Vendas financiadas de veículos recuam 1% no primeiro quadrimestre

São Paulo – No acumulado dos quatro primeiros meses de 2025 as vendas financiadas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas novos e usados somaram 2 milhões 245 mil unidades, o que configurou recuo de 1,1% em comparação ao mesmo período no ano passado, equivalente a 25 mil veículos.

É o que aponta levantamento realizado pela B3, que opera o SNG, Sistema Nacional de Gravames. Na avaliação do superintendente de produtos de financiamentos, Daniel Takatohi, o resultado reflete as altas taxas de juros:

“Já conseguimos perceber uma desaceleração no ritmo de crescimento, visto que a média de financiamentos por dia útil em abril foi menor em comparação com o mês anterior”.

Ao longo do mês passado foram financiadas as vendas de 567 mil veículos, 7,2% a menos do que em abril de 2024. Com relação a março, no entanto, foi registrado acréscimo de 3%.

No segmento de automóveis e comerciais leves houve baixa de 8,9% frente ao quarto mês do ano passado e alta de 3,4% frente a março. Quanto aos pesados a queda foi de 7,2% na comparação anual e de 0,9% na mensal. O segmento de motos foi o único a apresentar crescimento tanto com relação a abril de 2024, de 1,3%, quanto ao mês anterior, de 1,9%.

GAC amplia investimento e anuncia fábrica em Goiás

São Paulo – A GAC Motor anunciou ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que faz uma viagem oficial a Pequim, China, investimento de US$ 1,3 bilhão, ou R$ 7,4 bilhões, para produzir veículos elétricos, híbridos e híbridos flex em Goiás. O valor supera em 30% o anunciado ao ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, há cerca de um ano.

O presidente da GAC Internacional, Wei Haigang, disse também que um centro de pesquisa e desenvolvimento será estabelecido na Região Nordeste. Segundo ele os planos da GAC são de fortalecer o desenvolvimento no Brasil, mercado prioritário para a empresa, quinta maior montadora da China:

“Nosso objetivo é atuar como um catalisador para o avanço tecnológico no gigante da América Latina”.

Comitiva brasileira se reúne com empresários chineses da GAC Motor em Pequim. Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República.

A Lula foram apresentados os modelos Aion V, GS 4 e Ayon Y. Os três, mais o ES e Hyptec, serão lançados no mercado brasileiro em 23 de maio, em evento no Parque Anhembi, em São Paulo.

Os pormenores da operação goiana deverão ser divulgados também no evento. A GAC negou, porém, haver negociações com o Grupo HPE para comprar a fábrica de Catalão, GO, conforme veiculado pela imprensa brasileira durante a manhã de segunda-feira, 12.

Stellantis garante que Jeep Renegade seguirá em linha e lança série especial 10 anos

Goiana, PE – Para celebrar os dez anos de produção do Renegade no Brasil e a venda de mais de meio milhão de unidades desde 2015 a Jeep lançou uma edição especial estilizada do SUV compacto, numerada e limitada a 1 mil 10 unidades, com o mesmo pacote da versão topo de linha Willys e também o mesmo preço: R$ 186 mil.

“O Renegade é responsável por mais da metade dos mais de 1 milhão de Jeep vendidos no Brasil nos últimos dez anos”, justificou Hugo Domingues, vice-presidente da Stellantis responsável pela marca Jeep na América do Sul, que também garantiu a continuidade da produção do modelo no País. “Ele terá vida longa, haverá uma nova geração e um futuro promissor.”

Mesmo após a esperada chegada ao País um novo e mais barato Jeep, o Avenger – com fortes indícios de que deverá ser produzido em Porto Real, RJ, sobre a plataforma CMP – Domingues avalia que o Renegade tem qualidades para seguir no portfólio como opção complementar, por trafegar em categoria superior e ser o único SUV compacto à venda no País com opção de tração 4×4.

