Wega Motors estuda a produção de filtros no Brasil

São Paulo – A fabricante de filtros automotivos Wega Motors considera introduzir a produção local após 23 anos comercializando seus produtos no mercado brasileiro. Até o fim do ano a empresa de origem argentina deverá bater o martelo acerca da decisão e, se concretizada, há grande possibilidade de que ela se estabeleça no Estado de São Paulo, onde está localizado um possível fornecedor de papeis, sua principal matéria-prima.

Foi o que afirmou o CEO da Wega no Brasil, Cristian Neto, durante o primeiro dia da décima sexta edição da Automec, feira dedicada ao mercado de reposição de autopeças, realizada até sábado, 26, no São Paulo Expo: “Estamos desenvolvendo um estudo de viabilidade para avaliar esta possibilidade”.

A Wega investiu R$ 15 milhões na construção de laboratório para desenvolver filtros para montadoras e também para o aftermarket, e na aquisição de máquinas vindas da França e Alemanha. O espaço será inaugurado em julho em Itajaí, SC, mesma cidade em que a empresa mantém um centro de treinamento e local para receber clientes, no qual foram aportados R$ 22 milhões em 2023. No terreno também é mantido um armazém para a distribuição dos produtos.

“No ano passado vendemos, no Brasil, por mês, 4 milhões de filtros. A expectativa é ampliar em 10% este volume em 2025, para 4,4 milhões.”

Neto observou que em 2024 houve incremento de 7,5% neste volume, procedente da Argentina e da China.

Quanto ao faturamento da Wega no País, que em dezembro somou R$ 700 milhões, 14% mais do que em 2023, o plano é ampliá-lo em 18% este ano: “Estamos expandindo nossa operação, tanto para a linha leve como para a pesada, em operações diversas que incluem agrícola, construção e mineração. O foco da feira é, inclusive, reforçar o crescimento da linha pesada”.

Neto contou que a empresa fornece para mais de dez montadoras no Brasil, embora 90% do seu mercado esteja na reposição. E que possui o plano de expandir sua presença no México e no Panamá, onde abrirá novas unidades no segundo semestre. A Wega Motors foi fundada em Buenos Aires, Argentina, em 1969.

Thyssenkrupp avança na reposição com divisão de molas e suspensões

São Paulo – A divisão de molas e suspensões da Thyssenkrupp está crescendo no aftermarket acima da média do segmento, com 10% de expansão das vendas para veículos leves e de 25% nos caminhões e ônibus, principal mercado da unidade de negócios no Brasil. Com o aquecimento do segmento a empresa decidiu este ano voltar à Automec – de 22 a 26 de abril no São Paulo Expo.

O CEO da divisão no Brasil, Alessandro Alves, contou que a empresa vem aumentando investimentos para aumentar presença no mercado de reposição: “Do total de R$ 50 milhões que investimos este ano R$ 20 milhões vão para o negócio de aftermarket. São investimentos em desenvolvimento de novos produtos, em engenharia e validação”.

Além dos já tradicionais feixes de mola e estabilizadores para veículos pesados, carro-chefe das vendas da divisão, a Thyssenkrupp também acrescentou mais de cem novos itens ao portfólio de reposição este ano, incluindo assessórios de suspensão, como buchas, e a linha importada Bilstein de amortecedores de alto desempenho, que equipam carros de luxo de marcas como BMW.

Segundo Alves, devido à importância do mercado brasileiro de caminhões, a subsidiária no País da divisão é centro global de desenvolvimento de componentes de suspensão para o segmento: “Mais de 90% dos itens que fornecemos no Brasil são produzidos aqui, na fábrica de São Paulo, e exportamos para Argentina, Peru, Chile, Colômbia e Uruguai”.

Novas portarias do Mover sairão em maio e IPI Verde está na Fazenda

São Paulo — Ainda restam oito portarias para que o programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação, decreto 12 435, assinado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em 15 de abril, e publicado no dia seguinte, seja regulamentado de vez. Destas, duas ou três estão prontas, assegurou o secretário de desenvolvimento industrial, inovação, comércio e serviços, Uallace Moreira, em conversa com Agência AutoData, durante a Automec. Ele afirmou, sem pormenores, que serão lançadas em duas ou três semanas, ou seja, até meados de maio.

