São Paulo – O uso de tecnologia avançada, como a inteligência artificial, impulsionará a vantagem competitiva nos mercados industriais. Foi o que apontaram 87% dos executivos ouvidos pela KPMG para compor seu relatório global de tecnologia deste ano. O estudo contou com a participação de 258 entrevistados, sendo vinte brasileiros.
Para 80% a ferramenta poderá incrementar o valor gerado pelos investimentos mas, por outro lado, na opinião de 59%, os indicadores chave de desempenho, conhecido como KPIs, tradicionais, não serão suficientes para monitorar o trabalho da inteligência artificial.
Com relação à estruturação das empresas para adoção e governança de inteligência artificial, 87% dos entrevistados defendem que a colaboração multidisciplinar é fundamental, ao passo que 70% preferem uma abordagem centralizada, com a área de tecnologia da informação na liderança da implantação da IA. Do total, 68% projetam implantar a ferramenta, em escala, nos próximos doze meses.
O Relatório Global de Tecnologia 2026 – Mercados Industriais da KPMG trouxe ainda que 76% dos entrevistados consideram os dados não confiáveis como o principal risco da inteligência artificial, o que transforma fluxos de dados sólidos em prioridade alta. Para 48%, porém, é considerada a possibilidade ampliar em um ano, de forma significativa, os investimentos em segurança cibernética.