Este ano, até abril, o Renegade é o segundo Jeep mais vendido no País e figura em vigésimo na lista geral de todos os modelos à venda, com 13,6 mil emplacamentos em quatro meses, volume que representa queda de 8% na comparação com o desempenho do mesmo período de 2024.

A edição comemorativa do Renegade tem adesivos na coluna C e no capô com logotipo alusivo aos dez anos de produção do modelo em Goiana, PE, além de bordados caracterizados no encosto dos bancos dianteiros e soleiras. Cada uma das 1 mil 10 unidades produzidas tem sua numeração sequencial gravada no carro. Também são exclusivas as novas rodas de 17 polegadas.

No mais o pacote é idêntico ao da versão topo de linha Willys: motor 1.3 turboflex de 176 cv, câmbio automático, tração 4×4, pneus off-road ATR+, teto solar, central multimídia com tela de 8,4 polegadas com espelhamento sem fio, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas colorido e configurável, ar-condicionado automático de duas zonas, seis airbags e tecnologias de condução semiautônoma.

Jeep completa 10 anos de produção no Brasil com promessa de novas tecnologias

Goiana, PE – A Jeep e a fábrica do Grupo Stellantis em Pernambuco completaram, no fim de abril, dez anos de operação com a produção de quase 1,3 milhão de unidades dos SUVs Renegade [660 mil], Compass [545 mil] e Commander [75 mil], pouco mais de 1 milhão deles vendidos no Brasil. Após o sucesso industrial e comercial da marca aqui um novo horizonte começa a ser desenhado com a adoção, no curto prazo, de uma plataforma com alternativas de propulsão eletrificada.

Não será tarefa fácil substituir a atual e bem-sucedida plataforma Small Wide, que além dos três SUVs Jeep também trouxe à vida as picapes Fiat Toro e Ram Rampage, que ao lado do Commander foram desenvolvidos no Brasil com carrocerias e powertrain próprios. Portanto esta base é parte indissociável da alta produtividade da planta de Goiana, PE, que há anos seguidos trabalha em três turnos no topo de sua capacidade produtiva anual, estendida a 280 mil unidades em anos recentes.

A questão é que, no Exterior, a Small Wide está sendo substituída pela mais mderna STLA Medium, que conta com mais tecnologia e opções de eletrificação, como é o caso do recém-lançado na Europa novo Compass, produzido em Melfi, Itália, em três versões eletrificadas: 100% elétrico 4×4 de 213 cv a 375 cv, híbrido leve com bateria de 48 V e motor de 145 cv e híbrido plug-in de 195 cv.

Família nacional eletrificada e aumentada

Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis América do Sul, evita confirmar o que será feito exatamente no Brasil, se a Small Wide será substituída pela STLA Medium ou se ambas conviverão na mesma linha de produção, o que pode prejudicar a produtividade. Mas ele dá uma pista: “Nossa engenharia já está trabalhando fortemente neste tema. O objetivo é preservar nossos ganhos de escala e, ao mesmo tempo, adotar novas tecnologias de eletrificação nos carros que produzimos em Goiana”.

De concreto até o momento existem R$ 13 bilhões em investimentos confirmados que serão destinados à fábrica de Goiana de 2025 a 2030, parte significativa do ciclo de R$ 30 bilhões anunciado pela Stellantis para suas operações no País até o fim desta década. No ano passado, ao anunciar o aporte, Cappellano disse que os recursos são destinados à modernização de linhas de produção e novos modelos a serem produzidos.

A família brasileira da Jeep deverá crescer em breve quando for confirmada a já esperada produção do Avenger, programado para ser o modelo de entrada da marca. Contudo, como o SUV compacto já é produzido sobre outra plataforma, a CMP herdada da PSA, todos os indícios apontam que a produção não será em Goiana e sim na fábrica de Porto Real, RJ, onde já são produzidos três Citroën sobre a mesma CMP. É aguardada para breve a confirmação da fabricação nacional do Avenger.

