Xangri-lá, RS – A primeira impressão do novo Honda WR-V, que começa a chegar às concessionárias por R$ 149,9 mil na versão de entrada EX, é que a empresa estava atirando no seu campeão de vendas, o HR-V, que soma 51,9 mil emplacamentos de janeiro a maio. O novo modelo tem dimensões parecidas, porta-malas maior e preço mais baixo: quem compraria o HR-V?
E os primeiros resultados do WR-V surpreenderam. Na pré-venda de um mês foram 2 mil 371 negócios fechados, segundo Ariel Mógor, gerente de marketing e relações públicas da Honda: “Não é o número de leads gerados, são vendas efetivas, compradores que fecharam negócio sem nem mesmo ver o carro de perto. Nossa meta para o período foi alcançada em cinco dias, 1 mil unidades”.
Mostra, na visão do executivo, a força da marca Honda e o poder da comunicação, pois a campanha de marketing sequer havia iniciado: os consumidores conheceram o carro pela divulgação na imprensa e nas redes sociais.
E após um contato mais próximo com o carro, em um percurso de Porto Alegre a Xangri-lá, RS, cidade onde a Honda mantém seu parque eólico, a reportagem da Agência AutoData compreendeu o planejamento da companhia: o comprador do WR-V é outro.
Claro, pode haver uma ou outra migração, mas o HR-V busca um público mais consolidado do segmento SUV e o WR-V herdará consumidores de outros segmentos, como dos hatches e sedãs. Seus acabamentos são mais simples do que os de seu companheiro de plataforma e fábrica de Itirapina, SP, e a própria dirigibilidade muda — embora quem estiver sentado no banco do motorista logo perceba tratar-se de um Honda.
Mas a Honda não deixou de fora itens de segurança e conforto, como o Honda Sensing, seu pacote de tecnologias de auxílio à direção, e a tela multimídia, que é de 10 polegadas, maior que a do HR-V – algo que deve ser corrigido em breve.
A impressão após o teste drive de mais de 200 quilômetros é de que este será o novo Honda mais vendido no mercado brasileiro.