O Chevrolet Onix está deixando claro que a liderança de vendas no País registrada em agosto e setembro não foi efêmera, tampouco mero acidente de percurso ou fruto de grande pacote de vendas diretas fechado com alguma locadora. Outubro demonstra que o bom desempenho do hatch é constante e que o modelo caminha até com certa tranquilidade para fechar um trimestre à frente. E, com isso, entra definitivamente na briga pelo título com o Fiat Palio, algo que há algum tempo soava como improvável.
Até a primeira metade de outubro são apenas três mil unidades de vantagem para o Fiat. Mas o Chevrolet está tirando a diferença rapidamente: no fechamento de setembro estava 4,3 mil atrás, no de agosto 5,8 mil e no de julho 7,5 mil. Isso significa que o Onix está descontando em média 1,6 mil unidades ao mês, mas em outubro este processo mostra-se ainda mais acelerado, uma vez que nos primeiros dias a diferença já baixou mais 1,3 mil unidades. Se mantida a tendência a ultrapassagem poderia ocorrer em meados de novembro ou início de dezembro, mas pode-se esperar alguma reação da Fiat.
Com isso a disputa pelo título de automóvel mais vendido no mercado brasileiro em 2015 promete fortes emoções, possivelmente repetindo o duelo Gol X Palio registrado no ano passado, quando o vencedor, o Fiat, só foi definido praticamente nos últimos dias úteis do período, já próximo do natal.
O último Chevrolet a liderar a tabela de modelos mais vendidos no Brasil foi o Monza, que ponteou o ranking de 1984 a 1986. Antes o Chevette foi o preferido em 1983.
Na primeira metade de outubro, segundo dados da Fenabrave, o ranking indica Onix com 4,9 mil, Hyundai HB20 com 4 mil, Palio 3,5 mil, Volkswagen Gol 2,8 mil, Chevrolet Prisma 2,7 mil, Toyota Corolla 2,5 mil, Fiat Strada e Volkswagen Fox, empatados com 2,4 mil, Ford Ka, 2,3 mil, e Jeep Renegade, 2,2 mil, fechando os dez primeiros.
Destaque para o desempenho do Hyundai, que mesmo em processo de renovação para a linha 2016 não perdeu a vice-liderança, e para o Jeep, pela primeira vez beliscando o top-10. Mas seu eterno competidor, o HR-V, vem logo atrás em décimo-primeiro com 2,1 mil.
Por outro lado chama a atenção a queda do Fiat Uno, fora da lista dos dez primeiros com 1,9 mil, assim como o Siena, logo atrás com o Up! no encalço. Mês fraco ainda, por enquanto, para o Renault Sandero .



A nova diretoria da Volkswagen aprovou um plano de cortes de investimento na marca que chegará a € 1 bilhão por ano. O anúncio foi feito pelo CEO da marca, Herbert Diess, após reunião extraordinária da diretoria executiva e divulgado à imprensa por meio de comunicado.
É bem verdade que a modesta projeção de venda do modelo importado da Espanha não refletirá grandes evoluções no ranking: Renato Sollitto, chefe de produto, informa estimativa de apenas 850 unidades vendidas nos próximos doze meses, 70% da versão cinco lugares e os 30% restantes da sete lugares. De qualquer forma será uma ajudinha necessária nos números: a Citroën registra até setembro menos de 23 mil automóveis vendidos neste ano no País, de todos os modelos, e com isso certamente deixará o top-10 das marcas mais vendidas neste outubro, sendo ultrapassada pela Jeep. Como comparação, no mês passado foram 6 mil unidades para a fabricante do Renegade contra apenas 2,2 mil da marca do duplo Chevron.
E inegavelmente seus atributos vão nesta direção: primeiro, retornar a Citroën ao patamar de fabricante de veículos mais instigantes, tanto no desenho quanto no formato. Depois, um pacote tecnológico dos mais recheados e interessantes. E, por último, alguma exclusividade – e neste ponto tanto preço quanto carroceria se encaixam no novo modelo.
Neste caso o resultado é glória da nova plataforma EMP2, que estreia no País: o lançamento é 140 quilos mais leve que o antecessor, ou 10% mais magro. Além disso o entreeixos é maior, quase beirando as extremidades, o que deu ao interior espaço extra sem alongar a carroceria. E o desenho é caprichado e provocativo, com nuances como as lanternas traseiras integradas à tampa, o que evita recortes que desarmonizem o conjunto.
