São Paulo – A Takao, importadora de peças para o mercado de reposição, projeta crescimento de 11% para seu aftermarket brasileiro na comparação com 2024. De acordo com Fátima Soares, sua CEO, a meta da empresa é crescer acima disso, chegando a 18% de alta sobre o ano passado, quando a Takao comercializou 1 milhão de peças.
Para atingir sua meta de crescimento a empresa possui portfólio de 23 mil itens e pretende lançar de trezentos a quatrocentos códigos até dezembro. Todas as peças da Takao são importadas da China, onde a empresa é parceira de 43 fábricas:
“Mas não trabalhamos com qualquer fábrica que nos procure. Para ser nosso parceiro comercial é necessário que eles fabriquem peças para montadoras e sejam fornecedores OEM em algum país”.
O portfólio da Takao atende 95% da frota circulante de veículos leves no Brasil, indo até as picapes diesel.
São Paulo – A Iveco superou a marca de 10 mil unidades de ônibus entregues ao programa do governo federal Caminho da Escola. As primeiras entregas dos ônibus usados para transportar estudantes começaram em 2009, sendo que na atual edição do programa já fechou pedidos de 3,5 mil unidades.
A Iveco fornece ao Caminho da Escola dois ônibus produzidos na fábrica de Sete Lagoas, MG: o BUS 10-190 ORE 2 e o Bus 15-210 ORE 3.
São Paulo – A Mercedes-Benz chegou à marca de 1 mil chassis de ônibus rodoviários O 500 RSD exportados para a América Latina em dois anos. Os chassis vendidos na região são da configuração 4×2 com motor de 450 cv de potência e 6×4 com motor de de 480 cv, ambos produzidos na fábrica de São Bernardo do Campo, SP.
Estes chassis são embarcados para Chile, Peru, Colômbia, Costa Rica, Uruguai, Guatemala, Argentina e México. Fora do mercado latino-americano o chassi O 500 RSD é exportado para Egito, Cingapura e Indonésia.
São Paulo – A Continental anunciou na quarta-feira, 23, em seu estande no Salão de Xangai, na China, que sua divisão de componentes automotivos adotará um novo nome: Aumovio.
A separação da unidade do negócio de pneus e de produtos de borracha Contitech está sendo preparada desde o início deste ano, já foi aprovada pelo conselho de administração e a decisão deverá ser ratificada na assembleia geral anual de acionistas do grupo, em 25 de abril. A companhia prevê para setembro a listagem da Aumovio na Bolsa de Frankfurt, Alemanha.
A divisão automotiva da Continental representou, em 2024, 49% do faturamento global do grupo, ou € 19,4 bilhões da receita total de € 39,7 bilhões. Atualmente a área emprega 19 mil pessoas em todo o mundo. A unidade de negócios é focada no desenvolvimento de sistemas de frenagem e eletrônicos, como quadro de instrumentos digitais e dispositivos de assistência à direção.
Segundo justifica Philipp von Hirschheydt, membro do conselho executivo da Continental e CEO da divisão automotiva, a separação em uma empresa independente abre espaço para maior crescimento em área que evolui rapidamente na indústria automotiva, a de carros definidos por software com diversos sistemas de direção autônoma, conectividade e segurança: “Como empresa independente ganhamos muito mais agilidade e poder criativo. A Aumovio terá três pilares: produtos tecnologicamente líderes, uma estratégia consistente de geração de valor e uma rede global sinérgica, sempre com forte presença local junto aos nossos clientes”.
A empresa cita análise da consultoria Berylls que projeta crescente valor médio dos veículo equipados com estes sistemas na ordem de 4,7% ao ano até 2029.
Neste sentido, segundo comunicado da companhia, a Aumovio focará no desenvolvimento e no fornecimento de produtos eletrônicos de última geração, com forte atuação em sensores, painéis, sistemas de frenagem e conforto avançados. A empresa também possui amplo conhecimento em software, plataformas de arquitetura veicular e sistemas de assistência à direção.
