Embora esteja oficialmente classificado na confusa e excessivamente ampla categoria dos B-SUVs, o porte, visual, conteúdo tecnológico e preços do Yaris Cross colocam o mais novo modelo de entrada da Toyota no topo de seu segmento no mercado brasileiro. Na definição dos executivos de engenharia e marketing da fabricante no País o carro é um SUV urbano compacto de verdade – ao contrário dos muitos hatches que vêm sendo lançados como B-SUVs –, com espaço interno generoso para abrigar uma família com conforto e segurança, na cidade ou em viagens.
Também trata-se do primeiro SUV compacto do País que tem versões equipadas com sistema híbrido flex pleno fechado, em que o motor elétrico impulsiona o veículo nas partidas em baixa velocidade e a todo tempo ajuda a tracionar as rodas em combinação com o motor a combustão bicombustível, que também recarrega a bateria de íons de lítio de 177 V e 0,7 kWh.
“É a porta de entrada para os clientes que procuram um Toyota híbrido”, resume Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil. Outro atrativo, ele aponta, é a combinação da eletrificação com o motor flex bicombustível gasolina-etanol, uma solução que a fabricante de origem japonesa foi pioneira em desenvolver: “Esta tecnologia foi desenvolvida no Brasil e vem evoluindo, já vendemos mais de 100 mil unidades do Corolla sedã e do SUV Corolla Cross com este sistema”.
O Yaris Cross foi lançado em cinco versões: três delas – XR, XRE e XRX – são equipadas com motor flex a combustão 1.5 aspirado com injeção direta, que abastecido com etanol gera 122 cv a 6 000 rpm e 15,3 kgfm de torque máximo a 4 800 rpm, acoplado a câmbio automático tipo CVT que simula sete marchas, que nas versões XRE e XRX podem ser trocadas manualmente nas borboletas atrás do volante.
As outras duas opções são híbridas, XRE Hybrid e XRX Hybrid. Ambas combinam motor flex 1.5 ciclo Atkinson de injeção direta, de 91 cv e torque de 12,3 kgfm a 5 500 rpm, com dois motores elétricos de 80 cv e 14,4 kgfm a 5 000 rpm. O conjunto gera potência combinada de 111 cv. A transmissão é a automática Hybrid Transaxle, acoplada diretamente ao eixo de tração. Não há borboletas para trocas manuais, mas no botão seletor o motorista pode escolher o modo de condução Normal, Eco, Power ou EV, de electric vehicle, para tração elétrica por curtas distâncias.
Esta reportagem foi publicada na edição 430 da revista AutoData, de Março de 2026. Para lê-la completa clique aqui.