São Paulo – A BYD afirmou ter superado a marca de 2 mil trabalhadores em sua fábrica de Camaçari, BA, após contratar 558 funcionários em outubro e novembro – 293 no primeiro e 265 no segundo mês. Foram para funções como operador de logística, operador de produção, soldador, inspetor de qualidade, ergonomista, auxiliar de cozinha, piloto de teste, técnicos em mecânica, em elétrica e em segurança de trabalho.
Na segunda-feira, 1º, outros quarenta iniciaram os trabalhos em Camaçari, o que fez superar a marca de 2 mil operários dentro do complexo industrial, de acordo com o presidente Tyler Li:
“Superar a marca de 2 mil trabalhadores é um marco que reafirma a relevância de nossa operação e o compromisso contínuo com um crescimento sustentável. Cada nova contratação representa não apenas a expansão da empresa mas também a oportunidade de gerar impacto positivo na vida das pessoas e no desenvolvimento de Camaçari e da Bahia”.
São Paulo – Em novembro foram licenciados 238,6 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro, segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. O resultado foi 5,9% inferior ao do mesmo mês do ano passado, 253,5 mil, e 8,5% abaixo do registrado em outubro, 260,7 mil unidades.
No acumulado do ano a indústria soma 2,4 milhões de licenciamentos, 1,4% acima do registrado de janeiro a novembro do ano passado. Restando apenas um mês de vendas a tendência é a de que o mercado ande de lado e fique longe das projeções da Fenabrave, de avanço de 2,6%, e da Anfavea, de avanço de 5%.
Para igualar o resultado de 2024 serão necessários 224,7 mil emplacamentos em dezembro. O último mês do ano passado registrou 257,4 mil licenciamentos.
As vendas de veículos leves somaram 226,7 mil unidades, queda de 6,2% na comparação anual e 8,2% na mensal, de acordo com a K.Lume Consultoria. No acumulado do ano a alta é de 1,7%, para 2 milhões 280 mil veículos.
O consultor Milad Kalume Neto disse que as vendas diretas representaram 55,4% do total dos emplacamentos de leves. A tendência, segundo ele, é de maior participação das vendas diretas em dezembro, podendo ficar próximo dos 60%.
São Paulo – A Mercedes-Benz produziu o último caminhão na sua fábrica instalada em Virrey del Pino, unidade que operou nos últimos 74 anos na Argentina. A operação da empresa foi transferida para a unidade de Zárate, que iniciará os processos produtivos nos primeiros meses de 2026.
A unidade de Zárate é fruto de investimento de US$ 110 milhões e já funciona como centro logístico da Mercedes-Benz no país, graças à sua localização mais próxima dos portos e das principais estradas, mais um motivo para a decisão de transferir a produção.
A produção em Zárate começará pelos caminhões Accelo e Atego, pelos chassis de ônibus OH e OF e pela linha de peças de reposição Reman.
A unidade de Virrey del Pino seguirá em operação sob controle da Prestige Auto, nova representante da Mercedes-Benz Cars e Vans na Argentina, que será responsável pela produção da Sprinter.
São Paulo – O mercado argentino registrou o segundo mês seguido de queda em novembro, o que já era esperado pelas empresas fabricantes de veículos: os dois últimos meses do ano costumam ter vendas menores, uma vez que os argentinos costumam aguardar para comprar veículos novos em janeiro. Mas a retração também tem relação com a recessão em alguns setores da economia argentina e com as turbulências políticas e econômicas que afetaram o país nos últimos meses.
Estes fatores também podem ter motivado a antecipação de compra de alguns clientes, de acordo com a Acara.
Em novembro foram vendidos 34,9 mil veículos, recuo de 3,6% na comparação com igual mês do ano passado e de 33,2% com relação a outubro, de acordo com dados divulgados pela Acara.
No acumulado do ano foram emplacados 587,7 mil veículos, crescimento de 49,7% sobre iguais meses do ano passado. A participação dos veículos brasileiros no total vendido foi de 49% contra 36% em idêntico período de 2024, enquanto a dos modelos argentinos caiu de 56% no ano passado para 40% em 2025.
