De cara nova Hyundai Creta mantém preço para brigar em segmento competitivo

Itu, SP – Três anos depois da última reestilização o Hyundai Creta está, mais uma vez, de cara nova. A terceira geração do SUV chega aos concessionários nos próximos dias com muitas mudanças visuais, alterações nos pacotes de equipamentos e o mesmo preço em quase todas as versões, com exceção da inédita 1.6 turbo, a gasolina, que alcança impressionantes 193 cv, que ficou R$ 2 mil mais cara.

O comportamento dinâmico do mercado, observou o diretor de planejamento de produto Rodolfo Stopa, fez com que a Hyundai acelerasse as mudanças no Creta, que compete hoje no segmento com mais opções e que tem recebido mais novidades. Com 48,9 mil unidades vendidas de janeiro a setembro é o vice-líder dos SUVs, atrás apenas do Volkswagen T-Cross, também atualizado este ano.

As alterações não foram discretas: a grade frontal e o conjunto óptico dão uma nova cara ao SUV, agora com uma identidade visual bem marcante na dianteira. São novos o para-choque, grade, lanternas e faróis e a faixa em led que percorre toda a frente do Creta. Na lateral as rodas e a coluna C redesenhada garantem o visual inédito, complementado pela traseira com para-choque, tampa do porta-malas e lanternas novas, que também percorrem de ponta a ponta o SUV.

Novo visual

No interior o destaque é o painel de instrumentos de 10,25 polegadas integrado à central multimídia de mesmo tamanho nas versões mais caras. Segundo Stopa para acima das saídas de ar-condicionado as peças usadas na parte interna do Creta são todas novas.

Painel de instrumentos e multimídia são novos

A versão N Line, com pegada mais esportiva, tem visual diferente proporcionado pela grade dianteira em formato de colmeia e as rodas diamantadas de 17 polegadas. Na traseira traz spoiler, saia esportiva e saída dupla de escapamento.

Versão N Line tem visual diferente

O motor de quase todas as versões segue o Kappa 1.0 TGDI, de 120 cv com transmissão automática. A exceção é a topo de linha Ultimate, agora com o inédito motor Gamma II 1.6 TGDI, sem opção de flex – está em estudo, segundo o CEO Airton Cousseau –, com 193 cv de potência com a transmissão DCT de sete velocidades.

A meta da Hyundai é defender a sua posição no segmento. Stopa destacou que, no varejo, o Creta chega em alguns meses a ser o modelo mais vendido de acordo com a Fenabrave. Já foram mais de 430 mil unidades vendidas desde o lançamento, em 2017. O SUV é exportado para Argentina, Uruguai e Paraguai.

Preços e versões

Comfort 1.0T – R$ 141 mil 890
Limited 1.0T – R$ 156 mil 490
Platinum 1.0T – R$ 172 mil 690
N Line 1.0T – R$ 182 mil 090
Ultimate 1.6T – R$ 189 mil 990

Fever Mobilidade abre pré-venda do VUC elétrico FN1000

São Paulo – A Fever Mobilidade iniciou a pré-venda do VUC elétrico FN1000, produzido pela chinesa Nextem e que importa com exclusividade, com foco no transporte urbano de carga. Esse é o primeiro de uma série de veículos comerciais elétricos que a Fever pretende lançar no Brasil por meio da parceria com a Nextem, que já opera em mais de 35 países.

O VUC FN1000 será vendido com quatro tipos de carroceria e preços que vão de R$ 200 mil a R$ 230 mil, com as reservas abertas nas concessionárias e no site www.fever.net.br. O veículo possui bateria de 33 kWh e autonomia de 200 quilômetros, equipado com motor elétrico de 30 kW e capacidade para transportar até 1 tonelada. 

Em todas as versões o veículo é equipado com câmbio automático, quadro de instrumentos digital, kit multimídia com tela sensível ao toque, câmara de ré, direção elétrica, luzes de condução diurna e ar-condicionado. Itens de segurança como airbag duplo, controle de estabilidade, ABS e assistência de partida em rampa também estão na lista de série.