Hangzhou, China — Enquanto prepara o início das suas operações no Brasil, previsto para o segundo semestre, a Leapmotor confirmou o B10, segundo modelo que chegará ao mercado, e mostrou toda a tecnologia envolvida em seus produtos. Fernando Varela, vice-presidente da Leapmotor e de importação da Stellantis para a America do Sul, esconde o jogo sobre a data exata para o início das operações, até porque seus 34 concessionários estarão na China nos próximos dias para conhecer os dois modelos:
“Teremos o C10, um SUV um pouco maior, e o B10 ainda este ano. Mas nos próximos 24 meses serão quatro modelos no portfólio Leapmotor no Brasil”.
A joint-venture com 51% de participação da Stellantis e 49% da Leapmotor tem como foco inicial a operação internacional de comercialização dos produtos chineses, que já se iniciou na Europa e em breve se expande para a América Latina. Além do Brasil Fernando Varela tem o desafio de “posicionar uma marca que ninguém conhece e criar uma personalidade” também no Chile. Os dois SUVs, C10 e B10, serão importados da China.
Para o executivo a vantagem do conhecimento e da liderança da Stellantis na região será importante para reforçar a credibilidade junto ao consumidor de uma marca com pouco mais de dez anos. Há um ano e meio os trabalhos de homologação e adaptação de produto, desenvolvimento da logística e “uma infinidade de outras coisas” fazem parte do dia a dia de Varela e sua equipe.
O pós-venda é algo que tem sido prioridade neste momento de preparação e a expertise das marcas da Stellantis tem apontado os caminhos de como a Leapmotor se apresentará ao mercado porque “é uma das principais alavancas do sucesso de uma marca e muito importante para o consumidor”.
B10 tecnológico
Durante a visita ao complexo da Leapmotor em Hangzhou, uma cidade que abriga várias empresas de tecnologia, considerada um dos vales do silício na China, foram demonstrados todos os sistemas e peças do B10, o mais novo SUV da marca.
Ele é construído numa arquitetura chamada 3.5 que privilegia o posionamento da bateria no chassi para depois distribuir todos os sistemas em posições específicas para facilitar a eficiência da montagem. Desta forma possui alto grau de integração eletrônica, com diferentes sistemas como controle de bateria, motor, ADAS gerenciados em uma só central, dotada de um poderoso chip Snapdragon 8155 da Qualcomm.
B10 chegará ainda em 2025
Observando as peças isoladas dessas tecnologias, os conjuntos de baterias e a arquitetura do B10 com uma demonstração de como se distribui o gerenciamento eletrônico e o controle de todos os outros sistemas, como o do motor elétrico, percebe-se a qualidade e a eficiência desses componentes feitos na China alcançou padrões globais e em muitos casos superou o que a indústria tradicional produz.
O gerenciamento e configuração dos canhões de luz na dianteira e traseira ao gosto do freguês é um exemplo. O tamanho dos sensores e suas multifunções, à primeira vista, apresentam um futuro em que chineses podem definir novos padrões para a indústria automotiva.
O B10 terá um motor elétrico de 60 kW ou 280 cv e provavelmente oferecerá as duas opções de bateria: de 56,2 kWh, com autonomia de 380 quilômetros no padrão europeu ou de 67,1 kWh e autonomia de 460 quilômetros.
A Leapmotor também tem em seu portfólio tecnologia de extensão da autonomia por meio de um motor a combustão de 1.5 litro e tanque de 50 litros de gasolina para alimentar a bateria.
Estreia será com o C10
Esta opção foi demonstrada no SUV maior, o C10. Sem confirmar os passos que dará nos próximos meses Varela diz “não descartamos qualquer tecnologia que tenha valor para o consumidor brasileiro e a velocidade para essas novidades chegarem ao Brasil é a que estamos nos acostumando a ver na China”.
São Paulo – A fabricante de filtros automotivos Wega Motors considera introduzir a produção local após 23 anos comercializando seus produtos no mercado brasileiro. Até o fim do ano a empresa de origem argentina deverá bater o martelo acerca da decisão e, se concretizada, há grande possibilidade de que ela se estabeleça no Estado de São Paulo, onde está localizado um possível fornecedor de papeis, sua principal matéria-prima.
