou 6% do faturamento e o fluxo de caixa livre somou € 47 milhões, incluindo variação das necessidades de capital de giro significativamente negativa, estimada em € 900 milhões, sem incluir o efeito dos impostos.
Os números compõem uma divulgação preliminar da companhia, uma vez que os dados ainda não foram auditados. Os resultados serão publicados oficialmente em 31 de julho.
De acordo com a Renault o desempenho de junho abaixo do previsto impactou o saldo do semestre, com volumes ligeiramente aquém da expectativa, maior pressão comercial associada à queda das vendas no varejo e desempenho da atividade de veículos comerciais leves inferior à esperada, em mercado em forte recuo na Europa.
A variação das necessidades de capital de giro significativamente negativa no primeiro semestre de 2025 é justificada pelo nível de produção, no fim de 2024, superior ao volume de junho e por altos estoques em comparação ao número de dezembro do ano passado, devido aos volumes aquém das expectativas no mês passado.
Apesar disto os estoques totalizaram 530 mil veículos no fim de junho, ao passo que em março somavam 560 mil.
Grupo Renault revisa projeções para 2025
A montadora informou que, considerando a deterioração da dinâmica do mercado automotivo, com maior pressão comercial por parte dos concorrentes e antecipação da continuidade do varejo em queda, revisou suas projeções para este ano. A margem operacional esperada, de 7%, agora será de 6,5% e o fluxo de caixa livre, de € 2 bilhões, agora deverá ser de € 1 bilhão a € 1,5 bilhão.
“O Grupo Renault mantém rigorosa política comercial, priorizando a criação de valor e não os volumes, para proteger seus lançamentos. A companhia também está reforçando seu plano de redução de custos em curto prazo e acelerando suas iniciativas nos níveis mais estruturais. Este plano baseia-se, principalmente, em uma redução das despesas gerais e administrativas, custos de produção e P&D.”
Para enfrentar os desafios de acirrada concorrência no mercado a empresa afirmou apostar em modelo econômico flexível e ágil para satisfazer as necessidades do mercado de veículos com motorização a combustão, híbridos e elétricos, seja qual for o ritmo da transição energética.
Além disto conta com sete lançamentos e duas reestilizações em 2025, complementando os dez lançamentos e duas reestilizações de 2024. E, na Europa, tem sólida carteira de pedidos, com aproximadamente dois meses de vendas. Também tem focado em rigorosa gestão dos estoques e alta taxa de utilização das fábricas, com média de 90%.