A respeito do IPI Verde, que ficou para depois, disse que está sob exame de técnicos do Ministério da Fazenda. Sobre o fato de especialistas alegarem que com a morosidade em torno da base tarifária ele não será mais coerente se a partir de 2026 o padrão for alterado para CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, o secretário discorda ao sustentar que ele é a base do Imposto Seletivo.

“Não procede este tipo de crítica. O IPI Verde não cairá. Ele é muito importante e tem de vigorar. Traz duas questões muito importantes: a sustentabilidade, pois beneficia com a redução tributária por meio do método de bônus os carros mais eficientes e, ao mesmo tempo, a perspectiva social, porque os carros com potência maior não têm tributação mais pesada, e isto colocará o Brasil na mesma condição que todos os países do mundo, que cobram tributos sobre automóveis de acordo com a potência. Aqui, hoje, o carro de uma potência super alta paga o mesmo IPI que o de uma potência média.”

O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou, durante entrevista coletiva à imprensa, que em questão de semanas o IPI Verde estará publicado:

“Embora não aumente a arrecadação nem altere a carga tributária estimula o verde, ou seja, a eficiência energética e a desfossilização, por meio de veículos flex, híbridos e elétricos”.

Brasil mantém diálogo com Estados Unidos

Quanto às conversas com o governo dos Estados Unidos após o tarifaço anunciado por Donald Trump o secretário contou que tem havido intensos diálogos para “criar cotas, reduzir a alíquota e, até mesmo, tirar o Brasil desta lista”. Segundo ele o Brasil não é o problema, pois possui déficit na balança comercial em torno de R$ 26 bilhões.

Alckmin assinalou que o Brasil “não possui litígio com ninguém” e com os Estados Unidos mantém duzentos anos de amizade e parceria: “Os Estados Unidos são o maior investidor do Brasil e a China o maior comprador e parceiro comercial. Devemos aproveitar oportunidades que se abrem e promover o diálogo. Sempre digo, parafraseando Nelson Mandela, que com esta história de olho por olho o máximo que pode acontecer é todos ficarem cegos. Política externa é ganha-ganha. Ganha o conjunto da sociedade”.

Governo buscará reduzir pela metade os atuais 9 mil ex-tarifários

São Paulo — O governo brasileiro fará uma revisão dos cerca de 9 mil ex-tarifários existentes no País, que reduzem a quase zero a tarifa de importação de autopeças sem produção similar no País. A informação foi dada pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante a abertura da décima-sexta edição da Automec, feira dedicada ao mercado de reposição de autopeças, realizada até sábado, 26, no São Paulo Expo.

“Existe a necessidade de se rever milhares de ex-tarifários”, disse Alckmin, “pois isto não pode ser eterno. Precisamos fortalecer a nossa indústria e nossos empregos.”

De acordo com ele o processo ficará a cargo do secretário de desenvolvimento industrial, inovação, comércio e serviços, Uallace Moreira.

Moreira contou, em conversa com Agência AutoData, que a intenção é racionalizar e diminuir os atuais 9 mil ex-tarifários pelo menos à metade, a 4,5 mil, pois nos últimos anos este número não foi revisto e só aumentou: “Com a portaria 308, feita pelo governo anterior, o número de ex-tarifários foi descontrolado, uma vez que passou a incluir três critérios de preço, prazo e eficiência técnica. Então, mesmo com produção nacional, o ex-tarifário era concedido”.

O processo de racionamento é demanda antiga dos fabricantes de peças e componentes. Ele disse que está em processo de diálogo com o setor automotivo e ressaltou que um dos pontos de atenção serão os pedidos de ex-tarifários de conjuntos, o que classificou como “muito delicado e, ao mesmo tempo, complexo”, por envolver diversas peças e componentes com produção nacional, mas que, com pedido em conjunto, a identificação é dificultada.

Um dos exemplos citados pelo secretário é que, hoje, o Brasil não possui a produção de câmbio automático o que, em um dos “maiores mercados do mundo, é inconcebível”:

“É preciso intensificar a produção desta cadeia produtiva para verticalizá-la. Até porque o programa Mover agrega maior benefício tributário na medida em que se verticaliza o processo produtivo. Então é de interesse do próprio setor que isto aconteça, ainda mais para oferecer resiliência na cadeia produtiva interna”.

