BYD entrega sessenta ônibus elétricos para frota de transporte urbano em São Paulo

São Paulo — A BYD comunicou a entrega de sessenta ônibus elétricos para a frota de transporte urbano da cidade de São Paulo. Com este reforço a Capital terá, ao todo, 152 ônibus a bateria da marca. Em todo o Brasil são 313 unidades.

Os chassis foram fabricados em Campinas, SP, e as baterias de fosfato de ferro-lítio foram montadas em Manaus, AM.

Com capacidade para oitenta passageiros sentados os ônibus BYD D9W têm 12m98 de comprimento e podem ser carregados em duas a três horas. Sua autonomia é de 250 quilômetros.

Outro diferencial apontado pela fabricante é o sistema de freios regenerativos, que converte a energia de frenagem em eletricidade para recarregar as baterias, reduzindo ainda mais o consumo geral.

Vendas da HC Hornburg crescem 26%

São Paulo – A HC Hornburg, fabricante de implementos rodoviários com fábrica em Jaraguá do Sul, SC, vendeu 1,2 mil unidades no ano passado, alta de 26% na comparação com 2023. Seus principais clientes operam na cadeia do frio, transportando produtos em temperatura controlada.

No ano passado a empresa também abriu novos mercados, caso da Guatemala, e somou 46 unidades exportadas, volume 39,4% maior do que o de 2023.

Operários da Eaton votam por greve em São José dos Campos

São Paulo — Os cerca de 550 trabalhadores da Eaton em São José dos Campos, SP, onde são produzidas válvulas para motores, decretaram greve por causa da divergência de valores em torno da segunda parcela da PLR, participação nos lucros e resultados, variável conforme o cumprimento da meta de produção. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região alegou que acordo assinado com a empresa em 2024 previa R$ 1,2 mil. A Eaton, porém, justificou que o que havia sido projetado não foi alcançado, e foram pagos R$ 160.

Os operários cruzaram os braços na sexta-feira, 24, inicialmente por 24 horas, mas, diante da ausência de acordo ao longo do dia, e após a realização de duas assembleias, a paralisação foi estendida para o expediente de sábado, 25. Na segunda-feira, 27, os metalúrgicos se reunirão novamente com o sindicato a fim de definir os novos rumos da ação.

O presidente da entidade, Weller Gonçalves, apontou que a meta em questão refere-se à sucata, conhecida também como peça morta, com defeito. Sem pormenorizar os números reclamou de falta de transparência por parte da empresa.

Outra crítica foi realizada com relação ao valor total da gratificação, R$ 5,7 mil, considerado o menor da região. Como base de comparação são considerados os números da Parker, em que a participação nos lucros e resultados foi de R$ 10,8 mil, e da TI Automotive, de R$ 9,5 mil.

A Eaton afirmou, em nota, que “todas as metas são amplamente divulgadas e acompanhadas por todos os colaboradores mensalmente”. Quanto à paralisação das operações disse que “respeita o direito de manifestação conduzida por organizações sindicais de forma pacífica e em conformidade com a lei”.

Os operários também pleiteam o pagamento de vale-alimentação: as refeições são feitas na própria empresa, no refeitório. Em junho do ano passado, de acordo com o sindicalista, a Eaton havia se comprometido a negociar, o que não ocorreu.

Gonçalves afirmou que a Eaton produz de 75 mil a 80 mil válvulas por dia em São José dos Campos.

JLR suspende importação de modelos da Jaguar até 2026

São Paulo – A JLR informou que suspendeu a importação de carros da Jaguar para o Brasil até 2026. Segundo a empresa, 2025 será um ano de consolidação da nova marca e de suas novidades, com uma série de eventos e ativações previstos para acontecer em todo o mundo, até o lançamento do primeiro modelo, um GT cupê elétrico de quatro portas, baseado no protótipo Type 00. 

Com estas mudanças globais da Jaguar a JLR optou por suspender a importação e venda de veículos novos até que o primeiro modelo da nova fase seja lançado globalmente, o que deverá acontecer em 2026. 

Conceito Jaguar Type 00

Ainda em nota a JLR informou que o atendimento aos clientes, assim como os serviços de pós-vendas seguirão normalmente no País. Para quem tiver interesse em comprar algum modelo da Jaguar em fase final de vendas é possível encontrar algumas unidades zero quilômetro nas concessionárias assim como modelos seminovos.