Pontapé da Jeep em Goiana

A Jeep foi a marca escolhida pela então FCA, Fiat Chrysler Automobiles, para inaugurar e nortear as operações da fábrica de Pernambuco sobre a plataforma Small Wide, tanto que a operação nasceu, em abril de 2015, com o nome de Polo Automotivo Jeep, e o primeiro modelo produzido foi o Renegade.

A partir de 2021 a operação foi renomeada como Polo Automotivo Stellantis de Goiana, logo após a fusão da FCA com a PSA que deu origem ao novo grupo empresarial. Mas o que nunca mudou é que, desde a inauguração, todos os veículos produzidos lá, inclusive os das outras duas marcas além da Jeep, compartilham a mesma plataforma, com os mesmos motores e caixas de câmbio, só alternando o tipo de carroceria.

Assim a Jeep puxou a produção de modelos tecnologicamente avançados – mais do que a média nacional – em um dos mais modernos e produtivos complexos industriais do mundo, atraído por benefícios fiscais a uma nova fronteira industrial do País, como atesta Cappellano: “Somos o único polo automotivo do Nordeste, o que significa desenvolvimento e empregos na região, mas que também movimenta insumos e tecnologia em todo o Brasil”.

A fábrica emprega 5,5 mil pessoas e mais de 8 mil trabalham no polo para dezoito fornecedores instalados bem ao lado, mas também existem quarenta empresas em Pernambuco fornecendo componentes. Segundo Cappellano, a depender do modelo, de 30% a 35% das compras são feitas no próprio Estado, outros 35% a 40% são de empresas localizadas no Sudeste, principalmente Minas Gerais e São Paulo, e o restante são itens importados.

Coincidência histórica

A história da Jeep em Pernambuco começou muitos anos antes e, em uma peculiar coincidência histórica, foi este passado que pavimentou a instalação da fábrica de Goiana.

A Willys Overland começou a produzir os utilitários Jeep no Brasil em 1954 e, em 1966, instalou uma linha de montagem adicional em Jaboatão dos Guararapes, cidade vizinha à Capital, Recife. A produção seguiu até 1983 e depois a pequena planta foi utilizada por algumas empresas, a última delas a fabricante de chicotes automotivos TCA, de origem argentina, que no fim dos anos 1990 ganhou incentivos do Regime Automotivo do Nordeste. Em 2009 o Grupo Fiat comprou a unidade para herdar estes benefícios e construir uma fábrica de carros no Estado, o que foi autorizado por um decreto presidencial no apagar das luzes de 2010. Até hoje a TCA funciona no mesmo local como subsidiária do grupo e produz chicotes para Goiana.

Àquela altura, no mesmo 2010, o então Grupo Fiat já havia comprado e salvo da falência o Grupo Chrysler, do qual a Jeep era uma das marcas, dando origem à criação da FCA. Houve então a decisão de construir a fábrica de Goiana para fazer modelos Jeep – mais caros e, portanto, mais beneficiados pelos incentivos tributários do Regime do Nordeste que vigora até hoje e foi estendido até 2032.

Foi dessa forma que a antiga e mirrada linha de produção da Jeep em Pernambuco tornou viável o investimento em uma das maiores fábricas do País.

Na crista da onda SUV

Mais do que introduzir uma nova fabricante de veículos no País a Jeep fez crescer – e muito – a onda de SUVs que hoje domina cerca de metade das vendas de automóveis no mercado brasileiro.

Focada 100% na produção de SUVs com grandes capacidades off-road a Jeep foi responsável por cerca de 30% do crescimento deste segmento no Brasil, aponta Hugo Domingues, vice-presidente da Stellantis responsável pela marca na América do Sul: “Há dez anos apenas SUVs simples eram produzidos no País [como Ford EcoSport e Renault Duster], e os mais sofisticados eram todos importados com preços inacessíveis. Existiam poucos modelos e pouca competição neste nicho. Isto até que o meteoro Jeep caiu em Pernambuco e tornou-se uma opção viável”.

