São Paulo – Após diversas rodadas de negociações e paralisação de duas horas na linha de produção de São Bernardo do Campo, SP, na última semana, a Scania ofereceu proposta salarial aprovada em assembleia com os trabalhadores realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Válido por dois anos o acordo prevê reajuste de 4% nos salários e correção de 30% no vale-alimentação retroativos a 1º de setembro, data-base da categoria.
O sindicato pleiteava 5,05% da reposição do INPC, Índice Nacional de Preços ao Consumidor, mais aumento real que alcançasse, no mínimo, 6,4% de correção para este ano. No entanto a contraproposta ofereceu reajuste maior no benefício e também assegurou o aumento de 2026.
Para setembro do ano que vem está garantida a reposição da inflação mais 1% de aumento real. A correção do vale-alimentação seguirá a mesma fórmula. Também foram aprovados os valores da PLR, participação nos lucros e resultados, para os dois anos, a serem pagos em duas parcelas, e as cláusulas sociais foram mantidas.
O coordenador da representação sindical na Scania, Francisco Souza dos Santos, conhecido como Maicon, relatou as dificuldades enfrentadas na mesa dadas as condições de mercado em queda frente ao cenário econômico com juros na casa dos 15% ao ano e maior dificuldade de acesso ao crédito:
“Foram realizadas dezessete reuniões para chegarmos a esta proposta”, contou Maicon. “Mas a mobilização dos trabalhadores e o entendimento de todos foram fundamentais para avançarmos.”
Trabalham hoje na Scania em São Bernardo do Campo em torno de 5 mil profissionais.