São Paulo – A indústria argentina produziu 464,4 mil veículos de janeiro a novembro, 0,9% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado, 468,5 mil unidades. De acordo com dados da Adefa o desempenho reflete relativa estabilidade na produção anual, apesar da volatilidade de alguns indicadores mensais.
Do meio do ano para cá o ritmo de produção das fábricas veio diminuindo: em julho acumulava alta de 10,1%, em agosto passou a 6,2% e, em setembro, a 4,6%.
Durante participação no Congresso AutoData Perspectivas e Tendências 2026, em novembro, o então recém-empossado presidente da Adefa, Rodrigo Graziano, estimou que o volume ultrapassará as 500 mil unidades este ano, com alta de 3% frente a 2024.
Em novembro saíram das linhas de produção 37,9 mil unidades, queda de 19,6% com relação a outubro. Frente ao mesmo mês em 2024 o recuo foi de 29,3%.
Exportações também estão em queda
Foram exportados 31,2 mil veículos em novembro, 5,5% a mais do que em outubro, mas 3,1% menos em comparação a igual mês no ano passado. No acumulado do ano as 260,6 mil unidades exportadas representam diminuição de 9,5%.
Graziano avaliou que a redução da disponibilidade de dias de produção, as modificações nos planos industriais de algumas fábricas e a reestruturação do mercado influenciaram o desempenho da fabricação mensal: “Mesmo assim o setor manteve níveis de atividade que, no acumulado do ano, demonstram certa estabilidade na produção e crescimento significativo nas vendas no atacado, embora com queda nas exportações”.
O presidente da Adefa enfatizou que, como destacado na agenda de trabalho da organização, o processo de exportação “continua sendo um desafio estratégico”.
“Devido ao modelo de exportação da nossa indústria continuamos focados na necessidade de avançar na redução da carga tributária, nos níveis nacional, estadual e municipal, entendendo que este é um caminho que deve ser trilhado conforme as condições fiscais permitirem.”
Participação brasileira no mercado argentino cresce
Foram emplacados no mercado argentino, no acumulado do ano, 587,7 mil veículos, alta de 49,7% sobre iguais meses do ano passado. Apesar da expansão, segundo dados da Acara, que representa as concessionárias, é observado movimento de recuo nas vendas há dois meses.
A participação dos veículos brasileiros no total vendido este ano foi de 49% contra 36% em idêntico período de 2024, enquanto a dos modelos argentinos caiu de 56% no ano passado para 40% em 2025 – o que reflete a queda na produção local.