Mini Aceman chega para reforçar portfólio elétrico no mercado brasileiro

São Paulo – A Mini acaba de trazer ao Brasil o seu Aceman, concebido para ser 100% elétrico e posicionado no espaço do Cooper ao Countryman. Seguindo o conceito de uso criativo do espaço o banco traseiro comporta três passageiros e, por causa do encosto dobrável na proporção 60:40, o bagageiro pode chegar de 300 litros a 1,5 mil, de acordo com a necessidade.

Com perfil de carro aventureiro o Mini Aceman tem barras de teto e rodas de 18 polegadas. Os faróis, em LED, podem ser alternados em três modos diferentes. Por meio do display circular Oled todas as funções do veículo podem ser operadas de forma intuitiva por meio do toque ou pelo assistente de voz.

Os doze sensores ultrassônicos e quatro câmaras de visão dão suporte aos sistemas de assistência ao motorista, de série, com funções como assistente de manutenção de faixa, detecção de ponto cego, prevenção de colisões, controle de direção longitudinal e lateral, ao entrar e sair de um espaço de estacionamento, câmara de visão traseira, controle de cruzeiro ativo e visualização 360° no entorno do carro.

Disponível em duas versões o Mini Aceman E é dotado de motor com potência de 184 cv/135 kW e torque de 290 Nm: chega-se de 0 km/h zero a 100 km/h em 7,6 segundos, com velocidade máxima de 170 km/h. Sua autonomia no ciclo de teste do Inmetro é de até 253 quilômetros e seu preço parte de R$ 255 mil.

O Mini Aceman SE, por sua vez, tem motor de 218 cv/160 kW de potência e torque de 330 Nm, que vai de 0 km/h a 100 km/h em 7,1 segundos, com velocidade máxima de 180 km/h. Sua autonomia chega a 270 quilômetros e ele é vendido a partir de R$ 305 mil.

Governo mantém em 14% mistura de biodiesel no diesel para conter inflação

São Paulo – Para segurar o avanço na inflação dos alimentos o CNPE, Conselho Nacional de Política Energética, optou por manter em 14% a quantidade de biodiesel misturada ao óleo diesel. O cronograma do governo previa que a partir de 1º de março o porcentual seria elevado a 15%.

A decisão baseia-se no fato de que o aumento da mistura encareceria o combustível usado no transporte de cargas, o que refletiria nos preços dos alimentos – atualmente o diesel corresponde a 35% do valor do frete dos caminhoneiros. Isto aconteceria mesmo com o fato de a maior parte do biodiesel utilizado no País ter a soja como origem, item que em sua maioria é exportado.

Se crescesse o porcentual do biodiesel, mais caro, o diesel registraria seu segundo aumento em um mês. Em busca de reduzir a defasagem em comparação ao preço internacional no fim de janeiro a Petrobras elevou o valor do litro para as distribuidoras em R$ 0,22.

O programa do governo federal Combustível do Futuro, sancionado por lei em outubro, estabelece que a quantidade do biodiesel no diesel varie de 13% a 25%. A adição, todavia, é obrigatória desde 2008, como parte de política nacional para diminuir a poluição do transporte de cargas.

Kia amplia portfólio de elétricos com o EV9, de sete lugares

São Paulo – Chega à rede concessionária Kia mais uma opção 100% elétrica: o SUV EV9 foi apresentado na segunda-feira, 19, na abertura do torneio de tênis Rio Open, do qual a marca coreana é a patrocinadora.

Com 5m01 de comprimento, 1m98 de largura e 1m755mm de altura o EV9 é montado sobre a E-GMP, plataforma modular elétrica global da Kia. Faz uso de componentes como plástico feito a partir de fontes renováveis, reciclado, biopoliuretano, que substitui o couro animal, tecido e carpete de PET reciclado, espumas e tintas feitas com óleos naturais e outros componentes sustentáveis.

É movimentado por dois motores elétricos, um na dianteira e outro na parte traseira, que juntos fornecem 385 cv. Sua autonomia chega a 434 quilômetros segundo o Inmetro. Conta também com um generoso pacote de sistemas ADAS.

