São Paulo – A Yamaha, que produzirá scooter elétrica no Brasil, anunciou o lançamento do seu primeiro modelo híbrido no País, a Fluo ABS Hybrid Connected, que chega com sistema leve. O modelo, que já está em produção na fábrica instalada em Manaus, AM, é a primeira scooter híbrida do Brasil, com preço de R$ 16,7 mil.
A tecnologia oferece suporte elétrico na hora de ligar a scooter, assim como em momentos em que o motor é mais exigido, como em subidas, atuando por 3 segundos para gerar mais potência. Quando o motor elétrico é acionado o condutor recebe um aviso no painel.
O motor a combustão é de 125 centímetros cúbicos de cilindrada acoplado ao sistema elétrico leve e a uma transmissão automática do tipo CVT. Segundo a Yamaha o novo motor híbrido é 12% mais econômico do que a geração anterior, que não tinha auxílio elétrico.
São Paulo – A montadora chinesa Neta, que chegou ao Brasil em 2024, tem planos de produzir localmente seus veículos elétricos, de acordo com informações divulgadas inicialmente pela AutoEsporte. Segundo nota divulgada pela empresa este projeto está em fase estudos de viabilidade de instalação, avaliando qual modelo de produção adotaria por aqui.
Estes estudos consideram, até, obter a parceria de montadora que já possui fábrica no País e usar parte do espaço para instalar a sua linha de montagem que, provavelmente, começará a operar em CKD. Empresas como Caoa, que possui uma unidade em Anápolis, GO, e a Comexport, que assumiu a unidade da Troller, no Ceará, são algumas que levantaram interesse da Neta.
A HPE, responsável pela Mitsubishi e Suzuki no Brasil, com fábrica em Catalão, GO, também surgiu como uma possível parceria, mas afirmou em nota que “não existem conversas e/ou negociações da HPE Automotores com a montadora chinesa Neta para quaisquer assuntos”.
A Neta possui cinco lojas em shoppings e inaugurou a sua primeira concessionária oficial no Rio de Janeiro, RJ, que comercializará dois modelos elétricos.
São Paulo – 86 mil máquinas autopropulsadas, sendo 48,9 mil agrícolas e 37,1 mil de construção, foram comercializadas durante o ano passado. O número está 5,9% aquém do registrado em 2023, quando 91,4 mil unidades foram comercializadas, 61 mil para a agricultura e 30,4 mil para construção.
Os dados, divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 23, segregados, apontam que a quebra da safra provocada por mudanças climáticas como as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em maio, a queda nos preços das commodities gerada pelo estoque elevado, principalmente de soja, e elevadas taxas de juros retraíram as vendas de máquinas agrícolas em 19,8%.
“O crédito é fator preponderante para o andamento das vendas. Taxa de juros alta não combina com o crescimento do setor”, afirmou o presidente da entidade, Márcio de Lima Leite.
E o que mais se deixou de comprar, apontou, foram os tratores de rodas, com queda de 15,2%, para 45,6 mil unidades, e as colheitadeiras de grãos, que encolheram 54,2%, para 3,3 mil unidades: “Embora o volume seja distinto não dá para comparar o preço de um trator com o de uma colheitadeira. A retração foi mais efetiva onde o tíquete médio é maior”.
O vice-presidente da Anfavea Alexandre Bernardes lembrou que, no caso dos tratores, a maior diminuição foi vista nos equipamentos de maior potência, uma vez que os de até 80 cv geralmente são demandados por representantes da agricultura familiar, que possuem acesso a taxa de juros de 5,5% ao ano, bem inferiores à Selic, de 12,25% ao ano, portanto: “A venda está diretamente ligada ao financiamento”.
Neste cenário contribuiu negativamente também o fato de as adversidades climáticas terem provocado queda de 7,2% no volume de produção de grãos, para 298 milhões de toneladas – foram 23 milhões de toneladas a menos. Com isto o valor bruto de produção recebido pelos produtores rurais caiu 3,2%, atingindo R$ 847 milhões: “O crescimento do estoque de passagem de grãos resultou na queda das cotações pelo segundo ano consecutivo”.
