Caio exporta cinco ônibus para o Uruguai

São Paulo – A Caio exportou cinco ônibus para o Uruguai, que foram comprados pela operadora Codesa. As cinco unidades são do modelo Apache Vip, que serão utilizados pela empresa em suas operações na cidade de San Carlos. 

Os ônibus foram produzidos com chassi Mercedes-Benz OF-1724, com suspensão pneumática, motor Euro 5 e possuem capacidade para transportar até 74 passageiros, sendo 44 sentados.

VW Caminhões e Ônibus capacita trabalhadores para desenvolverem suas próprias automações

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus, em parceria com a UiPath, capacitou sua equipe de negócios para criar suas próprias automações, gastando 70% menos tempo para o desenvolvimento de uma nova ferramenta para áreas administrativas. A empresa utiliza a automação robótica há seis anos no cenário administrativo, responsável por tarefas repetitivas e manuais, liberando os colaboradores para outras ações. 

10% das sugestões de automação sugeridas pelos funcionários não eram atendidas pelos robôs e, diante deste cenário, a montadora e a UiPath treinaram os colaboradores para que eles mesmos desenvolvessem os sistemas para atender às demandas. Com isto as equipes das áreas administrativas conseguiram reduzir o volume de retrabalho e o uso de recursos, financeiros e materiais.

Alex Pereira é o novo diretor administrativo da SKF no Brasil

São Paulo – A SKF anunciou Alex Pereira como seu novo diretor administrativo para o mercado industrial no Brasil. Na companhia há mais de vinte anos seu último cargo foi diretor de vendas e serviços para o mesmo segmento. 

Pereira é formado em engenharia mecânica pela Faculdade Politécnica de Jundiaí, com especialização em administração de empresas e finanças. Em seu novo cargo tem a missão de fortalecer o protagonismo da operação brasileira nas Américas, que tem peso significativo nas operações globais da companhia.

Vendas da Bosch crescem 12% e produção do ECU do ESP será nacionalizada

São Paulo – A Bosch encerrou 2024 com faturamento de R$ 10,8 bilhões na América Latina, crescimento de 12% sobre o valor ajustado do ano passado*. O Brasil representou 77% da receita da região, com R$ 8,4 bilhões, avanço de 6,3% com relação a 2023. Segundo a companhia, em comunicado, 21% das receita nacional foram gerados a partir de exportações para América Latina, América do Norte e Europa.

Para 2025, segundo o presidente e CEO Gastón Diaz Perez, o plano é ampliar a localização da produção. A partir do ano que vem mais uma etapa do processo de montagem do ESP, controle eletrônico de estabilidade, a ECU, unidade de controle eletrônico, passará a ser feita na unidade de Campinas, SP. Desde o ano passado a tecnologia é item obrigatório nos veículos vendidos no País.

O avanço esperado dos sistemas híbridos flex no mercado fizeram com que, a partir deste ano, unidades de controle do motor do sistema flex fuel com maior poder de processamento fossem fabricadas em Campinas, além de componentes para ônibus elétricos.

“Os veículos híbridos desenham uma transição que combina o melhor do elétrico com a autonomia dos motores flex a combustão interna”, disse Perez, no comunidado. “Seja com combustível ou eletricidade a Bosch está moldando ativamente a mobilidade do futuro: com eletrificação, redução de emissões, veículos autônomos, conectividade e software.”

Pé no agronegócio

Anunciado em fevereiro o Centro de Competência Global para o agronegócio, sediado no Brasil, tem previstos R$ 200 milhões em investimentos nos próximos três anos e cem trabalhadores dedicados. Eles se somam ao R$ 1 bilhão que a Bosch aplica anualmente na região.

Para o campo está em desenvolvimento a tecnologia Dual Fuel, que permite misturar o diesel com o etanol e que poderá ser aplicada em equipamentos fora de estrada, como colhedoras de cana, locomotivas e caminhões de grande porte, contribuindo com a descarbonização. Desenvolvida por brasileiros pode substituir até 50% do diesel pelo combustível renovável e deverá entrar em testes em 2026, com previsão de chegar ao mercado em 2027.

“Essa tecnologia pode revolucionar a matriz energética brasileira, pois nos permitirá reduzir o uso de diesel em aproximadamente 1,5 bilhão de litros por ano e, em paralelo, ampliar a demanda de etanol em 2,5 bilhões de litros, reforçando a indústria sucroalcooleira nacional.”

* Nota do Editor: o faturamento divulgado pela Bosch na região no ano passado, R$ 9,8 bilhões, incluía uma subsidiária que deixou de ser consolidada no valor ajustado para este ano. Por isso o texto original apresentava crescimento de 10% no faturamento. Após as explicações da empresa o texto foi corrigido.