Não só viável como também mais disponível, com três modelos nacionais e três importados à venda em 240 concessionárias espalhadas em quase todos os estados brasileiros, em uma sinergia de distribuição, pois boa parte da rede é formada por grupos que também são distribuidores oficiais de outras marcas do Grupo Stellantis.

Com mais de 95% de suas vendas no País lastreadas nos três modelos produzidos em Goiana, que trafegam na faixa de preços que começam em R$ 120 mil, o Renegade mais simples, e passa dos R$ 335 mil no caso do Commander topo de linha, mesmo com valores altos a Jeep é hoje a sétima marca de veículo mais vendida no Brasil e a única que já vendeu mais de 1 milhão de SUVs por aqui. Em anos recentes não era raro encontrar Renegade e Compass na lista dos dez carros mais emplacados do País.

Com o lançamento do compacto Renegade em 2015, seguido pelo médio Compass lançado em 2016 com inovações ainda pouco comuns no Brasil, como os sistemas eletrônicos de assistência ao motorista, até o sofisticado Commander de grande porte em 2021 – primeiro Jeep desenvolvido fora dos Estados Unidos – a marca conseguiu cobrir com sucesso todas as categorias de SUVs no mercado brasileiro usando uma só plataforma, aproveitando evidentes ganhos de escala.

São todos carros que mudaram pouco na aparência nos últimos anos mas que conservam bom desempenho comercial respaldado pela aura de marca aspiracional da Jeep, que há dez anos ganhou sua bem-sucedida porção brasileira.

Frasle Mobility amplia receita em 58% e estabelece novo recorde

São Paulo – A receita líquida consolidada da Frasle Mobility encerrou o primeiro trimestre em R$ 1,3 bilhão, alta de 58,3% frente a igual período em 2024, um novo recorde. O EBITDA ajustado alcançou R$ 253 milhões, incremento de 64,3% no mesmo comparativo, em que a margem EBITDA avançou 0,7 ponto porcentual, para 19%.

A receita no mercado externo, que inclui exportações e o desempenho de operações da empresa em outros países, somou US$ 124,6 milhões, alta de quase 80,5% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Os números foram potencializados pela aquisição da Dacomsa, divisão de peças de reposição do Grupo Kuo, no México. A transação é a maior da história da companhia, avaliada em R$ 2,2 bilhões.

Os dados do primeiro trimestre corroboram as projeções para 2025, divulgadas em abril, mantendo perspectiva favorável da companhia. Fatores considerados para essa avaliação são a manutenção da demanda no mercado de reposição, a ampliação da capacidade produtiva, especialmente na unidade da Fremax em Joinville, SC, e a celebração de novos contratos com montadoras. Até o fim do ano são previstos investimentos de R$ 170 milhões a R$ 210 milhões.

Inmetro seleciona o campo de provas da GM para testes oficiais de eficiência energética

São Paulo – O Inmetro selecionou o Campo de Provas de Cruz Alta, da General Motors, em Indaiatuba, SP, para a realização dos testes de eficiência energética que compõem o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, responsável pelo Selo de Eficiência Energética presente em todos os veículos vendidos no Brasil.

De acordo com a GM o campo de provas conduzirá duas etapas do programa, oferecendo a todas as empresas participantes estrutura que garanta padronização, agilidade e precisão nos resultados que orientam os consumidores acerca do consumo dos modelos avaliados.

A primeira fase inclui a pesagem dos veículos, seguida pelo teste de desaceleração, que avalia a eficiência aerodinâmica e a resistência ao rolamento. Inicialmente 27 modelos serão avaliados, um de cada fabricante – o Chevrolet será o Equinox EV. Cada empresa conduzirá os testes com seu próprio veículo e profissional responsável, sob acompanhamento dos auditores do Inmetro em todas as fases.

ArcelorMittal aposta na produção de aço verde para o setor automotivo

São Paulo – A ArcelorMittal está debruçada sobre o desenvolvimento de componentes feitos a partir de materiais reciclados, como a sucata, e utilizando apenas energia renovável certificada no processo. Dois produtos já estão homologados e em testes com montadoras, com produção regular em linha e prontos para ser comercializados em larga escala: a barra chata mola, que dá origem ao feixe de mola usado na suspensão de veículos comerciais leves e caminhões, e o perfil U para chassis de ônibus, com foco em modelos elétricos.