Veja abaixo as versões e preços do FN1000:
Fever Nextem FN1000 Chassi Cabine: R$ 200 mil
Fever Nextem FN1000 Pickup – R$ 217 mil
Fever Nextem FN1000 Standard Box – R$ 227 mil
Fever Nextem FN1000 High Box – R$ 230 mil

Novo Mini Cooper elétrico já pode ser reservado por R$ 210 mil

São Paulo – A Mini anunciou a chegada do Mini Cooper E ao Brasil. Com visual renovado está em pré-venda por R$ 210 mil. Os clientes que comprarem o modelo durante a pré-venda ganharão um carregador Mini Wallbox e o pacote Mini Service Inclusive, que garante as revisões durante quatro anos com quilometragem ilimitada.

O modelo é equipado com motor elétrico que gera 184 cv de potência e bateria de 40,7 kWh que proporciona autonomia de 246 quilômetros, segundo as medições do Inmetro. Em eletropostos rápidos a bateria precisa de apenas 28 minutos para carregar de 10% a 80%.

Juro pode ser a pedra no caminho do setor nos próximos meses

São Paulo – Ainda que as taxas de juros não tenham recuado na mesma proporção do que a queda da Selic, na já interrompida trajetória de corte do Banco Central, o financiamento vem sendo a mola propulsora do mercado brasileiro de veículos. As vendas a prazo, que chegaram a 30% do total nos últimos anos, índice que historicamente é na casa dos 70%, representaram em torno de 50% dos emplacamentos do varejo de janeiro a setembro, segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite.

O resultado de setembro, especialmente, surpreendeu: média diária de 11,3 mil unidades, a melhor do ano, puxada pelas vendas financiadas. Média que poderia fazer com que a Anfavea revisasse sua projeção do mercado interno para o ano, de 2 milhões 560 mil unidades: Lima Leite admitiu que as vendas podem chegar a algo em torno de 2,6 milhões a 2 milhões 650 mil unidades.

“Caso seja mantido este ritmo de crescimento de setembro no último trimestre as nossas projeções serão superadas. Mas decidimos manter as estimativas e torcer para que erremos, para baixo.”

Segundo o presidente a Anfavea não revisou justamente por causa do movimento do Banco Central de interromper o corte na taxa básica de juros e, em setembro, de voltar a subir 0,25 ponto porcentual, para 10,75%. Os primeiros impactos desta decisão já começaram a ser sentidos, disse:

“Começaram a subir antes [o que justifica a subida de agosto, registrada pela Agência AutoData com base nos dados do BC]. Quando os bancos começam a projetar aumento da taxa Selic é natural que os juros já comecem a subir, antecipando a tendência”.

Segundo Eduardo Freitas, vice-presidente da Anfavea, no segmento de comerciais pesados as taxas aplicadas pelo BNDES subiram também na média, de 10% para 13%, o que, na sua opinião, começará a refletir nas vendas da indústria. Nos leves Lima Leite ainda prega a cautela: “Juro alto não combina com o setor. Quando as taxas caíram o mercado cresceu. Agora a Selic subiu e temos que ver qual poderá ser o impacto, que virá em algum momento, na demanda”.

Imposto de importação

A Anfavea ainda não jogou a toalha em seu requerimento de retorno imediato do imposto de importação para veículos híbridos e elétricos, descartando o calendário de recomposição estabelecido pelo governo no fim do ano passado.

Lima Leite disse que o pedido foi protocolado na Camex, Câmara de Comércio Exterior, órgão do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, e deverá ser analisado. Segundo ele a justificativa para o pleito é um cenário diferente daquele do ano passado, inclusive em âmbito global, em referência aos movimentos de Europa e Estados Unidos de sobretaxar veículos elétricos importados da China em seus mercados.

Balança comercial dos veículos segue em déficit

São Paulo – Se por um lado foram embarcados, ao longo deste ano, 284 mil veículos, 12% menos do que de janeiro a setembro de 2023, por outro ingressaram no País 322,1 mil unidades fabricadas em outros países, 36% mais que nos nove primeiros meses de 2023. O resultado desta equação é um saldo negativo de 38,1 mil veículos.

“Este é um número muito perigoso. Demonstra que a balança comercial do setor está deficitária”, assinalou o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, durante a apresentação dos resultados realizada na segunda-feira, 7.