Novo Fiat Cronos chega ao mercado com mudanças visuais

São Paulo – O novo Fiat Cronos foi lançado oficialmente na terça-feira, 22, e chega ao mercado com visual renovado. Na dianteira o sedã ganhou nova grade frontal que se conecta aos faróis e passa a impressão de ser mais largo, mesma fórmula adotada para o novo para-choque que se une a uma nova grade inferior.

A traseira recebeu menos mudanças e ganhou um novo para-choque, e as rodas são novas em todas as versões. O acabamento interno ganhou tons escurecidos, incluindo o teto, e agora todas as configurações possuem espelhamento sem fio de smartphones por meio do kit multimídia.

As versões mais caras ainda passaram por mudanças nos faróis, que agora são full-led e possuem luz de condução diurna de led. O Fiat Cronos 2026 segue com duas opções de motorização: 1.0 e 1.3 Firefly, com câmbio manual e automático.

Veja abaixo os preços e versões do Fiat Cronos 2026:

Fiat Cronos Drive 1.0 – R$ 103,4 mil
Fiat Cronos Drive 1.3 AT – R$ 114 mil
Fiat Cronos Precision 1.3 AT – R$ 120 mil

NTN negocia novo investimento para o Brasil em 2026

São Paulo – A NTN, fabricante de autopeças com fábrica instalada no Paraná, negocia um novo investimento para o Brasil que deverá elevar a capacidade produtiva da unidade nacional, de acordo com Leonardo Araujo, presidente da empresa no Brasil, durante entrevista coletiva à imprensa realizada na Automec 2025:

“Só não posso revelar os valores e os pormenores porque estou aguardando a assinatura da matriz no Japão, mas a negociação está em fase avançada. O aporte deverá ser anunciado ao longo de 2026 e, com ele, aumentaremos nossa capacidade produtiva em até 20%”.

Os negócios da empresa são equilibrados no Brasil, sendo que 50% do faturamento vem do mercado OEM e os outros 50% da reposição. Seu portfólio total é de 3 mil itens, número que subirá para 5 mil nos próximos três anos, período em que o novo investimento deverá ser realizado. 

O seu principal componente vendido no Brasil são rolamentos de roda, peça que a NTN tem capacidade para produzir até 4 milhões de unidades/ano — atualmente utiliza 80% desta capacidade. A fábrica nacional possui sete linhas de produção.

Mahle cresce 2,5 vezes no aftermarket

São Paulo – A Mahle participa da Automec – de 22 a 26 de abril no São Paulo Expo – capturando a importância cada vez maior do aftermarket para seus negócios, que já representam 33% do faturamento na América do Sul. No ano passado já foi necessário ampliar em 25% a capacidade do enorme centro de distribuição de peças de 30 mil m2 em Limeira, SP, que fornece componentes para trinta países de todo o mundo – inclusive Europa.

“Estamos constantemente ampliando o portfólio, foram mais de 1,2 mil lançamentos em 2024, e 16% do faturamento vieram de produtos lançados nos últimos dois anos”, disse Evandro Tozati, diretor da divisão de aftermarket da Mahle na América do Sul. Como a empresa desenvolve e produz componentes com exclusividade no Brasil, tanto para o fornecimento OEM como para o mercado de reposição, muitos itens são exportados daqui para o resto do mundo.

Segundo Tozati “75% dos componentes que vendemos no aftermarket são produzidos aqui mesmo no Brasil, e 82% são da própria Mahle”.

Eletrificação

Ao poucos, conforme cresce a frota de veículos eletrificados no País, a Mahle também está introduzindo seus produtos para estes modelos, lembrou Tozati: “Ainda não vendemos nada, mas estamos introduzindo os primeiros itens para este mercado, como cabo de carregamento”.

Também está em negociação com postos e shoppings a venda de sistema de carregamento que pode gerenciar até 32 pontos de recarga para elétricos e híbridos plug-in.

