Onix e Corolla colaboram com a meta da Bridgestone

São Pedro, SP – Dois novos projetos de alto volume são fundamentais para a Bridgestone alcançar sua meta traçada para 2019: assumir a liderança do mercado brasileiro de pneus. Segundo Oduvaldo Viana, seu diretor de marketing, em setembro começam os fornecimentos para Chevrolet Onix, em Gravataí, RS, e Toyota Corolla, em Indaiatuba, SP.

 

As datas de lançamentos dos modelos ainda não estão definidas. De acordo com Viana, a General Motors trabalha para que o modelo chegue nas revendas ainda em setembro, enquanto o Corolla – que terá uma versão híbrido flex – deverá começar a ser vendido até outubro.

 

Ao mesmo tempo a companhia trabalha forte com a reposição. Durante o lançamento de dois novos pneus, Viana afirmou que a rede Bridgestone está crescendo: “Já inauguramos 25 lojas neste ano, chegando a quinhentos pontos de vendas. A nossa expectativa é a de encerrar 2019 com 510 lojas”.

 

Um passo importante na expansão da rede foi a parceria fechada com a Curinga dos Pneus, que passou a ser revendedora oficial Bridgestone.

 

Viana calcula que as receitas com vendas de pneus para carros de passeio crescerão na casa de um dígito e as de comerciais e máquinas acima dos dois dígitos: “A expectativa é a de alta de 2% a 5% para as vendas de pneus de carros de passeio e de até 35% para os pesados”.

 

Neste sentido a Bridgestone busca alternativas para as vendas externas, que representam de 15% a 20% das receitas. A situação da Argentina, com demanda menor por conta da crise, levou a companhia a buscar outros mercados para, ao menos, igualar as exportações do ano passado.

 

“Aumentaremos as exportações para regiões como Europa, Estados Unidos e México, compensando a queda na Argentina. Para os demais países da América do Sul a previsão é de estabilidade nas vendas”.

 

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Renault inaugura laboratório em Curitiba

São Paulo – A Renault inaugurou na segunda-feira, 10, laboratório em Curitiba, PR, onde serão desenvolvidas tecnologias no campo da mobilidade que envolvem veículos elétricos. De acordo com comunicado o objetivo do Renault Lab é conectar profissionais, empresas, investidores e universidades.

 

O espaço está instalado dentro do a unidade do Sistema Fiep da CIC, a Cidade Industrial de Curitiba, em área de 58 mil m² que possui salas de aula, espaços de manufatura e, em breve, uma aceleradora de startups. No espaço também há oferta de curso de pós-graduação em engenharia de veículos híbridos e elétricos.

 

O Renault Lab é o primeiro localizado dentro de uma faculdade e passa a fazer parte do ambiente de inovação da marca, que já conta com o Creative Lab, na fábrica em São José dos Pinhais, PR, o America Digital Hub e o do Cubo Itaú, ambos em São Paulo.

 

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Varejo impulsiona produção de motocicletas

São Paulo – A produção de motocicletas em Manaus, AM, alcançou 100 mil 997 unidades em maio, avanço de 3,9% sobre o mesmo mês de 2018, informou a Abraciclo, entidade que representa o setor de duas rodas, na terça-feira, 11.

 

Com relação a abril o crescimento foi de 10,7%. No acumulado do ano as linhas mantêm ritmo 5,3% superior ao janeiro-maio do ano passado, com 468,9 mil motocicletas produzidas.

 

Para o presidente Marcos Fermanian os dados comprovam a retomada do setor: “O aumento de produção é reflexo direto da retomada dos negócios no varejo, estimulados pela maior concessão de crédito. Os agentes financeiros estão mais seguros para oferecer linhas de financiamento para o consumidor”.

 

De acordo com ele consórcios e o CDC, crédito direto ao consumidor, representam cerca de 70% das vendas no mercado brasileiro de motocicletas. Em maio foram compradas 97 mil 989 motocicletas, crescimento de 20,6% sobre o mesmo mês de 2018 e de 4,9% na comparação com abril.

