Assim como a Anfavea a Abraciclo também reviu na terça-feira, 6, as projeções para seu segmento neste ano. Foi a segunda mudança dos números, e novamente para baixo – à exceção das exportações.
Em janeiro a expectativa da associação que representa a indústria nacional de motocicletas era quase repetir os volumes produtivos de 2014: cerca de 1 milhão 520 mil unidades. Em abril a projeção foi revista para 1 milhão 415 mil, queda de 6,8%. E agora espera-se 1 milhão 295 mil, retração de 14,7%.
Para as vendas no atacado primeiro imaginava-se 1 milhão 460 mil, o que representaria alta de 2% no comparativo com 2014. Quatro meses depois a projeção caiu para 1 milhão 360 mil, baixa de 5%, ajustada neste outubro para 1,3 milhão, redução de 9%.
Nas vendas no varejo, ou aquelas fechadas efetivamente pelas concessionárias aos clientes, imaginava-se ano de 1 milhão 470 mil, ou 2,9% melhor que 2014. A primeira alteração foi para 1 milhão 365 mil, menos 4,5%, e agora caiu para 1 milhão 280 mil, 10,5% abaixo do ano passado.
Nas exportações, entretanto, o caminho foi inverso. A projeção inicial apontava 55 mil unidades, 37,5% abaixo das 88 mil de 2014. A seguir acreditava-se em 70 mil, ou baixa de 20,5%, e a mais recente estimativa indica 73 mil, ou 17% a menos.
Para Marcos Fermanian, o segmento de motos sofre “influências das incertezas do cenário macroeconômico”. Desde o fim do primeiro semestre o dirigente já alertava para a grande possibilidade de necessidade de revisão das projeções do segmento para este ano.
Em setembro, isoladamente, a produção nacional alcançou 117,4 mil unidades, 8% abaixo do mesmo mês de 2014 e 3% acima de agosto. O acumulado dos nove primeiros meses de 2015 indica 1 milhão 31 mil motos fabricadas, 11,6% abaixo do mesmo período do ano passado.
As vendas no atacado foram de 103,7 mil unidades em setembro, 11% abaixo no comparativo anual e alta de 1,7% no mensal. A soma de 2015 até o nono mês aponta 958,4 mil unidades, queda de 10%.
No varejo, ou licenciamentos, setembro fechou com 98,1 mil, 18% menos que o mesmo mês de 2014 e 1,8% abaixo de agosto. O ano acumula 947,4 mil, queda de 11,4%.
Fermanian explica os melhores índices projetados para o ano, ainda que levemente, perante os já registrados no mercado até setembro: há uma expectativa por tímida melhoria no último trimestre, em especial dado o Salão das Duas Rodas.
O evento abre para o público na quarta-feira, 7, e assim permanece até o feriado da segunda-feira, 12, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, em São Paulo. É a 13ª. edição da mostra, a maior do gênero na América Latina. São esperados 260 mil visitantes, que poderão conferir de perto cerca de 40 lançamentos, em diversos segmentos, da baixa à alta cilindrada – é este impacto que a Abraciclo espera que se reflita positivamente nas vendas até o fim do ano.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias