SUV médio parte de R$ 190 mil e, em janeiro, B10 chega por R$ 172 mil
Campinas, SP – Com duas versões, uma híbrida e uma elétrica, o C10 abre os trabalhos da Leapmotor no mercado brasileiro. Bem completas e com bastante oferta de tecnologia e sistemas de segurança, bem no estilo chinês que ao qual o consumidor local vem se acostumando, chama a atenção os preços: R$ 189 mil 990 o 100% elétrico e R$ 199 mil 990 o híbrido, com a tecnologia REEV, que mantém a tração elétrica por todo o tempo e um motor a combustão para recarregar as baterias.
São valores agressivos para um SUV com 4 m 739 de comprimento, 2 m 825 de entreeixos e 1,9 m de largura. A Leapmotor deve competir com o BYD Yuan Plus, o GAC Aion V e o Geely EX5 nos elétricos e com o BYD Song Plus, o Haval H6 PHEV19 e o Jaecoo J7 nos híbridos.
Montado sobre a plataforma Leap, na China, o C10 tem 218 cv na versão BEV e 215 cv na REEV, com 320 Nm de torque imediato. A autonomia? 338 quilômetros, pelo Inmetro, na elétrica, e mais de 950 quilômetros na WLTP com o híbrido.
Não à toa a marca usou o termo ultra-híbrido para se referir ao REEV. Trata-se de um veículo 100% elétrico com extensor de autonomia, tecnologia inédita para a Stellantis, que complementa o leque de eletrificações oferecidas por aqui: MHEV, HEV, PHEV, REEV e BEV. Mas a tração do carro, traseira – algo incomum para modelos da China – é sempre feita pelo motor elétrico.
O propulsor 1,5 litro a gasolina funciona apenas para carregar as baterias, que também podem ser recarregadas na tomada. Em percurso de 200 quilômetros nas rodovias paulistas a reportagem da Agência AutoData fez uma mescla: foi com o modo de direção 100% elétrico, sem ligar o motor. Retornou com o modo a combustão, com o motor fazendo o trabalho de alimentar a bateria. Na chegada paramos em um posto de combustível para ver quanto de gasolina foi consumido: 1 litro.
Sem botões
O C10 BEV difere do C10 REEV pela ausência da tampa do tanque de combustível do lado direito. No melhor estilo chinês o visual interno do C10 é minimalista e são poucos os botões, algo que pode incomodar muita gente – bem, pelo menos a este repórter incomodou.
Para mexer no espelho retrovisor, nos bancos do motorista e do passageiro, no controle do ar-condicionado, dentre outras funções, é preciso explorar a tela de 14,6 polegadas. É intuitiva, personalizável, mas pode ser perigoso dependendo da ocasião. O ponto positivo é que existem dois botões no volante que podem ser usados como atalho para as funções que o cliente desejar. É possível também comandar tudo por meio de aplicativo no smartphone.
Outra tela está posicionada no painel, onde algumas funções como autonomia, velocidade e o que o cliente desejar personalizar podem ser facilmente visualizadas. E, internamente, é isto.
O C10 dá a possibilidade de instalar aplicativos de navegação e música, tem internet nativa e oferece um bom pacote de ADAS, com assistente de centralização na faixa, piloto automático inteligente, detecção de colisão e frenagem dianteira.
Por fora o destaque está para a roda de 20 polegadas e a assinatura traseira em LED que percorre toda a tampa do porta-malas. É um carro que chama a atenção pelo seu porte.
B10 em janeiro
No começo de 2026 chega às concessionárias o B10, apenas em versão BEV. O preço também foi divulgado: R$ 172 mil 990. O motor elétrico alcança 218 cv com 240 Nm de torque. Pormenores, porém, só mais adiante.
A Leapmotor oferece quatro anos de garantia para os dois modelos.