Os dados da entidade mostram que, passado o pico de 2022 as exportações ainda sofrem para engrenar novamente, com fortes recuos nos pedidos dos seus principais países de destino, seja pela maior concorrência com produtos chineses ou por dificuldades econômicas. Ao mesmo tempo a escalada dos importados tem sido escancarada, motivada pela demanda de elétricos e híbridos plug-in produzidos na China, principalmente.

Quase a metade deles, 47% ou 152,2 mil veículos, tem como origem a Argentina, volume que recuou em 1% frente ao ano passado. Os chineses representam 25% de tudo o que vem de fora, com 81,6 mil unidades, número que disparou em 290% em comparação ao acumulado de 2023.

Lima Leite chamou atenção ao fato de que, se for computado o total de veículos importados em estoque, de 86,2 mil – equivalentes a nove meses para a desova –, número incrementado devido ao aumento da alíquota do imposto de importação e também à maior demanda por esses produtos, a quantidade de unidades chinesas salta para 150 mil.

“Aí teríamos acréscimo de 625% no volume de veículos vindos da China no acumulado do ano, o que levaria o total de unidades importadas a cerca de 400 mil. Porém, não podemos cravar que todos eles entrarão no Brasil. Pode ser que tenham vindo para cá e, agora, sigam para outro país da região, por exemplo. De qualquer forma serve como sinal de alerta.”

Na tentativa de equilibrar esta equação é aguardada reação da Argentina, principal compradora de veículos brasileiros, o que começou a ser visto em setembro, passados os ajustes promovidos pela mudança de comando no país vizinho. No mês passado os 41,6 mil embarques superaram em 51,7% o total do mesmo período em 2023 e em 8,9% o de agosto.

Em valores as exportações renderam US$ 1 bilhão em setembro, 35,7% acima do mesmo período em 2023 mas 3,6% abaixo de agosto. De janeiro a setembro os US$ 7,8 bilhões estão 13% aquém de igual intervalo no ano passado.

“O desafio permanece, mas a situação é menos grave do que a apresentada anteriormente, em que a queda na comparação anual chegou a quase 20%”, afirmou Lima Leite. O dirigente acredita que se o ritmo de exportações for mantido será possível se aproximar do resultado do ano passado, que encerrou com queda de 10% ante 2022, algo positivo, haja vista que a projeção da entidade aponta para recuo de 20,8% este ano, para 320 mil unidades.

Indústria de caminhões supera as 100 mil unidades produzidas

São Paulo – A produção de caminhões, de janeiro a setembro, ultrapassou a marca das 100 mil unidades, chegando a 102,6 mil, de acordo com dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 7. Na comparação com igual período do ano passado houve incremento de 43%, mas é necessário ressaltar que em 2023 o setor sofreu com a demanda baixa por causa da chegada da tecnologia Euro 6, que encareceu o preço final dos caminhões e gerou antecipação de compras no ano anterior.

De acordo com Eduardo Freitas, vice-presidente da entidade, “temos que celebrar a volta da normalidade na produção de caminhões, após um 2023 muito difícil. O crescimento até agora foi relevante, mas quando olhamos para o mesmo período de 2021 e 2022 ainda estamos abaixo e temos espaço para crescer mais”.

Em setembro foram produzidos 13,2 mil caminhões, volume 60,7% superior ao fabricado em igual mês do ano passado. Na comparação com agosto a produção foi 0,8% maior, mantendo o ritmo de crescimento em 2024.

As vendas em setembro somaram 11,5 mil unidades, incremento de 30,6% sobre idêntico mês do ano passado e estabilidade na comparação com agosto. A média diária de vendas em setembro foi de 545 caminhões/dia, o melhor resultado registrado desde dezembro de 2022.

No acumulado do ano foram emplacados 91,1 mil caminhões, volume 15,3% superior ao registrado em iguais meses de 2023.

Mesmo com a demanda em alta o segmento ligou sinal de alerta para a taxa do BNDES para o financiamento de veículos pesados, que está em alta no segundo semestre:

“Começamos o ano com uma taxa fixa do BNDES de 10% mas, agora, no começo de outubro, já ultrapassou os 13%, o que nos preocupa”, disse o presidente Máercio Lima Leite. “É um ponto de atenção para o setor porque as vendas podem ser afetadas em algum momento e não sabemos se o bom desempenho de setembro seguirá no último trimestre, por isso vamos manter nossas projeções.”