O objetivo, como afirmou Francieli Scatolin, gerente de desenvolvimento de produtos industriais e assistência técnica da ArcelorMittal, em entrevista à Agência AutoData, é passar a integrar a economia circular da indústria automotiva e contribuir para a descarbonização na cadeia.

“Como supridores desta cadeia temos de estar aptos a acompanhar os movimentos e atender aos requisitos de evolução tecnológica que a indústria automotiva, que costuma aderir com rapidez, vem solicitando. Neste sentido começamos a pensar na barra chata mola, pois somos grandes fornecedores do mercado de suspensão de veículos leves e pesados.”

Batizada como XCarb a iniciativa global teve início em 2021 e, no ano seguinte, foi trazida ao Brasil a partir da linha de vergalhões, hoje fornecida a toda a América Latina. No início de 2025 foi a vez de ingressar no setor automotivo a partir da barra chata mola: “Fizemos testes de composição química e também mecânicos, para assegurar que a mudança de processo que usa 100% de sucata, em vez do ferro gusa, insumo para a produção do aço, não impactaria na segurança do produto. Não tivemos nenhuma perda de qualidade”.

Em todo o mundo a ArcelorMittal reprocessa 30 milhões de toneladas de aço por ano, sendo 10% disto no Brasil. Scatolin contou que a companhia possui diversos postos de coleta em todo o País para que então seja a feita a triagem de aço usado em todo tipo de produto de linha branca, como geladeira e micro-ondas, veículos, resto de obras, vergalhões e maquinários.

“O aço possui uma vantagem: pode ser reciclado inúmeras vezes sem perder qualidade. É diferente de um polímero, que vai perdendo suas propriedades com o tempo”, disse a executiva. “Dentro da ArcelorMittal temos uma área de metálicos encarregada de coletar esses aços obsoletos que estão sem aplicação, rejeitos que estão poluindo o meio ambiente, para dar uma nova função a eles.”

Na usina de Resende, RJ, a partir de fornos elétricos movidos a eletricidade renovável, é dada origem a um novo aço, laminado na unidade de Barra Mansa, distante 50 quilômetros, de onde saem os produtos XCarb. Para tanto está sendo injetado R$ 1,3 bilhão para a ampliação do laminador a 500 mil toneladas por ano e melhorias na aciaria, cuja capacidade será dobrada.

O passo seguinte foi estabelecer parceria com a Aesa, que monta o feixe de mola e a suspensão dos caminhões que são entregues a fabricantes como Mercedes-Benz e Scania. Após a realização de testes de fadiga passou a oferecer o item à sua carteira de clientes. O mesmo está ocorrendo com a Fiat Strada, que também está testando o componente.

O processo de desenvolvimento pela equipe interna da ArcelorMittal e os testes com a Aesa estendeu-se por quase um ano. Agora a empresa está oferecendo diretamente a fabricantes de ônibus o perfil U para chassis.

Pensando além, e em como ajudar a descarbonizar a geração de eletricidade, a ArcelorMittal desenvolveu cantoneiras em perfil L para torres de transmissão de energia XCarb: “Sabemos que mudar um processo produtivo da indústria siderúrgica não é simples e requer grande investimento. E não só isso pois a mudança de tecnologia impactará a qualidade do produto e por isto existe todo um cuidado que demanda muita pesquisa. Estamos pensando em todas as variáveis que tornam esse material mais sustentável, não só nas emissões”.

O grupo já injetou, globalmente, € 300 milhões no desenvolvimento de tecnologias para diminuir as emissões. Scatolini sustentou que os produtos são customizados para que o cliente maximize potência, produtividade e recursos, além de minimizar perdas pois “tudo isto também é uma forma de reduzir a pegada de carbono.”