Foi o que afirmou o CEO da Wega no Brasil, Cristian Neto, durante o primeiro dia da décima sexta edição da Automec, feira dedicada ao mercado de reposição de autopeças, realizada até sábado, 26, no São Paulo Expo: “Estamos desenvolvendo um estudo de viabilidade para avaliar esta possibilidade”.
A Wega investiu R$ 15 milhões na construção de laboratório para desenvolver filtros para montadoras e também para o aftermarket, e na aquisição de máquinas vindas da França e Alemanha. O espaço será inaugurado em julho em Itajaí, SC, mesma cidade em que a empresa mantém um centro de treinamento e local para receber clientes, no qual foram aportados R$ 22 milhões em 2023. No terreno também é mantido um armazém para a distribuição dos produtos.
“No ano passado vendemos, no Brasil, por mês, 4 milhões de filtros. A expectativa é ampliar em 10% este volume em 2025, para 4,4 milhões.”
Neto observou que em 2024 houve incremento de 7,5% neste volume, procedente da Argentina e da China.
Quanto ao faturamento da Wega no País, que em dezembro somou R$ 700 milhões, 14% mais do que em 2023, o plano é ampliá-lo em 18% este ano: “Estamos expandindo nossa operação, tanto para a linha leve como para a pesada, em operações diversas que incluem agrícola, construção e mineração. O foco da feira é, inclusive, reforçar o crescimento da linha pesada”.
Neto contou que a empresa fornece para mais de dez montadoras no Brasil, embora 90% do seu mercado esteja na reposição. E que possui o plano de expandir sua presença no México e no Panamá, onde abrirá novas unidades no segundo semestre. A Wega Motors foi fundada em Buenos Aires, Argentina, em 1969.
São Paulo – A divisão de molas e suspensões da Thyssenkrupp está crescendo no aftermarket acima da média do segmento, com 10% de expansão das vendas para veículos leves e de 25% nos caminhões e ônibus, principal mercado da unidade de negócios no Brasil. Com o aquecimento do segmento a empresa decidiu este ano voltar à Automec – de 22 a 26 de abril no São Paulo Expo.
O CEO da divisão no Brasil, Alessandro Alves, contou que a empresa vem aumentando investimentos para aumentar presença no mercado de reposição: “Do total de R$ 50 milhões que investimos este ano R$ 20 milhões vão para o negócio de aftermarket. São investimentos em desenvolvimento de novos produtos, em engenharia e validação”.
Além dos já tradicionais feixes de mola e estabilizadores para veículos pesados, carro-chefe das vendas da divisão, a Thyssenkrupp também acrescentou mais de cem novos itens ao portfólio de reposição este ano, incluindo assessórios de suspensão, como buchas, e a linha importada Bilstein de amortecedores de alto desempenho, que equipam carros de luxo de marcas como BMW.
Segundo Alves, devido à importância do mercado brasileiro de caminhões, a subsidiária no País da divisão é centro global de desenvolvimento de componentes de suspensão para o segmento: “Mais de 90% dos itens que fornecemos no Brasil são produzidos aqui, na fábrica de São Paulo, e exportamos para Argentina, Peru, Chile, Colômbia e Uruguai”.
“Não procede este tipo de crítica. O IPI Verde não cairá. Ele é muito importante e tem de vigorar. Traz duas questões muito importantes: a sustentabilidade, pois beneficia com a redução tributária por meio do método de bônus os carros mais eficientes e, ao mesmo tempo, a perspectiva social, porque os carros com potência maior não têm tributação mais pesada, e isto colocará o Brasil na mesma condição que todos os países do mundo, que cobram tributos sobre automóveis de acordo com a potência. Aqui, hoje, o carro de uma potência super alta paga o mesmo IPI que o de uma potência média.”
O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou, durante entrevista coletiva à imprensa, que em questão de semanas o IPI Verde estará publicado:
“Embora não aumente a arrecadação nem altere a carga tributária estimula o verde, ou seja, a eficiência energética e a desfossilização, por meio de veículos flex, híbridos e elétricos”.
Brasil mantém diálogo com Estados Unidos
Quanto às conversas com o governo dos Estados Unidos após o tarifaço anunciado por Donald Trump o secretário contou que tem havido intensos diálogos para “criar cotas, reduzir a alíquota e, até mesmo, tirar o Brasil desta lista”. Segundo ele o Brasil não é o problema, pois possui déficit na balança comercial em torno de R$ 26 bilhões.
Alckmin assinalou que o Brasil “não possui litígio com ninguém” e com os Estados Unidos mantém duzentos anos de amizade e parceria: “Os Estados Unidos são o maior investidor do Brasil e a China o maior comprador e parceiro comercial. Devemos aproveitar oportunidades que se abrem e promover o diálogo. Sempre digo, parafraseando Nelson Mandela, que com esta história de olho por olho o máximo que pode acontecer é todos ficarem cegos. Política externa é ganha-ganha. Ganha o conjunto da sociedade”.
São Paulo — O governo brasileiro fará uma revisão dos cerca de 9 mil ex-tarifários existentes no País, que reduzem a quase zero a tarifa de importação de autopeças sem produção similar no País. A informação foi dada pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante a abertura da décima-sexta edição da Automec, feira dedicada ao mercado de reposição de autopeças, realizada até sábado, 26, no São Paulo Expo.
“Existe a necessidade de se rever milhares de ex-tarifários”, disse Alckmin, “pois isto não pode ser eterno. Precisamos fortalecer a nossa indústria e nossos empregos.”
De acordo com ele o processo ficará a cargo do secretário de desenvolvimento industrial, inovação, comércio e serviços, Uallace Moreira.
Moreira contou, em conversa com Agência AutoData, que a intenção é racionalizar e diminuir os atuais 9 mil ex-tarifários pelo menos à metade, a 4,5 mil, pois nos últimos anos este número não foi revisto e só aumentou: “Com a portaria 308, feita pelo governo anterior, o número de ex-tarifários foi descontrolado, uma vez que passou a incluir três critérios de preço, prazo e eficiência técnica. Então, mesmo com produção nacional, o ex-tarifário era concedido”.
O processo de racionamento é demanda antiga dos fabricantes de peças e componentes. Ele disse que está em processo de diálogo com o setor automotivo e ressaltou que um dos pontos de atenção serão os pedidos de ex-tarifários de conjuntos, o que classificou como “muito delicado e, ao mesmo tempo, complexo”, por envolver diversas peças e componentes com produção nacional, mas que, com pedido em conjunto, a identificação é dificultada.
Um dos exemplos citados pelo secretário é que, hoje, o Brasil não possui a produção de câmbio automático o que, em um dos “maiores mercados do mundo, é inconcebível”:
“É preciso intensificar a produção desta cadeia produtiva para verticalizá-la. Até porque o programa Mover agrega maior benefício tributário na medida em que se verticaliza o processo produtivo. Então é de interesse do próprio setor que isto aconteça, ainda mais para oferecer resiliência na cadeia produtiva interna”.
São Paulo – O novo Fiat Cronos foi lançado oficialmente na terça-feira, 22, e chega ao mercado com visual renovado. Na dianteira o sedã ganhou nova grade frontal que se conecta aos faróis e passa a impressão de ser mais largo, mesma fórmula adotada para o novo para-choque que se une a uma nova grade inferior.
A traseira recebeu menos mudanças e ganhou um novo para-choque, e as rodas são novas em todas as versões. O acabamento interno ganhou tons escurecidos, incluindo o teto, e agora todas as configurações possuem espelhamento sem fio de smartphones por meio do kit multimídia.
As versões mais caras ainda passaram por mudanças nos faróis, que agora são full-led e possuem luz de condução diurna de led. O Fiat Cronos 2026 segue com duas opções de motorização: 1.0 e 1.3 Firefly, com câmbio manual e automático.
Veja abaixo os preços e versões do Fiat Cronos 2026:
Fiat Cronos Drive 1.0 – R$ 103,4 mil Fiat Cronos Drive 1.3 AT – R$ 114 mil Fiat Cronos Precision 1.3 AT – R$ 120 mil