Foram exportados 1,7 mil caminhões em setembro, alta de 12,5% na comparação com setembro do ano passado e de 16,2% com relação a agosto. No acumulado do ano os embarques chegaram a 12,5 mil veículos, recuo de 6% quando comparado com iguais meses de 2023.

Produção de chassis de ônibus avança 38% de janeiro a setembro

São Paulo – A produção de chassis de ônibus de empresas associadas à Anfavea somou 21,2 mil unidades de janeiro a setembro, volume 38% maior do que o registrado em iguais meses do ano passado. O vice-presidente Eduardo Freitas disse que o setor vive momento “bastante especial” e segue fortalecendo a trajetória de recuperação, após a forte queda durante a pandemia e a chegada da tecnologia Euro 6.

Em setembro foram produzidos 2,2 mil chassis, crescimento de 16,7% na comparação com idêntico mês de 2023 e expansão de 1% com relação a agosto.

As vendas em setembro registraram o maior volume para o mês desde 2014, chegando a 2 mil ônibus. Na comparação com setembro do ano passado houve alta de 33,3% e com relação a agosto o volume foi 16,7% menor. 

No acumulado do ano o setor chegou a 15,8 mil unidades vendidas, volume igual ao registrado no mesmo período de 2023. Freitas, porém, fez uma ressalva: “No ano passado o programa Caminho da Escola teve um peso maior no total. Este ano apenas 1,8 mil unidades já foram entregues para o programa, volume que é 44% menor do que em iguais meses do ano passado”.

Segundo Freitas este dado mostra que o setor ainda tem espaço para crescer com impulso do Caminho da Escola e que o aumento nas vendas até agora foi relevante, com perspectivas bastante positivas até dezembro.

Para os próximos meses existe um ponto de atenção com relação à taxa do BNDES para financiamento de veículos pesados, que está em alta, superando 13%, contra 10% no começo do ano, e esta alta pode impactar a demanda nos próximos meses.

As exportações de chassis de ônibus, em setembro, somaram 365 unidades, queda de 20,8% com relação ao mesmo mês de 2023 e alta de 2% sobre agosto. No acumulado do ano foram embarcadas 3,3 mil unidades, volume 12,8% menor do que o exportado no mesmo período do ano passado.

Setembro teve a melhor média diária de emplacamentos do ano

São Paulo – A média diária de emplacamentos de veículos alcançou 11,3 mil unidades no mês passado, o melhor resultado mensal para o índice do ano, segundo divulgou a Anfavea na segunda-feira, 7. O volume supera em 13,8% o de setembro de 2023, 9,9 mil unidades, e em 4,3% o de agosto, 10,8 mil unidades.

De acordo com o presidente Márcio de Lima Leite, se este crescimento for mantido nos meses de outubro, novembro e dezembro a expectativa de 2 milhões 440 mil veículos emplacados será superada:

“Não revisaremos as projeções, por ora, porque o que aconteceu ao longo do ano não é tão relevante como o aumento da média diária em setembro. Mas nós apostamos em uma retomada mais consistente daqui até o fim do ano, uma vez que o mercado está reagindo. Acompanharemos o progresso da situação.”

Embora no fechamento do mês os 236,3 mil veículos comercializados estejam praticamente empatados com os 237,4 mil de agosto, 0,4% abaixo, no comparativo com setembro do ano passado, em que foram vendidas 197,7 mil unidades, o crescimento foi de 19,5%.

No acumulado do ano o volume de 1 milhão 859 mil veículos supera em 14,1% tudo o que foi comercializado de janeiro a setembro do ano passado, 1 milhão 629 mil unidades. É do melhor resultado desde o período pré-pandemia, desde 2019, ressaltou Lima Leite.

Apesar de a Selic ter sido elevada em 0,25%, para 10,75%, atualmente as formas de comercialização praticamente se equilibraram, sendo metade delas à vista e, a outra parcela, a prazo, conforme o dirigente da Anfavea. Ele lembrou que, durante a pandemia, esta proporção chegou a 30% a prazo e 70% à vista e que, ao longo dos anos, descontando períodos de crise, tradicionalmente tem-se o inverso, 70% a prazo e 30% a vista.