Com este resultado conquistado até novembro o fechamento do ano deverá ficar em torno das 600 mil unidades, segundo as expectativas da Acara.
No acumulado do ano a Volkswagen passou a Toyota e assumiu a primeira posição no ranking das marcas mais vendidas, graças ao bom desempenho do Tera no mercado local, chegando a 93,7 mil vendas, contra 90,9 mil da Toyota. Em terceiro lugar ficou a Fiat com 72,5 mil emplacamentos.
No ranking por modelo até novembro o Toyota Yaris segue na primeira posição com 29,5 mil unidades comercializadas, seguido de perto pelo Fiat Cronos com 29,1 mil. A terceira posição ficou com a Toyota Hilux, 29 mil.
São Paulo – Daniela Sena é a nova gerente da área de Gente e Desenvolvimento do Grupo Disal, empresa que opera nas áreas de consórcio, tecnologia e seguros. A contratação foi motivada pela ampliação do portfólio de produtos, com a inclusão do consórcio imobiliário, além de veículos leves.
Com quinze anos de experiência em recursos humanos Sena passou por empresas como Shipmasters International Freight e Associação Obra do Berço, em que liderou projetos de desenvolvimento de áreas de RH, estabelecimento de políticas e processos, além de iniciativas de comunicação interna e engajamento corporativo.
Formada em administração de empresas e pós-graduada em gestão estratégica de pessoas pela Universidade Mackenzie, tem MBA em recursos humanos e certificação em parceiro de negócios pela FEA USP.
São Paulo – Desde 2023 à frente do marketing da Renault Aldo Costa agora passa a responder também pelas áreas de vendas e pós-vendas. O novo diretor comercial também passa a integrar o comitê de direção da Renault Geely do Brasil, reportando diretamente ao presidente e diretor geral Ariel Montenegro.
Paranaense de 43 anos, formado em comunicação social pela Universidade Positivo com pós-graduação em marketing pela PUC PR, Costa iniciou sua carreira na Renault em 2003 como estagiário e, desde então, ocupou diferentes posições na área comercial com foco em vendas, pós-vendas, planejamento e distribuição.
De 2017 a 2019 o executivo liderou o projeto de veículos autônomos para o Grupo Renault em Paris, França, sendo o responsável pela adoção de tecnologias como ADAS.
Em 2019 ele assumiu o planejamento de vendas e desempenho da Renault na América Latina e, enquanto responsável pelo marketing, desde 2023, esteve por trás do novo posicionamento da marca no País, que inclui campanha Viva a Nova Renault, com destaque ao novo line-up formado por Kardian, Boreal e, em breve, o Koleos.
São Paulo – Passaram pelo Distrito Anhembi ao longo dos dez dias do Salão do Automóvel 516 mil pessoas, de acordo com a RX, organizadora do evento que retornou após sete anos. Embora tenha ficado abaixo da expectativa da organização, que esperava 700 mil pessoas, uma nova edição do Salão foi confirmada para daqui a dois anos.
Para Igor Calvet, presidente da Anfavea, “o retorno do Salão é um sucesso absoluto. Como milhares de brasileiros estou, desde já, ansioso e em contagem regressiva para a próxima edição”.
Mayra Nardy, diretora de portfólio da RX, ressaltou a interatividade do público nesta edição que trouxe algo além da exposição de carros na forma de test drives. Segundo a organizadora foram mais de 10 mil testes realizados, sem qualquer intercorrência.
A próxima edição foi confirmada para 30 de outubro a 7 de novembro de 2027, com a presença de Caoa Changan, Caoa Chery, GAC, Hyundai, Kia, Omoda Jaecoo, Renault, Toyota, Suzuki Motos e as marcas da Stellantis.
São Paulo – Em sua primeira reunião com investidores a Automob, grupo de concessionárias integrante da Simpar que estreou no Novo Mercado da B3 em dezembro, apresentou seus resultados até setembro e divulgou projeção arrojada de crescimento para 2027: ampliar em quase 30% a receita líquida.