Com oito opções de cores, foscas e brilhantes, está à venda por R$ 750 mil com carregador, wallbox e adaptador incluso.

Trump anuncia tarifa de 25% para importação de automóveis

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que fará crescer a tarifa de importação sobre automóveis para 25%, segundo a agência de notícias Reuters. O novo imposto começará a ser aplicado a partir de abril – o presidente disse que em 2 de abril fornecerá pormenores a respeito da taxação, que segue os mesmos moldes da já anunciada para o aço e alumínio, que deverão entrar em vigor em março.

Produtos farmacêuticos e semicondutores são outros itens que estão na mira de Trump para imposto semelhante. Todos os produtos importados da China já estão pagando 10% de imposto de importação excedente ao anteriormente aplicado.

Segundo Trump existe um tratamento injusto das exportações estadunidenses a países estrangeiros: enquanto para entrar lá os automóveis pagam 2,5% de imposto na Europa a taxa é de 10%.

Sua intenção é aplicar a reciprocidade no comércio exterior. Para entrar no Brasil o imposto de importação cobrado é 35%.

AutoData conta os 100 anos de história da GM no Brasil

São Paulo – A edição de fevereiro de AutoData mergulha na história centenária da General Motors no Brasil, hoje a fabricante de veículos mais longeva em atividade no País.

Em um caderno de mais de cinquenta páginas editoriais contamos a trajetória destes 100 anos, os produtos Chevrolet que marcaram épocas, a evolução da engenharia nacional da GM, as estratégias de mercado, a jornada industrial com todas as suas fábricas, a construção da cadeia de fornecedores e os investimentos bilionários que garantiram a prosperidade da subsidiária brasileira e devem garantir seu futuro.

E por falar em futuro também se une a este caderno especial a entrevista do mês From The Top com Santiago Chamorro, presidente da General Motors South America, que fala do marco de 100 anos da empresa no Brasil e também aponta alguns dos próximos passos, com mais investimentos no horizonte.

Para além da cobertura especial publicamos a tradicional análise anual do mercado de veículos leves, com o ranking das marcas e dos modelos mais vendidos, com movimentação que, em 2024, teve mais perdedores do que vencedores.

Também na edição de fevereiro o balanço do comércio exterior do setor mostra que a balança comercial de 2024 ficou negativa, com mais importações do que exportações pela primeira vez em dez anos. A recuperação da Argentina salvou as vendas externas de resultado pior, mas não foi suficiente para superar o alto volume de carros importados da China que causou um rombo no saldo final do ano.

Por coincidência, ao mesmo tempo em que a GM completa 100 anos de produção ininterrupta no País, sua conterrânea Ford, que inaugurou linha de montagem no Brasil alguns anos antes e que hoje seria a fabricante mais antiga caso não tivesse fechado todas as fábricas brasileiras, em 2021, mostra que ainda está aqui. Reportagem da Agência AutoData replicada na revista deste mês relata os investimentos que a Ford está fazendo na ampliação de seu centro de engenharia de Camaçari, BA, responsável por projetos de veículos a serem produzidos e vendidos em diversos lugares do mundo.

Tudo isso e mais está disponível gratuitamente para ler on-line (aqui) ou baixar o arquivo digital em PDF da revista (aqui). Boa leitura e até março.

Um século da GM no Brasil é inspirador para toda indústria automotiva

A WHB Automotive se une ao mercado nacional e internacional para parabenizar a General Motors do Brasil pelo seu centenário de atuação no País, completado em 2025. “Um século de história não apenas consolida a GM como uma das maiores referências do setor automotivo, mas também reforça seu papel como agente transformador e inspirador da indústria, da economia e da mobilidade brasileira”, comenta Magaly Hubner Busato, CEO da empresa que tem sede em Curitiba, PR.

De acordo com Luiz Friedrich, diretor comercial da WHB Automotive, “desde sua chegada ao Brasil em 1925, a GM construiu uma trajetória marcada por inovação e resiliência. Foi a primeira montadora a estabelecer uma fábrica no País, em São Paulo, e desde então liderou grandes inovações tecnológicas, como a introdução de veículos flex fuel e o compromisso com a eletromobilidade. Modelos icônicos, como o Chevrolet Opala, Celta e Onix, tornaram-se símbolos de qualidade e conexão com o público brasileiro”.