Se por um lado a reciclagem usa menos eletricidade e lança menor quantidade de carbono na atmosfera, uma vez que 1 tonelada de aço reciclado reduz o uso de energia em 70%, e as emissões caem em 1,5 tonelada, por outro o gasto com a produção é um pouco maior: “A sucata tem um custo, e a energia renovável também, mas não é nada exorbitante. O País é continental, o que exige grande capilaridade para a coleta. Ao mesmo tempo o produto compete com o mercado externo, muitos países têm escassez, e o preço é quase como o de uma commotidy. No fim a extração custa menos do que a reciclagem. Mas vale pelo comprometimento com a meta”.

O objetivo da siderúrgica é tornar-se carbono neutro até 2050, sendo que até 2030 trabalhará na adoção de alternativas energéticas para reduzir em 25% suas emissões: “Estamos abrindo novas frentes de homologação para lançar novos produtos. Agora estamos esperando a demanda. Capacidade nós temos”.

Antonio Filosa é o principal candidato a CEO da Stellantis

São Paulo – Antonio Filosa, que presidiu a operação sul-americana e atualmente é o chefe das Américas da Stellantis, emerge como o principal candidato a ocupar o posto de CEO da companhia, vago desde a renúncia de Carlos Tavares. A informação foi divulgada pela agência de notícias Bloomberg, citando fontes familiarizadas com o assunto.

A decisão final está próxima, de acordo com o que pessoas que não quiseram se identificar afirmaram à reportagem da Bloomberg. Mas elas ponderaram que a situação permanece instável e John Elkann, que preside o Conselho, pode acabar elegendo alguém que não seja Filosa.

Completaram-se cinco meses desde a saída de Tavares. Em dezembro a Stellantis informou aos investidores que nomearia um novo CEO no primeiro semestre, mas a situação está estagnada. À Bloomberg um porta-voz da empresa disse que nenhuma decisão foi tomada e que o cronograma para a nomeação do CEO segue inalterado.

Produção argentina de veículos avança 9% no primeiro quadrimestre

São Paulo – A produção argentina de veículos somou 159,5 mil unidades de janeiro a abril, alta de 9,1% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Adefa. Em abril foram produzidas 45,5 mil unidades, expansão de 5,8% sobre idêntico mês do ano passado e de 9,4% com relação a março:

“O desempenho mensal mostra uma continuidade no ritmo de crescimento sobre o ano passado, com níveis superiores”, disse Martín Zuppi, presidente da Adefa. “De janeiro a abril as fábricas receberam novos produtos, acompanhando a dinâmica positiva do mercado interno, enquanto se ajustam às demandas externas, que estão sujeitas a maior volatilidade”.

As exportações somaram 80,5 mil unidades, retração de 2,9% na comparação com janeiro a abril de 2024. Segundo o presidente da Adefa o recuo em quatro meses é reflexo da menor demanda em alguns países.

No mês passado foram embarcados 22,6 mil veículos, volume 9,8% superior ao de abril do ano passado e 6,8% menor do que o registrado em março.

As vendas internas, conforme já divulgado pela Agência AutoData, cresceram 83,9% no primeiro quadrimestre, 216,5 mil unidades. Em abril foram emplacados 54 mil veículos, expansão de 63,9% sobre abril do ano passado e 11,6% acima do volume de março.

IQA abre inscrições para o 5º prêmio da Qualidade Automotiva

São Paulo – O IQA, Instituto da Qualidade Automotiva, abriu as inscrições para a quinta edição do prêmio IQA da Qualidade Automotiva, que contempla três categorias: qualidade nos processos produtivos, qualidade em inovação e novas tecnologias, e produção de conteúdo jornalístico com foco na qualidade da indústria automotiva.

Os interessados têm até 4 de agosto para se inscrever por meio do site do evento. Os projetos serão avaliados por representantes do IQA, Anfavea e Abipeças-Sindipeças, e a premiação está agendada para 9 de outubro, em São Paulo, durante o 11º Fórum IQA da Qualidade Automotiva.