Volkswagen volta a exportar T-Cross para a África

São Paulo – A Volkswagen retomou suas exportações para o continente africano, para onde já enviou em torno de 62 mil veículos. Desta vez enviou lote produzido em São José dos Pinhais, PR, com duzentas unidades do T-Cross, para os mercados de Camarões, Costa do Marfim, Gana, Madagascar, Ruanda e Senegal via Porto de Paranaguá, PR, onde o grupo opera terminal próprio.

O SUV já havia sido exportado para o continente africano no passado e agora passa a ser enviado em sua nova versão.

De janeiro a abril a Volkswagen exportou 35,7 mil unidades, alta de 78% em comparação ao mesmo período do ano passado. Neste período o segmento de leves aumentou suas exportações em 46,4%, com 151,8 mil unidades, segundo a Anfavea.

Além da África a Volkswagen exporta para dezoito mercados da América Latina, sendo os principais a Argentina, com 19,7 mil unidades, o México, com 9,1 mil, e o Chile, com 1,7 mil. Os modelos mais exportados foram o Polo, com 15,4 mil unidades, a Saveiro, com 8,3 mil, o T-Cross, com 5,8 mil, e o Nivus, com 5 mil.

Volvo inicia produção de ônibus elétricos biarticulado e articulado em Curitiba

São Paulo – A Volvo iniciou a produção de ônibus biarticulados e articulados elétricos no Brasil, em Curitiba, PR. A unidade é a única no mundo que produz o modelo BZRT, em duas configurações, para atender demandas no Brasil e também de outros países que possuem sistemas BRT de transporte.

A primeira unidade do BZRT biarticulado foi produzida na quinta-feira, 8, com 28 metros de comprimento e capacidade para transportar até 250 passageiros, sem emissão de CO2. A produção dos chassis de ônibus elétricos faz parte do investimento de R$ 1,5 bilhão que a montadora iniciou em 2023 e terminará de aplicar até dezembro.

O BZRT tem dois motores elétricos que, juntos, geram potência de 540 cv, acoplados a transmissão automática de duas marchas, baseada no câmbio Volvo I-Shift. O veículo pode ser equipado com até oito baterias, com capacidade total de 720 kWh, e o tempo de recarga varia de 2 a 4 horas, dependendo da estação de carregamento. 

A chegada dos ônibus elétricos na produção nacional é mais um passo da Volvo rumo a sua meta de descarbonização, que pretende zerar as emissões de seus veículos até 2040.

DAF investirá R$ 950 milhões na ampliação da fábrica de Ponta Grossa

São Paulo – Até 2029 a DAF Caminhões investirá R$ 950 milhões para ampliar sua fábrica em Ponta Grossa, PR. A unidade, a primeira da empresa holandesa fora da Europa, foi inaugurada em 2013. O anúncio foi realizado durante encontro com o governador Carlos Massa Ratinho Júnior no fim de abril.

Em novembro de 2024, em sua primeira entrevista a jornalistas, realizada durante a Fenatran, a presidente da DAF Caminhões no Brasil, Larisa Gambrell, contou que a fábrica seria ampliada a partir deste ano, sem citar valores. À época apenas rememorou que a empresa já investiu por aqui mais de R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 400 milhões para ampliar a fábrica e promover a transição para o Euro 6.

A informação oficial, no entanto, foi divulgada pelo presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, durante entrevista coletiva à imprensa na quinta-feira, 6. Procurada, a empresa apenas confirmou o investimento e disse que, neste momento, não fará nenhuma declaração.

Segundo o governo paranaense nesta nova etapa o plano é dotar a unidade de tecnologia semelhante à da fábrica da DAF da Bélgica. O novo aporte busca ampliar a participação da marca no mercado brasileiro e na América do Sul, e prevê também a produção de novo modelo na fábrica que emprega, hoje, 1 mil 50 funcionários em dois turnos, e tem capacidade de fabricar cinquenta caminhões por dia.

Em 2024 saíram da linha 40 mil veículos, que abasteceram não somente o país como Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Suriname. E em breve deverão ser embarcados também para a Argentina.

Instalado em área total de 2,3 milhões m², o complexo é o maior do grupo no mundo e começou a ser construído em 2011 após investimento de US$ 200 milhões realizado pela Paccar, controladora da DAF. Em 2018 foram injetados R$ 60 milhões a fim de estabelecer linha de montagem de motores. Foi quando começou a operar também um centro de distribuição de 15 mil m² no mesmo local.

Audi abre pré-venda do A6 Sportback e-tron no Brasil

São Paulo – A Audi iniciou a pré-venda de mais um modelo elétrico no Brasil, o A6 Sportback e-tron. Aqui será oferecido apenas na versão Performance Black e chega aos concessionários da marca no começo do segundo semestre por R$ 650 mil. Será o primeiro Audi no Brasil comercializado com as argolas iluminadas.