Para tanto Sebastian Los, CEO e diretor de relações com investidores da Automob, baseia-se nos números obtidos até o momento. Considerando apenas os veículos leves, responsáveis por 46% do faturamento do grupo, o volume comercializado por concessionária cresceu 11% no acumulado de nove meses. De janeiro a setembro de 2024 as vendas por loja somaram 48 unidades, sendo 31 0 KM e dezessete seminovos, e no mesmo período deste ano foram 53 unidades, acréscimo de 11%, sendo 32 novos, avanço de 4%, e 21 seminovos, 23% mais no comparativo anual.
O grupo mantém 197 concessionárias espalhadas pelo País, de 38 marcas. Considerando apenas as de automóveis e comerciais leves são 137 lojas que representam 31 montadoras.
“Não temos apenas aumento no número de pontos de venda mas a melhora do resultado das concessionárias do grupo, o que permite também o incremento de serviços e pós-vendas e aumenta tanto o capital de giro quanto nossa rentabilidade.”
O resultado é que, enquanto o mercado de leves novos apresenta alta de 4% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período em 2024, a Automob expandiu 14%, com 14,2 mil unidades.
Até o momento o market share do grupo é de 2,6% neste segmento – considerando estimativa potencial de 2,5 milhões de emplacamentos em 2025. No ano passado a participação foi de 2,5%. De 2020 para cá cresceu onze vezes, pois à época a fatia era 0,2%.
De acordo com Los ainda há muito espaço para crescer: “Estamos convencidos de que temos, além do contexto externo, que eventualmente poderia acelerar o atingimento das nossas projeções, muito trabalho interno. Um porcentual de nossas lojas converte mais de um carro usado em um novo.”
Projeção é ampliar faturamento em quase 30% até 2027
Nos doze meses encerrados em setembro a venda de 163 mil veículos leves e pesados da Automob resultou no faturamento acumulado de R$ 12,6 bilhões que, conforme projeção do CEO, deverá chegar a R$ 16,3 bilhões em 2027, expansão de 29%.
Para o EBITDA ajustado, hoje em R$ 536 milhões, a projeção é de que a métrica financeira que representa a lucratividade operacional desta, que é a primeira empresa do setor listada em bolsa, alcance R$ 980 milhões, ou seja, um acréscimo de 82,8%.
Receita cresceu vinte vezes em cinco anos
“A diversificação nos garante resiliência dentro de nosso negócio. Crescemos vinte vezes nos últimos cinco anos”, afirmou Los. O grupo representa tanto entrantes chinesas quanto montadoras tradicionais, do mercado brasileiro de veículos leves e pesados.
A receita líquida de R$ 600 milhões em 2020 passou a R$ 700 milhões no ano seguinte. E, em 2022, multiplicou-se quatro vezes e meia, para R$ 3,2 bilhões. Em 2023 triplicou a cifra, para R$ 9,5 bilhões. Encerrou o ano passado em R$ 12 bilhões após incremento de 27% e, até o terceiro trimestre deste ano, soma R$ 12,6 bilhões.
Há cinco meses no cargo o executivo ressaltou que, embora aquisições de marcas tenham sido escolhas estratégicas para a expansão, metade da receita líquida refere-se ao crescimento orgânico.
Desde 2023 foram investidos R$ 540 milhões
Nos últimos dois anos a Automob realizou investimento de R$ 540 milhões em sua infraestrutura, a fim de promover expansão, melhorias e padronização. O CEO apontou que 85% delas passaram por aberturas, reformas, retrofits ou mudanças de ponto:
“Estamos em construção. Mas, após este aporte, nossa intenção de Capex para o futuro será inferior, uma vez não teremos necessidade de investir este valor novamente”.
São Paulo – As vendas de pneus nacionais, de janeiro a outubro, somaram 32,5 milhões de unidades, volume 3,2% menor do que o registrado em igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Anip, entidade que representa a indústria nacional de pneus. Segundo a entidade o recuo no ano foi causado pela menor demanda do mercado de reposição:
“O retrato do ano é muito ruim para a indústria”, disse o presidente da Anip, Rodrigo Navarro. “Especialmente pelo acirramento da concorrência com pneus importados, que seguem entrando no País a preços muitas vezes inferiores ao custo de produção”.