 

A média diária de vendas foi de 4 mil 454 motocicletas, a maior desde junho de 2015, de acordo com a Abraciclo.

 

De janeiro a maio os licenciamentos de motocicletas somaram 450 mil unidades, alta de 17,6% sobre os cinco primeiros meses do ano passado.

 

As exportações, porém, estão em queda: em maio foram apenas 3 mil 232 motocicletas enviadas ao Exterior, 51,3% a menos do que o mesmo mês do ano passado, mas 10,5% acima do volume de abril. A Argentina foi o principal destino com 58,6% do total exportado, seguida por Colômbia, com 24,2%, e Estados Unidos, com 9% do volume do mês.

 

No acumulado do ano as exportações somam 17 mil 538 motocicletas, queda de 52,1%. A Argentina, também, é o principal destino, com 48,2% dos embarques, seguida por Estados Unidos, 16,6%, e Colômbia, 12,9%.

 

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Clientes estão mais satisfeitos com Toyota e Audi, aponta estudo

São Paulo – Estudo realizado pela consultoria J. D. Power divulgado na terça-feira, 11, apontou que as concessionárias das redes Toyota, no segmento de marcas de volume, e Audi, no segmento de luxo, são as que melhor atendem a seus clientes desde o início do processo: sua qualidade, os consultores técnicos, as instalações da concessionária e a retirada do veículo são um elogio só.

 

O levantamento foi baseado nas avaliações de 4 mil 920 proprietários de veículos novos, no Brasil, que compraram automóvel de dezembro de 2015 a novembro de 2017 e que realizaram algum serviço em uma concessionária autorizada nos últimos doze meses. O estudo foi realizado de novembro de 2018 a abril de 2019.

 

A Toyota marcou 845 pontos e a Honda, segunda colocada na categoria de marcas de volume, fez 835, com Hyundai, em terceiro lugar, com 833. Dentre as marcas de luxo a Audi obteve a mais alta satisfação com 864 pontos, a BMW ficou em segundo, com 843, e a Mercedes-Benz, com  840 pontos, ficou na terceira posição.

 

A respeito do comportamento do cliente o estudo concluiu que quando os gastos são mais altos na concessionária os processos geram mais satisfação. 52% dos clientes entrevistados que gastaram mais de R$ 500,00 no serviço de pós-venda e receberam uma explicação sobre o trabalho realizado no veículo classificaram sua experiência na concessionária com notas de 9 a 10.

 

O documento da J. D. Power mostrou, ainda, que os clientes preferem o contato com a rede de concessionários por meio de aplicativos de troca de mensagens: 54% dos entrevistados disseram que preferem contato via aplicativo de mensagens, como o WhatsApp e o Telegram, e 34% preferem o contato por telefone.

 

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Garrett começará a produzir turbos para carros em 2020

São Paulo – A partir de 2020 a fábrica da Garrett em Guarulhos, SP, começará a produzir turbocompressores para equipar motores flex de automóveis, multiplicando o ritmo das linhas de montagem ali instaladas. Independente desde o ano passado, quando separou-se da Honeywell, a empresa investirá em máquinas com nível e tecnologia em linha com o que há em outras subsidiárias, em adequações nos prédios da unidade fabril e em treinamento e contratação de funcionários.

 

Mais informações, porém, o presidente e CEO Olivier Rabiller não revelou. Indagado sobre o número de contratações, afirmou que “são dados irrelevantes, como números, para vocês [jornalistas]. São relevantes para mim”. Tem o mesmo pensamento para valor de investimento, quantas novas linhas serão instaladas e o crescimento estimado da produção local nos próximos anos, dentre outros dados que se recusou a fornecer.

 

Rabiller, que está no Brasil esta semana para visitar clientes e rediscutir o plano de negócios com a subsidiária local, julga relevante o fato de que a Garrett está nacionalizando turbocompressores para automóveis, com diversos contratos já assinados e modelos que serão lançados no mercado.