Centro Tecnológico Randon adota novo biocombustível para substituir o diesel usado nos testes

São Paulo – A Randoncorp, através do seu CTR, Centro Tecnológico Randon, acordou parceria com a Be8 para usar um novo biocombustível no lugar do diesel durante os testes realizados ali, caso o cliente deseje. O Be8 Bevant é capaz de substituir 100% do diesel usado nos veículos que são testados pelos clientes que usam o CTR, sendo uma opção para reduzir as emissões de gases poluentes. 

O Be8 Bevant é produzido em Passo Fundo, RS, onde a empresa, que será responsável pelo transporte do biocombustível até o CTR em Farroupilha, RS, mantém sua sede. O produto já foi avaliado em máquinas agrícolas e de construção, motores diesel e geradores estacionários, assim como por fornecedores do setor automotivo.

Centro Tecnológico Randon localizado em Farroupilha, RS

Segundo a Be8 o biocombustível chega para ser mais uma opção no mercado brasileiro de energias limpas, com a sua fábrica preparada para expandir a produção e atender mais demandas no Brasil e até em outros países.

Stellantis bate recorde de exportação em 2024

São Paulo – A Stellantis exportou 116 mil veículos no ano passado, volume recorde desde que a empresa foi fundada a partir da fusão dos grupos FCA e PSA, em 2021. Na comparação com 2023 houve expansão de 17% e, na comparação com 2021, primeiro ano de operação, o incremento foi de 94%.

Do total exportado no ano passado 57 mil unidades foram produzidas em Betim, MG, alta de 8% sobre 2023, e a unidade de Porto Real, RJ, embarcou 20 mil unidades, expansão de 18%. A unidade de Goiana, PE, exportou 37 mil veículos, crescimento de 35% na comparação com 2023. 

As fábricas da Stellantis no Brasil exportam para vinte mercados, sendo México, Argentina e Uruguai os seus principais destinos. O modelo mais exportado foi a Fiat Strada, com 26 mil unidades, seguida por dois modelos da Jeep, Renegade e Compass, com 13,2 mil e 10,6 mil exportações, respectivamente.

General Motors comemora 100 anos no Brasil

São Paulo – A General Motors festejou a chegada dos seus primeiros 100 anos no Brasil reforçando seu compromisso com o País ao anunciar, durante grandiosa celebração, que 2025 será marcado pela segunda fase de investimentos. Este novo aporte deve ser revelado em breve e será dedicado, principalmente, para o desenvolvimento de dez novas tecnologias, reafirmando “sua presença e confiança no potencial do mercado brasileiro”.

A Capital paulista foi palco de um evento memorável na noite de quinta-feira, 23. Cerca de mil 1 convidados — funcionários, concessionários, fornecedores, clientes, jornalistas, representantes de entidades e autoridades — prestigiaram a festa. Destaques foram a a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

A história da GM no Brasil começou em 1925, dezessete anos após sua fundação nos Estados Unidos. Com uma pequena linha de montagem no bairro do Ipiranga, em São Paulo, a montadora iniciou suas atividades com um capital de 2 mil contos de réis e capacidade de montar 25 carros por dia. O sucesso foi imediato: em seu primeiro ano, mais de 5 mil Chevrolet já rodavam pelas ruas.

Trajetória de crescimento

 Com o rápido crescimento a GM inaugurou sua fábrica em São Caetano do Sul em 1930. Nas décadas seguintes, a empresa diversificou sua produção, lançando ônibus, caminhões leves e, em 1968, o icônico Opala, o primeiro carro desenvolvido especialmente para o mercado brasileiro.

Vieram Chevette, Monza, Kadett e Vectra, carros que marcaram gerações de brasileiros. A expansão industrial também foi notável, com a fábrica de Gravataí, inaugurada em 1999, dedicada atualmente ao sucesso de vendas Onix, e a fábrica de motores de Joinville, referência em tecnologia.

Homenagem a concessionários, fornecedores e clientes

Investimentos robustos e um futuro tecnológico

Com cerca de 20 milhões de veículos produzidos no Brasil em um século a GM demonstra sua confiança no País. Apenas em 2024 foram investidos R$ 7,7 bilhões, dos quais R$ 1,2 bilhão destinados à fábrica de Gravataí e R$ 5,5 bilhões às unidades de São Paulo.