O A6 Sportback e-tron é o segundo modelo produzido na plataforma PPE, plataforma elétrica premium, equipado com nova bateria de íons de lítio que gera 445 quilômetros de autonomia, de acordo com as medições do Inmetro. O carregamento de 10% a 80% pode acontecer em 21 minutos, em eletropostos ultrarrápidos.

Juros preocupam mas Anfavea mantém projeções até o fim do trimestre

São Paulo – Em sua primeira entrevista coletiva como presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet repercutiu a decisão do Copom da quarta-feira, 7, de subir em 0,5 ponto porcentual a taxa Selic, agora em 14,75% ao ano. Fortemente dependente de financiamentos a indústria olha com preocupação a situação dos juros:

“Registramos recentemente a maior taxa média da história para compra de veículos 0 KM, de 29,5% ao ano. Caiu um pouco mas continua em patamares altos, o que dificulta o acesso ao crédito para boa parte da população e encarece os financiamentos”.

Como o movimento já vem de meses e o mercado brasileiro continua com saldo positivo na comparação com o ano passado Calvet disse que, ainda, não vão revisar as projeções da Anfavea para o ano: “O sinal de alerta foi aceso e analisaremos o desempenho da indústria e do mercado no segundo trimestre. Dependendo de como for, reavaliaremos”.

A previsão da Anfavea é de alta de 6,3% dos emplacamentos em 2025 e no quadrimestre o avanço foi de 3,4%. Para o presidente executivo o setor “ainda não precisa correr uma maratona para alcançar a projeção”.

Boletim Focus

A partir de maio a Anfavea passa a ser uma das instituições a enviar suas projeções para ajudar a compor o Boletim Focus, que, semanalmente, traz indicações de crescimento de PIB, inflação e juros. Editado pelo Banco Central, colhe expectativas de instituições financeiras e passou, recentemente, a agregar também de entidades da indústria e serviços.

A mais recente enviada pela Anfavea aponta crescimento de 2,2% do PIB, com 2,1% de alta na indústria, 6,3% da automotiva, 7% do agronegócio e 1,9% de serviços.

Importações sustentam o crescimento de 3% do mercado brasileiro de veículos

São Paulo – O crescimento do mercado brasileiro de veículos, que avançou 3,4% no primeiro quadrimestre do ano diante do resultado de 2024, totalizando 760,4 mil unidades, foi conduzido pelos modelos importados. Enquanto os emplacamentos de unidades produzidas localmente avançaram 0,2% os dos que vieram de outros países aumentaram 18,7%, segundo a Anfavea divulgou na quinta-feira, 8.

“Ainda que positivo o número traz observação de acompanhamento ao longo dos próximos meses”, disse o presidente executivo Igor Calvet. “Nosso intuito é uma produção maior e também uma captura maior desse aumento do mercado pelos modelos nacionais.”

De janeiro a abril ingressaram no País 105,1 mil veículos importados, 25 mil unidades a mais do que no mesmo período de 2024, sendo a maior parte da Argentina, 68,7 mil, alta de 21,5%, e da China, com 44,1 mil unidades e incremento de 28%.

“A diferença é que, com a Argentina, existe de fato uma relação bilateral: importamos, mas também exportamos. Para a China não há esta via de mão dupla, é só importação. E os modelos chineses representaram 6% de todos os emplacamentos no quadrimestre.”

Tailândia e Uruguai também ampliaram significativamente a entrada de veículos no Brasil, com aumentos de 70% e 72,1%, respectivamente, para 2,8 mil e 6,4 mil unidades. A Alemanha elevou sua participação para 10,1%, para 8,1 mil unidades.

Quanto ao México, assim como ocorreu com as exportações, por causa das questões geopolíticas em volta do aumento da tarifas por Donald Trump, também diminuiu os embarques para o País em 30,7%, totalizando 10 mil unidades.

Calvet reforçou a necessidade de haver a recomposição da alíquota do imposto de importação, decisão que ainda não foi tomada pela Camex, e lembrou que em junho o tributo sobe para 25%: “Se no todo não refreia a entrada de veículos ao menos dá uma reorganizada”.

Citou, ainda, que o mais preocupante é o pleito de empresas que estão iniciando sua produção para reduzir ex-tarifários sobre CKD e SKD: “É uma afronta ao trabalhador brasileiro. Não podemos aceitar a redução de imposto. Ainda mais com a previsão da chegada de mais um navio cheio de carros”.

No mês de abril foram licenciados 208,7 mil veículos, 6,7% acima de março, com 195,5 mil, mas 5,5% abaixo do quarto mês de 2024, com 220,8 mil. Um em cada quatro veículos emplacados foram pelas locadoras, com 49,5 mil total – volume, no entanto, menor que o de um ano atrás, quando 56 mil foram vendidos. Quanto à média diária de emplacamentos a curva está semelhante à do ano passado, com 10,4 mil por dia.