Ainda é esperado crescimento, mas menor: 5%. Estimativas de exportações foram elevadas.
São Paulo – A escalada da taxa de juros, especialmente, foi a razão pela qual a Anfavea divulgou na quinta-feira, 7, novas projeções, mais modestas, para as vendas de veículos em 2025. Segundo os novos cálculos o mercado, somados automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, fechará o ano em alta de 5%, com 2 milhões 765 mil unidades. Em janeiro a estimativa era de crescimento de 6,3% nas vendas, com 2 milhões 802 mil unidades vendidas.
“Estamos prevendo que haverá manutenção do nível atual da Selic em 15%”, disse o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet. “É uma política monetária que visa a controlar o nível de inflação, mas é o maior patamar desde 2006, com juro real de 9,9% ao ano e que gera retração da demanda e nos nossos segmentos, com destaque especial para os veículos pesados.”
Foi no segmento de caminhões que a correção foi maior: de estabilidade, com 125,2 mil unidades, para queda de 8,3%, somando 114,5 mil. Em automóveis e comerciais leves o avanço de 6,6%, 2 milhões 653 mil veículos, foi corrigido para 5,6%, 2 milhões 594 mil, e em ônibus a alta de 7%, 24 mil unidades, foi elevada para 12,8%, 25,3 mil. No caso do transporte de passageiros o programa Caminho da Escola puxa a demanda, segundo Calvet.
Embora a concessão de crédito ainda esteja maior do que a do ano passado, em torno de 7%, o aumento da inadimplência preocupa a Anfavea: “Para pessoas físicas chegou a 5,2% e para pessoa jurídica 3,4%, crescente. Os reflexos se darão até o fim do ano, possivelmente em 2026”.
Em contrapartida o bom desempenho das exportações, especialmente para a Argentina, fizeram com que as expectativas fossem revisadas para cima: 552 mil unidades, alta de 38,4%. A projeção anterior era de elevação de 7,5%, para 428 mil.
Por esta razão os números de produção foram mantidos: 2 milhões 749 mil veículos, um avanço de 7,8% sobre o resultado do ano passado.