Santiago Chamorro, diretor superintendente da GM Brasil, anunciou durante a a festa que 2025 será marcado pelo anúncio da segunda etapa de investimentos previstos para o País e que serão utilizados principalmente para o desenvolvimento de dez novas tecnologias.

Ele também anunciou que neste ano cinco grandes lançamentos em segmentos importantes chegarão ao mercado em dois momentos distintos. Além disso chegarão às concessionárias três séries comemorativas aos 100 anos, com cores exclusivas e edições limitadas: Onix, Tracker e S10, esta última com acabamento especial inspirado no sertão brasileiro.

Do passado ao futuro elétrico

O ponto alto do evento foi a apresentação surpresa do SUV elétrico Spark. Invadindo o palco para buscar Santiago Chamorro, o modelo deu uma prévia da visão da GM para os próximos 100 anos. “Já que estamos falando do futuro aqui está uma amostra do que faremos”, brincou Chamorro ao entrar no veículo, deixando uma fagulha no ar, sobre a possibilidade deste novo modelo vir a ser produzido no País.

Com um século de história no Brasil e planos ousados para o futuro a GM reforça seu compromisso de se transformar cada vez mais em uma empresa ainda mais tecnológica, mantendo sua tradição de inovação e paixão por carros que movem gerações. Como encerrou Chamorro: “É a GM cada vez mais rápido se transformando em uma empresa de tecnologia”.

Mesmo com previsão de safra recorde venda de máquinas deverá ficar estável em 2025

São Paulo – Ainda que a perspectiva para a evolução da safra de grãos bata recorde este ano, com 322 milhões de toneladas, a exemplo do que aconteceu em 2022, com 321 milhões de toneladas, desta vez a venda de máquinas não deverá acompanhar a bonança no agro. Diferente do que aconteceu naquele ano, em que foram comercializados 70,3 mil equipamentos agrícolas e 39 mil de construção, a projeção é de estabilidade em comparação a 2024, principalmente por um fator: a alta taxa de juros.

Dados da Anfavea divulgados na quinta-feira, 23, apontam para expectativa de comercializar 87,1 mil máquinas autopropulsadas, 1,3% acima do ano passado. Sendo 48,9 mil máquinas agrícolas, exatamente o mesmo número de 2024, e 38,2 mil máquinas de construção, 3% acima das 37,1 mil do ano passado.   

“O que faz com que o agricultor tenha apetite para aquisição é uma taxa atrativa de financiamento”, disse Alexandre Bernardes, vice-presidente da Anfavea. “Se o Plano Safra fosse lançado até junho no segundo semestre deste ano haveria melhores condições. Mas, na falta dele, resta o CDC, que acompanha a Selic, cuja projeção é a de que alcance 14,25% ao ano em 2025.”

Bernardes observou que, neste cenário, nem mesmo a projeção de safra recorde e a retomada do ciclo virtuoso da agricultura será suficiente para sustentar o aumento da demanda por máquinas: “Hoje só compra quem realmente precisa”.

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, reforçou que, para tanto, é fundamental um crédito atrativo, com taxas melhores e novas fontes: “Quando nós vendemos mais de 100 mil máquinas, em 2022, houve um programa agressivo de financiamento. Para que possamos repetir o desempenho é preciso estabelecer condições competitivas por parte do Plano Safra e do BNDES”.

Outro ponto integrante da agenda prioritária do setor para 2025, no que se refere às máquinas de construção, é que o governo aperfeiçoe a política de compras públicas sem prejuízo à indústria local, a exemplo do que sei viu no ano passado, em que um terço dos equipamentos adquiridos era importado.

Por isto a entidade está realizando estudo, a ser finalizado em abril, a fim de demonstrar que das 29 licitações do governo federal contemplando 2 mil 132 equipamentos 32% do total comprado inclui máquinas prontas e sem etapas fabris no Brasil.

Para estimular a cadeia produtiva é importante também que haja incentivo à renovação da frota de máquinas, além da expansão da mecanização e a reindustrialização da cadeia de fornecedores. Lima Leite disse que isto “ajudará se o governo prover a recomposição da alíquota do imposto de importação aos 14%. Hoje a taxa está em 12,2%”.

Brasil precisa reforçar diplomacia com outros países

Quanto às exportações a projeção da Anfavea é que também deverão manter-se estáveis este ano, com o embarque de 20,6 mil equipamentos, leve alta de 0,3%, sendo 6,1 mil máquinas agrícolas, 1% a mais do que no ano passado, e de 14,5 mil máquinas de construção, mesmo volume de 2024.