 

“É uma grande mudança. Turbos podem melhorar o consumo de combustível de veículos em até 20%. É um grande fato ver companhias como a nossa investindo no Brasil. Não há um grande número de empresas, atualmente, trazendo novas linhas e contratando novos funcionários aqui. É uma boa história para o País. Se eu fornecer números a vocês fornecerei números que são relevantes, não apenas números para vocês colocarem em suas publicações (sic)”.

 

Os investimentos já estão sendo feitos em Guarulhos e algumas linhas começam a operar em 2020, outras em 2021 e mais em 2022. A companhia acredita em grande potencial de crescimento, uma vez que o volume de veículos com turbocompressores comercializados no Brasil ainda é pequeno e as novas regras de emissões exigirão soluções para reduzir o consumo – algo que pode ser feito com o sistema.

 

Há discussões também em curso com fornecedores. A ideia de Rabiller é localizar o quanto for possível da produção: “Nossos clientes vendem seus produtos em reais e, naturalmente, preferem comprar componentes na mesma moeda”.

 

Presente há mais de cinquenta anos no País a Garrett fornece turbos para veículos comerciais e picapes. Chegou a fornecer, no passado, para o Volkswagen Gol Turbo e para o Fiat Marea Turbo, mas a produção foi interrompida. Seus turbocompressores estão presentes em alguns modelos vendidos por aqui, como os BMW e Hyundai HB20, mas chegam com os motores importados.

 

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São 20 mil os Scania conectados no Brasil

São Paulo – A Scania anunciou que atingiu a marca de 20 mil veículos conectados no Brasil, um serviço lançado em janeiro de 2017. De acordo com comunicado são cerca de 18,8 mil caminhões e 1,2 mil ônibus no total. A projeção da empresa é atingir 28 mil unidades conectadas no mercado nacional até o fim de 2019. No mundo o número de veículos Scania conectados vai além de 400 mil unidades.

Petronas passa a explorar o segmento de híbridos no Brasil

São Paulo – Os veículos híbridos no País ainda são poucos perante a frota circulante em outros mercados, mas a chegada de novos modelos e as medidas de incentivo do Rota 2030 para o segmento deverão movimentar a cadeia de fornecimento local com mais intensidade. A Petronas é um exemplo de companhia com radar ligado às oportunidades no mercado: na terça-feira, 11, lançou lubrificante específico para modelos com motorização híbrida.

 

O produto, desenvolvido em parceria com a Mercedes-Benz para demandas da Fórmula 1, será produzido na fábrica que a companhia mantém em Contagem, MG, e chegará ao mercado no fim do mês, segundo Luiz Sabatino, diretor geral para a região das Américas: “Não será um produto de alto volume, mas representa um movimento importante para a empresa porque se trata de um segmento que crescerá mais daqui para adiante”.

 

Toyota Prius e Ford Fusion foram os primeiros modelos híbridos a circular por aqui. Estão prometidos mais dois Toyota: RAV4 e Corolla híbridos. De acordo com dados da Anfavea foram emplacados até maio 1 mil 640 unidades de automóveis com motorização híbrida, volume que representa 0,2% do mercado total. Para atender a esse mercado em formação a expectativa da Petronas é vender 100 mil litros/ano inicialmente do Syntium 7000 Hybrid 0W20.

 

O lubrificante para os híbridos tem como principal característica o resfriamento do conjunto de forma mais intensa do que os óleos produzidos para motores convencionais. De acordo com o diretor de tecnologia Eric Holthusen o powertrain híbrido funciona em várias frequências de rotação, sobretudo por causa dos sistemas start/stop, e esse cenário demanda um óleo que possa resfriar componentes do motor mais rapidamente.

 

Sabatino disse, ainda, que o novo lubrificante será exportado para países da América Latina a partir do Brasil. Os testes de homologação do produto são realizados no laboratório da fábrica de Contagem, o qual, no ano passado, passou por processo de expansão justamente para que a empresa possa atender às demandas dos países da região.

 

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Volkswagen expande área de desenvolvimento no País

São Paulo – A Volkswagen contratou cem funcionários para o departamento de desenvolvimento de produtos da fábrica de São Bernardo do Campo, SP. Com a incorporação dos profissionais – a maioria composta por engenheiros e designers – subiu para 950 o número de profissionais no setor.

 

O aumento do quadro se deu em função do ganho de autonomia da operação da companhia na América do Sul — com o Brasil representando a sede na região — concedido pela matriz. De acordo com Gustavo Schmidt, vice-presidente de vendas e marketing, o status passou a ser exercido durante o desenvolvimento dos modelos Polo e Virtus e, em maior grau, durante a concepção do projeto do T-Cross:

 

“É possível notar que a engenharia da América do Sul ganhou maior autonomia no T-Cross nacional, que possui diferenças significativas na comparação com o modelo que é produzido na Espanha”.

 

O modelo nacional, que tem dimensões maiores do que o europeu, foi construído sobre a plataforma MQB e somou mais de 3 mil emplacamentos desde o início das vendas na rede, em maio, segundo dados da Fenabrave — o sexto mais vendido dentro da sua categoria, a de SUVs.

 

Schmidt disse, ainda, que há grande procura pela versão topo de linha Highline em São Paulo, e que nas demais regiões do País as versões de entrada – Trendline e Confortline – foram as mais procuradas pelos consumidores. O executivo confirmou uma demanda maior do que a oferta nas concessionárias: “Hoje há um tempo de espera de sessenta dias, que será normalizado no segundo semestre”.

 

A exportação do T-Cross para a Argentina está programada para começar no fim junho, medida que segue o cronograma inicial da montadora para o modelo, apesar do enfraquecimento do mercado de veículos argentino.

 

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Manual digital chegará a toda linha VW em 2020

São Paulo – Toda a gama de veículos Volkswagen produzida no Brasil terá versão digital do manual do proprietário até o fim do ano que vem. O recurso, considerado um manual cognitivo pela empresa, atualmente é oferecido nos modelos T-Cross e Virtus. De acordo com Gustavo Schmidt, vice-presidente de vendas e marketing, o próximo modelo a receber o manual será o hatch Polo, ainda neste ano.

 

O executivo disse que o manual cognitivo é o principal atrativo do pacote de acessórios digitais que a VW passou a instalar nos modelos topo de linha Highline e refletiu em vendas maiores das versões completas dos seus lançamentos mais recentes. Por isto, a VW decidiu estender o recurso aos demais veículos, inclusive os de maior volume, como Gol, Voyage, Fox e o compacto up!.

 

O funcionamento do manual digital se dá por meio do aplicativo Meu Volkswagen, desenvolvido para ser instalado em smartphones. Por meio dele o proprietário pode fazer perguntas referentes ao veículo em formato de texto, imagem ou voz. No aplicativo há mais de 10 mil perguntas diferentes cadastradas.

 

A ferramenta foi lançada simultaneamente em português e espanhol para os clientes do Brasil, Argentina, Chile e Colômbia. Ela foi desenvolvida pela montadora em parceria com a IBM, que utilizou a plataforma de inteligência artificial Watson na sua construção.

 

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Arrecadação federal não acompanhou aumento de subsídios

São Paulo – Estudo conduzido pela Secap, Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria, órgão do Ministério da Economia, indica que a elevação da concessão de subsídios a setores da economia brasileira comprometeu a arrecadação federal e não compensou o gasto direto — ou seja: não ampliou a arrecadação de impostos pelo governo.

 

Todos os subsídios financeiros, creditícios e tributários do governo federal cresceram ano a ano de 2013 até 2015, quando somaram 6,7% do PIB, Produto Interno Bruto. A partir deste ano a administração federal reverteu a política, ajustando esses benefícios – que, em 2018, representaram 4,6% do PIB.

 

O estudo comparou ações semelhantes promovidas por outros países, como Canadá e Austrália. Nestes o aumento de subsídios trouxe ampliação na receita federal, ao contrário do Brasil, que apresentou combinação de aumento de gastos tributários e redução da arrecadação com relação ao PIB – além de forte aumento na despesa.

 

Por essas razões o governo brasileiro adotou, nos últimos anos, política oposta e passou a reduzir os subsídios a setores industriais e de serviços.

 

Veja a íntegra do estudo aqui.

 

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