São Paulo – A Stellantis vendeu cinquenta Peugeot e-Expert para os Correios, para operar em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Pará e no Distrito Federal. A parceria, inédita, resultou na maior frota elétrica própria dos Correios.
Segundo o presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos, o objetivo é reduzir as emissões de CO2 e impulsionar a economia verde com o uso de tecnologias limpas: “Esta iniciativa reflete o nosso compromisso com a inovação e com a eficiência logística, promovendo um transporte mais sustentável e ajudando a reduzir custos operacionais a longo prazo, o que beneficia tanto a empresa quanto a sociedade”.
Os Correios têm planos de adquirir mais 5 mil veículos elétricos em 2025, por meio do projeto Correios do Futuro. A empresa já investiu, neste ano e no passado, R$ 2 bilhões em unidades operacionais, veículos e tecnologia.
São Paulo – A Timbro, trading que trabalha com o setor automotivo, assumiu o laboratório de emissões da JLR em Itatiaia, RJ, e investiu R$ 12 milhões para certificar veículos para o Brasil e o Mercosul. Amplia, assim, seus serviços de importação de veículos – em junho inaugurou em Cariacica, ES, com investimento de R$ 25 milhões, um centro automotivo com área alfandegária e armazém geral que pode receber até 12 mil automóveis ao mesmo tempo.
Segundo Bruno Russo, sócio fundador e vice-presidente da Timbro, a decisão de investir no laboratório foi pautada pelas filas de seis a doze meses que seus clientes vêm enfrentando para homologar veículos para venda no Brasil. “Isto compromete drasticamente o calendário de lançamentos. Sem esta homologação, os veículos não podem ser nacionalizados ou comercializados”.
A nova unidade de negócios pode realizar todos os ensaios aprovados pela Cetesb e pelo Ibama em veículos híbridos, elétricos e com motor a combustão.
São Paulo — Em paralelo ao plano de construção de sua primeira unidade produtiva a XBRI resolveu dar os primeiros passos para a fabricação local de bandas. Negociou parceria com a Moreflex, empresa de produtos de recapagem com três décadas de história, e desde novembro faz a recapagem de itens aro 22,5 usados nos transportes de carga e de passageiros da XBRI na fábrica da Moreflex em Portão, RS.
A ideia, conforme Samer Nasser, diretor de relações institucionais da XBRI Pneus, é dar sobrevida ao pneu com a premissa de que tenha uma carcaça resistente que aguente segunda ou terceira vidas, dependendo da forma e utilização do produto, com uma banda da própria marca e fabricada no Brasil.
“Diante do avanço na qualidade das nossas carcaças vimos como necessidade ter banda própria de recapagem e não utilizar banda de recapagem de terceiros em nosso produto. Assim garantimos um ciclo completo de vida do nosso pneu, tanto na primeira quanto na segunda vida.”
Nasser acredita que, além de o custo do produto recapeado ser reduzido a 40% do preço de um pneu novo, sua vida útil é ampliada em 20%. Sua expectativa é que sejam comercializadas, a partir do ano que vem, 20 mil bandas por mês.
São Paulo – A XBRI Pneus, marca brasileira que atualmente tem seus produtos fabricados por empresas espalhadas por países asiáticos, decidiu instalar uma unidade produtiva no Brasil após duas décadas apenas distribuindo pneus no País e passados 36 anos da sua fundação por Nabil Chamseddine, brasileiro à frente do Grupo Sunset Tires Corporation, detentor da empresa sediada em Hong Kong.
A companhia adquiriu terreno de cerca de 400 hectares em localização estratégica, que ainda não pode ser divulgada por causa de negociações envolvendo benefícios fiscais. No entanto é aguardado para março o assentamento da pedra fundamental e posterior início das obras. Até o fim de 2026 será introduzida fase de produção teste e, em 2027, começará a fabricação em escala comercial.