Um terço das máquinas de construção é importado
No caso das máquinas dedicadas à construção foram comercializadas no ano passado 37,1 mil unidades, 22,2% acima do volume de 2023. O número se aproximou do recorde de 39 mil equipamentos vendidos em 2022. A maior parte desta quantidade foi direcionada para o setor de construção civil, que ampliou suas compras de 37% para 42% em um ano. Do restante 23% foram para locação e 17% para agrícola e florestal.
De acordo com Lima Leite embora as compras públicas tenham impulsionado a demanda em 2024 um terço do total tem como origem empresas sem produção no Brasil. A Anfavea está encabeçando estudo, a ser finalizado até abril, no qual dados preliminares mostram que das 29 licitações do governo federal contemplando a compra de 2 mil 132 equipamentos 32% do total inclui máquinas prontas e sem etapas fabris no Brasil.
“A próxima fase do levantamento avaliará empresas que estão maquiando a produção no País, em que sete ou oito marcas compartilham uma saleta onde trabalham no máximo vinte pessoas. Elas vendem e saem daqui”, disse o presidente da Anfavea.
Talvez por isto o impacto na geração de emprego no País foi sentido de forma negativa, com a diminuição de 0,9% nos postos de trabalho, totalizando 23,8 mil profissionais no segmento em novembro.
São Paulo – A Hyundai está negociando uma fusão com a General Motors para fornecer veículos elétricos comerciais nos Estados Unidos, pois acredita que haverá uma queda de demanda pelos seus modelos no País e a parceria ajudaria a manter o ritmo produtivo. O avanço das taxações de veículos elétricos vindo de outros países, anunciada por Trump, também preocupa a montadora coreana, segundo informações da Agência Reuters.
As duas montadoras já assinaram um contrato preliminar no ano passado e, agora, a intenção da Hyundai é assinar um contrato de cooperação em aquisição de peças e veículos de passeio e comerciais, ainda no primeiro trimestre de 2025, DE acordo com Lee Seung Jo, CFO da Hyundai, “estamos considerando rebatizar nossos EVs comerciais e fornecer para a GM. O acordo abrirá caminho para nossa entrada no mercado de veículos comerciais da América do Norte”.
Para escapar do avanço das taxas de importação a Hyundai disse que pretende localizar ainda mais a sua produção nos Estados Unidos, com a intenção de produzir veículos híbridos em sua nova fábrica na Geórgia.
São Paulo – Arnaud Mourebrun é o novo diretor de vendas e de rede da Renault no Brasil. O executivo está na companhia há mais de 25 anos, já passou por diversas áreas e o seu último cargo, que ocupou de 2020 a 2024, foi no Brasil como diretor de pós-vendas.
O executivo, de 45 anos, deverá se reportar diretamente ao presidente da Renault no Brasil, Ricardo Gondo. Mourebrun é francês e possui formação em comunicação social pela Universidade Positivo, com pós-graduação em gestão estratégica pela PUC-PR e MBA em gestão de negócios pela ISAE-FGV.
São Paulo – A Audi anunciou a chegada do novo A3 sedã ao mercado brasileiro, em três versões, Advanced, Performance e Performance Black, com preço inicial de R$ 290 mil. O modelo teve o visual renovado, com novo para-choque frontal com entradas de ar redesenhadas e nova grade, segundo comunicado divulgado pela empresa.
A lista de equipamentos foi atualizada desde a versão de entrada e, agora, o novo Audi A3 sedã oferece piloto automático adaptativo, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, park assist, faróis e lanternas full-led, ar-condicionado digital e automático, quadro de instrumentos digital e kit multimídia com tela de 10,1 polegadas.
São Paulo – A JCB recebeu aprovação, na Europa, para começar a vender máquinas da linha amarela equipadas com motor movido a hidrogênio. Este motor foi desenvolvido pela engenharia da JCB na região, com mais de 150 profissionais, e o investimento total foi de 100 milhões de libras.
Países da Europa já concederam os documentos necessários para que a montadora inicie as vendas, como Holanda, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Espanha, Bélgica, Polônia, Finlândia, Suíça e Liechtenstein. Os outros países deverão liberar a comercialização ao longo de 2025.