Sérgio de Sá, presidente da Mahle América do Sul, contou que está em negociação com dois fabricantes de veículos no Brasil para iniciar o fornecimento de componentes para carros híbridos que serão produzidos aqui. A empresa pretende fornecer inversores e carregadores embarcados.

Automec começa grande com cobrança de inspeção veicular

São Paulo — Com a presença de Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, foi aberta na terça-feira, 22, a décima-sexta edição da Automec, feira dedicada ao mercado de reposição de autopeças que este ano tem 1,5 mil marcas em exposição – número 30% maior que o do último evento, em 2023 – que ocuparam todos os 105 mil m2 do São Paulo Expo, que até o sábado, 26, espera receber 90 mil visitantes. Na cerimônia oficial de abertura representantes da indústria cobraram do governo a adoção de um programa de inspeção técnica veicular.

Cláudio Sahad, presidente do Sindipeças, apontou que a inspeção obrigatória é o caminho para tornar viável o programa de renovação de frota: “A inspeção técnica veicular é a mola propulsora da renovação de frota. Ninguém vai trocar o veículo velho se não for reprovado em uma certificação obrigatória”.

Olhando para Alckimin, que ouvia no palco, Sahad cobrou que é preciso modificar a visão sobre a inspeção: “Não é mais viável o discurso retrógado de alguns políticos de que a inspeção é impopular: não no mundo que se preocupa com a qualidade de vida da população”.

Antônio Carlos Fiola, presidente do Sindirepa, foi na mesma linha: “A inspeção técnica veicular é fundamental para melhorar a segurança e as emissões dos veículos. Um carro com sonda lambda ou catalisador com defeito polui dez vezes mais”.

Quando chegou sua vez de discursar Alckmin pouco acusou a cobrança. Disse, apenas, que o governo estava aberto a discutir com o setor a adoção do programa de inspeção e de renovação de frota, algo que se discute há décadas, em vários governos, sem que nunca um programa se tornasse viável.

Alckmin preferiu destacar a instituição do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, lançado pelo governo há pouco mais de um ano com R$ 19 bilhões em incentivos tributários para investimentos em projetos da indústria automotiva instalada no País.

O vice-presidente também revelou que em breve o governo lançará um novo Reintegra, nomeado Acredita Exportação, que devolverá aos exportadores 3% do valor exportado a título de restituição de resíduos tributários que restam em impostos cobrados ao longo da cadeia produtiva: “Será um Reintegra de transição até que a reforma tributária entre em vigor plenamente, pois no novo sistema não haverá mais créditos tributários a cobrar do governo”.

GM confirma Chevrolet Captiva EV no Brasil até o final do ano

São Paulo – A General Motors confirmou o lançamento do Chevrolet Captiva EV no Brasil até dezembro. O SUV elétrico já está em fase final de testes e homologação no País e faz parte dos cinco lançamentos que foram prometidos pela empresa para 2025. 

Em vídeo divulgado na sua conta oficial no Linkedin mostra o primeiro lote do Chevrolet Captiva EV saindo do navio e desembarcando na versão Premier. Também no vídeo vê-se parte do interior que conta com uma grande tela multimídia sensível ao toque.

Os pormenores de equipamentos, motor e autonomia do SUV serão divulgados posteriormente.

Ford revela F-150 e Maverick na versão Tremor

São Paulo – A Ford confirmou a chegada da configuração Tremor para as picapes F-150 e Maverick no Brasil e divulgou as primeiras imagens dos dois modelos, que serão vendidos no Brasil com pegada esportiva e desenho exclusivo. As duas picapes dispõem de suspensão e amortecedores especiais, entregando maior altura com relação ao solo, ângulos de entrada e saída ampliados, pneus para todo tipo de terreno, diferencial blocante e protetores inferiores. 

Externamente o visual traz friso da nova grade frontal em laranja, assim como outros pormenores na mesma cor. O interior segue na mesma linha, combinando tons escuros de acabamento com costura dos bancos e apliques no painel e nas portas em laranja.

A lista de itens de série dos dois modelos oferece kit multimídia com tela de 12 polegadas, teto solar panorâmico e assistente de reboque. Mais informações de motorização e itens de série serão fornecidos quando o lançamento estiver mais próximo.