“A exemplo do que vimos em licitação de ônibus elétricos no Chile, em que o Brasil não conseguiu participar por alegarem falta de garantias por parte do BNDES, e para não repetir o ocorrido, o governo precisa agir ao estabelecer novas políticas de garantia e financiamento para a exportação”, assinalou o dirigente da Anfavea. “É preciso, portanto realinhamento e diplomacia por parte do País.”

Balança comercial de máquinas fecha no vermelho pelo segundo ano seguido

São Paulo – “Nunca sofremos um ataque tão grande de empresas de fora no setor de máquinas. Pelo segundo ano consecutivo fechamos com déficit na balança comercial”, contou Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, durante entrevista coletiva à imprensa na quinta-feira, 21. As importações têm como origem, principalmente, a China, com fatia de 55,7% do total, e Índia, com 26,4%.

E esta maior presença estrangeira no mercado brasileiro não é de hoje. Tal movimento veio crescendo nos últimos quatro anos. Enquanto o volume importado expandiu três vezes de 2020 para 2024, ao saltar de 9 mil para 26,4 mil equipamentos, no mesmo período a exportação avançou apenas 1,6 vez, de 12,8 mil para 20,6 mil. Desta forma o saldo comercial do segmento, que era superavitário em 3,8 mil unidades, passou para 5,8 mil unidades de déficit no ano passado.

“Mesmo com o aumento do dólar as nossas importações cresceram 300%”, ressaltou Lima Leite. “E, se considerarmos que pode estar havendo maquiagem de dados por parte de empresas chinesas que alegam ter processos fabris aqui mas mantêm apenas escritórios, essa representatividade de 55,7% pode ser ainda maior.”

Com a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a sinalização de que pretende elevar as tarifas para produtos feitos na China, deverá começar a sobrar produto, que tenderá a entrar em maior escala no Brasil e em mercados para os quais o País exporta, ameaçando sua fatia na América Latina.

Dados da Anfavea mostram que a participação chinesa nas importações de máquinas de construção em sete mercados das Américas, sendo Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Paraguai, dobrou no ano passado, de 20,7% para 43%. Neste mesmo comparativo a presença do Brasil foi de 4,1% para 5,5%.

Quanto às máquinas agrícolas, considerando seis países do continente, Estados Unidos, Colômbia, Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai, a participação da China passou de 7,7% para 12,7% e, a do Brasil, de 3,5% para 4,6%.

“A cada cem máquinas de construção importadas pelos Estados Unidos 37,4 são chinesas”, afirmou Lima Leite. E em 2023 eram nove. Ao passo que os produtos brasileiros tinham fatia de 0,8% e avançaram para 2,4% em um ano.

Quanto às exportações brasileiras foram embarcados no ano passado 20,5 mil unidades, sendo 6 mil agrícolas e 14,5 mil de construção. Do total 42% tiveram como destino os Estados Unidos, 7,2% o México e 4,1% para o Paraguai.

“Nossas exportações para os Estados Unidos são muito relevantes. Se, por um lado, com Trump no poder, a maior barreira para os produtos chineses pode ajudar a ampliar a participação brasileira, por outro o excesso de máquinas da China trará problema à nossa indústria e à nossa competitividade em mercados importantes para nós.”

Construtora Sepeng, da Bahia, é a responsável pelas adequações nas obras da BYD

São Paulo – A construtora baiana Sepeng Engenharia foi a escolhida pela BYD para realizar as adequações necessárias na obra da fábrica de Camaçari, BA, para retirar o embargo parcial imposto pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que começou em dezembro após operários serem resgatados por causa de condições de trabalho degradantes

Em 16 de janeiro a montadora definiu a empresa selecionada e o contrato começou a valer no dia 17, com trinta dias de duração, mas o nome da construtora responsável ainda era mantido em sigilo.

O trabalho da Sepeng será exclusivamente para adequar as obras embargadas pelas autoridades. A empresa não será a substituta da Jinjiang, tema que ainda está em discussão pela BYD, de acordo com o seu comunicado divulgado na quinta-feira, 23.

A Sepeng, que é um consórcio de duas empresas baianas, a SBE e a Pelir, fará a sinalização da obra, instalação de áreas para descanso, implementação de medidas de proteção coletiva, além de regulamentação das normas para a realização das escavações. O número de funcionários envolvidos nessa operação será de cinquenta a cem.