Para Friedrich, “é uma honra fazer parte dessa extraordinária jornada da GM no País. Há décadas, unimos esforços com a GM do Brasil para desenvolvermos e fornecermos componentes de alta precisão à fabricante”. O executivo comenta que essa colaboração transcende o aspecto comercial: “é uma relação baseada em valores compartilhados, como inovação, responsabilidade com qualidade e prazos além de inabalável compromisso com o futuro”.

Segundo Magaly Hubner Busato, “muito mais que um cliente de grande porte, a GM é uma inspiração para toda cadeia automotiva nacional pois seus 100 anos demonstram que é possível aliar tradição e visão de futuro. Valores que perseguimos rigorosamente aqui na WHB”.

A profícua parceria entre GM e WHB com sinergia colaborativa entre as áreas de engenharia das duas empresas sempre resultou em soluções confiáveis e eficientes para os veículos que a marca desenvolve e produz no Brasil. “Estamos orgulhosos de contribuir com nossa expertise para projetos que moldam a mobilidade”, destaca Friedrich.

Com mais de 30 anos de atuação no Brasil, a WHB reforça seu compromisso com essa parceria estratégica e parabeniza toda a equipe GM por esse importante marco na história da indústria automotiva nacional. “Que os próximos 100 anos sejam tão inovadores e revolucionários quanto os primeiros, com estradas abertas para novas e grandes conquistas” complementa Magaly, CEO da empresa.

Moura OEM, 45

Já reconhecida como uma marca de qualidade no aftermarket automotivo naquele final da década de 70, a Moura firmou seu primeiro contrato de fornecimento para uma montadora em 1979. Hoje a empresa atua como fornecedor de baterias para as maiores montadoras que atuam no Brasil.
Líder do segmento na América do Sul, a Baterias Moura está presente hoje em 60% dos veículos produzidos no Brasil e na Argentina, evidenciando um histórico de eficiência dos produtos que foi possível graças à cultura organizacional da empresa, aos robustos investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento e, como consequência, à evolução tecnológica desenvolvida de modo compartilhado com as montadoras ao longo das últimas décadas na condição de OEM.

O segredo da Moura sempre foi a “inquietação” tecnológica, traduzida na busca por novas e eficientes soluções para os clientes da empresa. “Isso é algo que data de 1979, quando iniciamos o fornecimento às montadoras, mas pode ser visto também agora, recentemente, com os nossos desenvolvimentos de soluções em eletrificação veicular, com foco em veículos leves, pesados e em pesquisas para produção de baterias de baixa tensão com 12 e 48 Volts”, explica Antonio Junior, Diretor Geral da Acumuladores Moura.

Essa característica elevou a Moura à condição de parceiro de desenvolvimento das montadoras, visto que a empresa estabeleceu vínculos fortes o suficiente para, por exemplo, participar desde o início de desenvolvimento do projeto de um novo veículo, definindo qual a melhor tecnologia de bateria irá atender à demanda do cliente.

A percepção do cliente que adquire as Baterias Moura destaca resistência, tecnologia, qualidade, performance, sustentabilidade e economia, que podem ser ratificadas pelas certificações globais, auditorias independentes e prêmios de excelência para validar a qualidade dos produtos.

Celebrando seu centenário, a General Motors do Brasil é um dos grandes parceiros da Moura. Fornecedor desde 2008, a empresa esteve presente em alguns dos principais modelos produzidos pela marca ao longo dos últimos 17 anos, equipando automóveis importantes, como Celta, Onix, Montana, Tracker e o Vectra. A empresa recebeu diversos prêmios de qualidade da GM, em 2009 (duas distinções), 2010 (também duas), 2016, 2020 e 2021.

Economia e qualidade

A climatização de grandes galpões industriais sempre despontou como um dos grandes desafios para os engenheiros responsáveis pelo projeto, principalmente em linhas de montagem do universo automotivo. Se por um lado a instalação de aparelhos de ar-condicionado mostra-se inviável pelo custo, manutenção e consumo de energia, a colocação de ventiladores tradicionais não costuma suprir a necessidade de renovação do ar e a própria redução da temperatura ambiente.

Ambientes industriais frequentemente enfrentam desafios de calor excessivo, poeira e odores, que podem impactar diretamente a saúde e o desempenho dos colaboradores. Investir em sistemas de ventilação industrial adequados melhora significativamente a qualidade do ar e reduz os índices de absenteísmo, além de garantir maior conforto térmico.

No Brasil, essa dificuldade foi encerrada em 1993, quando o empresário Flavio Luiz Sant’Ana fundou a Envetherm, empresa 100% nacional, e revolucionou o mercado de ventilação industrial ao introduzir uma tecnologia norte-americana no mercado brasileiro. “O segredo dos nossos equipamentos reside na angulação das pás, que podemos considerar como asas”, explica Márcia de Oliveira Sant’Ana, que é diretora comercial.

As pás proporcionam maior velocidade e alcance do fluxo de ar produzido, o que requer menor trabalho dos motores. Essa característica aerodinâmica permite a instalação de unidades motrizes com baixa potência, que contribuem com o menor consumo de energia elétrica e baixo nível de ruído. Os alicerces dessa tecnologia trazida por Sant’Ana permanecem até hoje, atendendo a diversos segmentos industriais.

“Iniciamos nossa parceria com a General Motors do Brasil logo em 1993, quando nossa empresa foi fundada. Dos 100 anos da montadora no país, nós já fazemos parte dessa história nos últimos 32 anos”, orgulha-se a diretora. Os ventiladores fornecidos à montadora estão presentes em todas as instalações da GM. “Acredito que já ultrapassamos 3 mil unidades instaladas e em operação. Na linha de montagem em São Caetano do Sul, SP, por exemplo, utilizamos um sistema de ventilação com dutos flexíveis, desenvolvido pela Envetherm, que ainda serve como exemplo para diversos clientes”, garante.

Expert em montagens de módulos complexos

Com matriz em Auburn Hills, na grande Detroit, EUA, a Android atua globalmente na montagem de subconjuntos automotivos desde 1974. Bem diferente de outros grandes players mundiais, ela não se limita apenas em uma determinada família de autopeças, como componentes elétricos, itens injetados em plástico ou especializada em peças de borracha. Não! A Android é uma empresa que tem em seu DNA a diversificação de produtos, sendo fabricante de seus próprios equipamentos para montagem de módulos complexos e posterior sequenciamento ao cliente.

Desde sua fundação, a empresa já montou mais de 750 milhões de itens nas linhas de montagem em que atua, espalhadas por 17 plantas industriais em cinco países, dentre eles o Brasil.

Por aqui, ela está instalada no Complexo Industrial Automotivo de Gravataí, da General Motors desde 2012, quando foi contratada pela fabricante para montar os subconjuntos de suspensão do Celta. Hoje, ela não só mantém essa atividade (Onix e Onix Plus) como também é responsável pela montagem e sequenciamento de forros de teto.

Quem explica é o gerente de vendas, Ricardo Albergoni. “A empresa nasce no início da década de 70 como provedora de ferramentas e equipamentos para as linhas de montagem da General Motors nos Estados Unidos. Mais do que familiaridade com certas matérias-primas, ao longo dos 50 anos de existência, a Android tem a expertise no processo de montagem de módulos complexos como essência em seu DNA”, explica. Essa primeira fase da companhia durou até 1988, quando começou a surgir mundialmente a adoção de sistemistas nas adjacências dos parques produtivos das montadoras para dar maior eficiência à produção dos veículos, sendo a Android convidada pela General Motors nos Estados Unidos a ser pioneira nesse formato de negócio.

Ao ser escolhida pela montadora, a Android passa a ser uma extensão do processo de montagem dos veículos, onde possui um rigor altíssimo de exigências junto ao cliente, e nesse quesito, a Android Gravataí vem sendo reconhecida anualmente pela excelência dos processos produtivos e do controle da qualidade dos produtos montados, com prêmios consecutivos como um dos melhores fornecedores da montadora”, argumenta. “Estamos muito orgulhosos por essa parceria com a GM. Aproveito para cumprimentá-la pelo centenário no Brasil”, complementa.