A Anip propõe, há tempos, que o Brasil tome medidas como as adotadas por Europa, Estados Unidos e México, que estão exigindo condições isonômicas de competição, seja por parte dos fabricantes nacionais ou dos importadores. As medidas envolvem questões que vão além dos preços, como o cumprimento de normas ambientais e de conformidade técnica.
Do total vendido de janeiro a outubro 11,3 milhões de pneus foram fornecidos para montadoras, com alta de 4,1% sobre iguais meses do ano passado, aumento que não foi suficiente para ajudar o mercado geral, uma vez que as entregas para o segmento de reposição somaram 21,2 milhões, recuo de 6,7% na mesma base comparativa.
Em outubro as vendas totais de pneus somaram 3,5 milhões de unidades, queda de 7,4% sobre idêntico mês do ano passado e estabilidade com relação a setembro.
Deste volume 1,2 milhão foi entregue para as montadoras, volume 13,4% menor do que o entregue em outubro do ano passado e 2,3% menor do que fornecido em setembro, enquanto que na reposição foram comercializados 2,3 milhões de pneus, retração de 4% na comparação com outubro do ano passado e alta de 15,3% sobre setembro.
São Paulo – Toyota, vencedora em três categorias, Mercedes-Benz e BYD foram as empresas grandes vencedoras do Selo Maior Valor de Revenda, organizado pela Agência AutoInforme. Agora dividido em cinco categorias o prêmio reconheceu o Toyota Corolla como o de menor desvalorização, 2,6%, na categoria Motores a Combustão, o Mercedes-Benz GLS, com 5,6%, em Híbridos Leves, o Toyota Corolla Hybrid, 3,3%, em Híbridos, o Toyota RAV4, 6,1%, em Híbridos Plug-in, e o BYD Dolphin Mini, 8,3%, em Elétricos.
A décima-segunda edição do Selo Maior Valor de Revenda analisou 161 veículos com mais de 1 mil unidades emplacadas nos últimos doze meses, em motores a combustão, trezentas unidades nos híbridos e cem unidades nos elétricos. O período foi de novembro de 2024 a outubro de 2025.
O evento, realizado no estande da Anfavea no Salão do Automóvel na noite de quinta-feira, 27, reconheceu ainda outros 31 modelos de dezesseis marcas.
Veja os vencedores:
Motores a combustão Hatch Entrada: Fiat Mobi – 9,8% Hatch Compacto: Honda City – 4,8% Minivan: Chevrolet Spin – 9,9% Picape Pequena: Fiat Strada – 5,8% Picape Compacta: Renault Oroch – 9,8% Picape Média: Toyota Hilux – 3,0% Picape Grande: Ram 1500 – 10,9% Sedã Compacto: Honda City – 5,9% Sedã Médio: Toyota Corolla – 2,6% SUV Entrada: Volkswagen Nivus – 3,0% SUV Compacto: Hyundai Creta – 7,6% SUV Médio: Toyota Corolla Cross – 4,2% SUV Grande: Porsche Cayenne – 6,9% SUV/Minivan 7 lugares: Toyota SW4 – 3,1%
Híbridos Leves Sedã: Mercedes-Benz C200 – 8,8% SUV Compacto: Caoa Chery Tiggo 5X – 8,5% SUV Médio: Kia Sportage – 6,7% SUV Grande: Mercedes-Benz GLS – 5,6%
Híbridos: Sedã: Toyota Corolla Hybrid – 3.3% SUV Compacto: Kia Niro – 7,9% SUV Médio: Toyota Corolla Cross Hybrid – 7,1%
Híbridos Plug-in Sedã: Porsche Panamera – 7,2% SUV Médio: Toyota RAV4 – 6,1% SUV Grande: BMW X6 – 6,8%
Elétricos: Entrada: BYD Dolphin Mini – 8,3% Hatch Compacto: Volvo EX30 – 12,5% Esportivo: Ford Mustang Mach-E GT – 18,2% SUV Médio: Kia EV5 -8,9% SUV Grande: Mercedes-Benz EQE – 11,1% SUV 7 Lugares: Mercedes-Benz EQB – 12,2% Sedã: BMW i5 – 9,8%