Dados do Banco Central referente a agosto mostram que a taxa de juros para a aquisição de veículos estava em 25,7% ao ano, aumento de 0,2 ponto porcentual em comparação a julho, contrariando a expectativa do setor, que àquela altura, ainda não havia lidado com o aumento da Selic, o primeiro desde 2022.

Produção de veículos registra o melhor trimestre desde antes da pandemia

São Paulo – Com os 230 mil veículos produzidos em setembro a indústria brasileira registrou, de julho a setembro, o melhor terceiro trimestre em produção desde antes da pandemia. Segundo a Anfavea divulgou na segunda-feira, 7, saíram das linhas de montagem 736 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus no período. Desde julho a setembro de 2019, 784 mil veículos, não se registrava ritmo tão acelerado de produção.

O presidente Márcio de Lima Leite, da Anfavea, afirmou que as fábricas aceleram as linhas para acompanhar o bom momento do mercado doméstico e o que pode ser o início de uma recuperação das exportações, que também vêm crescendo. Ele destacou que o trimestre teve volume de produção maior do que as vendas internas, que no período registraram 715 mil, ainda que as importações também estejam em níveis elevados.

Em setembro as 230 mil unidades produzidas representaram crescimento de 10,1% sobre o mesmo mês do ano passado e recuo de 11,4% na comparação com agosto, que teve um dia útil a mais. 

No acumulado do ano saíram das linhas de montagem 1 milhão 874 mil veículos, volume 7% superior ao dos nove primeiros meses de 2023.

“O ponto de atenção é que, no mesmo período, o mercado interno cresceu 14%, as exportações caíram 12% e as importações avançaram 36%. Ou seja: a produção poderia ter crescido mais se não estivéssemos perdendo espaço para os importados nas vendas locais”.

Outro fator positivo destacado por Lima Leite foi o crescimento dos empregos: foram mais seiscentas contratações em setembro, que fechou com 106,4 mil postos de trabalho nas montadoras. Desde o início do ano foram 7,5 mil contratações:

“Somados os empregos diretos e indiretos a indústria automotiva gerou mais de 60 mil vagas”, afirmou Lima Leite, que calcula que, para cada emprego direto gerado pelas montadoras são criados outros dez na cadeia.

Produção argentina de veículos volta a cair em setembro

São Paulo — Após ensaiar retomada em agosto, que registrou o melhor mês de produção em 2024, o volume que saiu das linhas de produção argentinas em setembro voltou a cair. De acordo com dados da Adefa, que representa as fabricantes locais, as 49,6 mil unidades ficaram 3,9% abaixo de agosto e 12,6% aquém do mesmo mês do ano passado.

Os dezenove dias úteis de atividade, um a menos que em agosto e iguais ao mesmo período de 2023, também não ajudou as exportações. Foram embarcados 32 mil veículos, 2,6% inferior à comparação mensal e 10,2% abaixo na anual.  

No acumulado do ano as montadoras fabricaram 362,4 mil veículos de passageiros e utilitários, queda de 22,1% em relação aos nove primeiros meses do ano passado. Neste mesmo intervalo foram exportadas 219,8 mil unidades, 10,3% menos do que de janeiro a setembro de 2023.

Para o presidente da Adefa, Martín Zuppi, além do dia útil a menos em setembro algumas companhias viram seus volumes afetados por processo de readequação da fábrica para iniciar novos projetos industriais. Mesmo assim o ritmo de produção diário foi mantido. Ele ressaltou que enxerga o momento como um sinal positivo para que as montadoras ampliem sua participação nas exportações

Com relação às vendas, dados da Acara mostraram que setembro registrou o melhor resultado do ano, com 43,6 mil emplacamentos – foi o terceiro mês seguido com volume acima de 40 mil unidades. O número ficou 29,5% acima do obtido no nono mês de 2023 e 5% além de agosto. No acumulado do ano, porém, as 311,6 mil unidades ainda estão 11,7% aquém das de janeiro a setembro de 2023.