Além de Brasil e Estados Unidos, a Android possui unidades industriais no Canadá, no México e na Turquia. “Temos experiência na construção de todos os subconjuntos de um automóvel”, destaca o executivo da Android, elencando, no rol de soluções globais da empresa, montagem de conjuntos pneu e roda, eixos, molas e amortecedores, suspensões dianteira e traseira, painel de instrumentos, console, forro de teto, subchassis, módulos de front-end, periféricos de motores, conjunto de baterias e toda expertise na cadeia de supply chain, com forte participação em importações de diversos continentes, bem com o manuseio e a administração de todos os materiais utilizados nos processos de montagem.

“Em nome de toda equipe, a Android parabeniza a General Motors pelo marco de 100 anos no Brasil, onde se sente muito orgulhosa da parceria de longa data e deseja um futuro brilhante, com muito sucesso”, finaliza Albergoni.

Scania vê incertezas no mercado de caminhões

São Paulo – Está difícil avaliar o desempenho do mercado de caminhões nos próximos meses. Alex Nucci, diretor de vendas de soluções da Scania Operações Comerciais Brasil, disse não conseguir fazer uma estimativa: avalia que tem potencial para crescer de 1% a 2%, mas também pode empatar com 2024 ou registrar queda nas vendas. Tudo dependerá, afirma, da demanda nos primeiros meses de 2025.

Segundo o diretor o mercado acima de 16 toneladas, no qual a Scania opera, cresceu 10% até a primeira quinzena de fevereiro, puxado pelo avanço de 30% nas vendas de caminhões semipesados, enquanto os pesados cresceram 2% ou 3%: “Nesse acumulado, ainda com dados preliminares, pode ser que tenha muito efeito da Fenatran do ano passado, com os pedidos entregues no começo do ano”.

Por esta razão, acha melhor esperar. Jogam contra o aumento da taxa Selic, que poderá chegar a 14,25% ou até superar este porcentual – segundo Nucci alguns economistas já falam em uma taxa básica de juros na casa dos 18% – e a disponibilidade de crédito, pois o diretor acredita em maior restrição na aprovação das fichas de financiamento.

Outro ponto de atenção é aumento no preço do diesel, somado a um desempenho mais fraco da construção civil, que no caso das obras públicas deverá ter muito projeto travado por falta de verba, de acordo com o diretor. Há também dificuldades na produção de cana-de-açúcar.

Segundo ele as próximas semanas trarão uma maior clareza do que deverá ocorrer: “Acho melhor esperar o fim de março, ou até o fim de abril, para ter uma clareza maior, pois hoje há muita neblina no caminho”.

A Volvo, na semana passada, indicou tendência de queda nas vendas na casa dos 10%.

Pontos a favor

O agronegócio tem pontos positivos que podem impulsionar a demanda, como a produção recorde de grãos esperada para o ano, com alta de 10% sobre 2024, dólar alto que puxa as exportações para cima, junto com uma demanda global estável. Tudo isso indica que o ano será bom nesse segmento, mas não é possível afirmar que esses fatores puxarão uma venda maior de caminhões:

“É possível que os produtores usem 2025 para equilibrar o caixa e escoar sua produção com a frota que já está rodando. Tem cliente que pode pensar em comprar dez caminhões, recuar e comprar só três, mantendo sete que já estão em uso por mais um ano, por exemplo”.

Outros segmentos como carga refrigerada, carga geral e e-commerce podem ajudar no crescimento, pois estão com demanda aquecida. Por todos os fatores citados, Nucci acredita que é impossível prever agora como será o mercado até dezembro, e aguarda o fechamento do primeiro trimestre ou do primeiro quadrimestre para definir suas expectativas. 

No mercado de caminhões movidos a gás a Scania espera um forte crescimento das suas vendas, com projeção de mais de 1 mil unidades até dezembro. Segundo Nucci 430 pedidos já estão em carteira.