No momento o motor movido a hidrogênio está em fase avançada de testes e os resultados têm sido bastante positivos, segundo a JCB.
São Paulo – A Frigo King, fabricante nacional de implementos rodoviários, confirmou presença na AHR 2025, The International Air-Conditioning, Heating, Refrigerating Exposition, que será realizada de 10 a 12 de fevereiro em Orlando, FL.
A intenção é buscar novos clientes da América Central, com foco em empresas que transportam cargas refrigeradas e demandam implementos deste segmento, para elevar a sua produção no Brasil e, consequentemente, as suas exportações.
São Paulo – A 31ª edição do Salão do Automóvel, que será realizada em novembro no Anhembi, em São Paulo, após ausência de seis anos, já conta com a participação de catorze empresas, segundo informações da Anfavea. Seria preciso a adesão de dez, ao menos, para tornar o evento viável e diante da alta procura a entidade espera que pelo menos vinte empresas estejam presentes.
Foi o que afirmou André Jalonetsky, diretor de comunicação e assuntos institucionais da Anfavea. Embora não divulgue os nomes das empresas confirmadas, disse que a Stellantis, por exemplo, já assegurou presença. Jalonetsky contou que foi justamente a “enorme demanda” que motivou a decisão de estabelecer condições similares de participação tanto a associadas, com operação local, quanto a não associadas, as empresas importadoras.
“A partir de agora todas poderão optar pelo espaço maior, de 500 m², antes restritos às associadas da Anfavea. Quem chegar primeiro leva, uma vez que a área é limitada. E também excluímos o limite de cinco carros por marca: poderão expor quantos veículos quiserem e couberem”, assinalou Jalonetsky, ao mencionar que as normas então vigentes datavam de definição anterior, de outubro do ano passado. “A realidade mostra que o bom senso precisa de sintonia. E este é um processo em construção.”
Quanto aos valores cobrados o diretor afirmou que isto fica a cargo da RX, responsável pela organização do evento, escolhida em processo licitatório de 2022. Indicou, no entanto, que devem estar próximos aos estabelecidos pelas empresas associadas. O que favorecerá também companhias que possuem marcas que produzem aqui e outras que importam, caso da Stellantis com a Leap Motor e da Toyota com a Lexus, exemplificou.
“Na semana que vem temos reunião marcada com a ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, para que possamos também expor as mudanças e nossa vontade de oferecer ao público a maior diversidade de modelos e de tecnologias”, disse Jalonetsky. “A ideia é não só apresentar o produto como esclarecer qual se encaixa melhor para que tipo de consumidor.”
Embora o Salão do Automóvel, diferentemente de eventos como Fenatran e Agrishow, não seja uma feira de negócios e, sim, de exposição, existe a expectativa de que as montadoras aproveitem o evento para fechar vendas também na edição deste ano.
A Anfavea aguarda que público de 1 milhão de pessoas passe pelo Anhembi de 21 a 30 de novembro ou de 22 de novembro a 1º de dezembro, o que ainda não foi definido. Na edição anterior, de 2018, foram 800 mil os visitantes.
São Paulo – A Rampage, primeiro modelo da Ram desenvolvido fora dos Estados Unidos e produzido em Goiana, PE, traz nas versões Rebel e Laramie 2025, como item de série, o Adas, conjunto de sistemas avançados de assistência à direção, de nível 2. Isto vale tanto para as picapes equipadas com motor 2.0 turbo a gasolina de 272 cv quanto para o recém-introduzido 2.2 turbodiesel de 200 cv, além da versão R/T 2.0 turbo gasolina.
Com a adição do ADA, assistente ativo de direção, que combina o uso do Lane Centering, centralização da pista, e do ACC, piloto automático adaptativo, a Rampage contorna diferentes curvas de forma autônoma em vias sinalizadas, mantendo velocidade pré-definida.
Além disso a aceleração e a frenagem também podem ser efetuadas sem qualquer ação do condutor em cenários específicos, segundo a empresa. Os auxílios, atendendo à legislação vigente, exigem que o motorista mantenha as mãos no volante e sua atenção na via. Para permitir a detecção das mãos do condutor foi incorporado novo volante com revestimento premium, que na versão R/T é perfurado.