A informação foi dada com exclusividade para a Agência AutoData por Samer Nasser, diretor de relações institucionais da XBRI Pneus: “Será a primeira fábrica própria da marca, uma vez que ela produz hoje por meio de maquinário alocado em outras empresas na China, no Vietnã, na Tailândia e no Camboja”.
Para a escolha do local foram levados em consideração fatores como a proximidade com um porto a fim de tornar viável a importação de matérias-primas e a exportação de produtos acabados, uma vez que o custo logístico pode impactar bastante, observou o executivo. Também pesaram na escolha a disponibilidade de mão de obra, gás, energia elétrica, água e o fato de estarem próximos a grandes mercados consumidores.
A principal motivação para iniciar produção no Brasil, de acordo com Nasser, está calcada em questões mercadológicas e não de preços. Ele lembrou que existe hoje relação de 250 carros por habitante no País, porém, na União Europeia são quinhentos e 850 nos Estados Unidos.
“O Brasil tem potencial de tornar-se grande plataforma de exportação para a América Latina, os Estados Unidos e a União Europeia. Na região a ideia é abastecer Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia, Equador, México e Colômbia.”
Segundo Samer Nasser, diretor de relações institucionais da XBRI, os investimentos na fábrica poderão superar cifra estimada inicialmente, de R$ 1,5 bilhão. Foto: Divulgação.
A capacidade de produção anual da futura unidade é de 12 milhões de unidades de pneus de passeio e de 2,5 milhões de unidades de pneus de carga. E, segundo Nasser, existe ainda grande possibilidade de trazer linha pneus de mineração para a fábrica.
Em 2023 a XBRI Pneus comercializou mais de 3,5 milhões de unidades no mercado brasileiro. A projeção para este ano, informou Nasser, é que seja 5% maior.
São Paulo — A brasileira Maria Luiza Moreira destacou-se, ao lado de cinco jovens da China, Alemanha, Índia, África do Sul e Estados Unidos, em grupo de 660 recém-formados dos ensinos médio e universitário filhos de funcionários da Stellantis participantes do programa global Student Awards.
Os candidatos deste ano apresentaram suas perspectivas sobre o futuro da mobilidade em uma redação e desenvolveram exemplos de tecnologias inovadoras para o setor, demostrando criatividade e visão de futuro.
Os seis jovens se sobressaíram em suas regiões – Maria Luiza Moreira, no caso, na América do Sul –, e conquistaram o Prêmio Sergio Marchionne de Excelência 2024, que reconheceu aqueles que demonstraram paixão notável por um futuro melhor entre todos os estudantes. A conquista concederá a eles a possibilidade de participar de entrevistas para integrar a equipe da Stellantis.
Com duração de um ano e em sua terceira edição o Student Awards promove o espírito inovador e a criatividade de jovens talentos de 22 países e, ao término da ação, eles recebem premiação em dinheiro.
São Paulo – Em novembro foram comercializados 21,8 mil veículos na Colômbia, o melhor resultado mensal de 2024, de acordo com os dados divulgados pela Andemos, entidade que representa a indústria local. Na comparação com janeiro, quando foram vendidos 11,6 mil veículos, o mercado quase dobrou de tamanho.
Com relação a novembro de 2023 houve incremento de 17,7% e de 17,8% quando comparado a outubro. Com o bom resultado no mês passado o mercado colombiano chegou a 175,9 mil veículos comercializados em onze meses, volume 5,3% maior do que o registrado em igual período de 2023.
De janeiro a novembro a marca que mais vendeu veículos na Colômbia foi a Toyota, 24,3 mil unidades, volume 6,5% superior ao vendido em iguais meses de 2023. Em segundo lugar ficou a Renault, com 22,3 mil e queda de 8,1% na mesma base comparativa, e em terceiro a Kia, com alta de 51% até novembro, com 21,2 mil.
São Paulo – A Omoda e a Jaecoo, duas marcas do Grupo Chery, alcançaram a marca de 397,9 mil unidades vendidas nos dezenove meses após o seu lançamento global em mais de trinta mercados. O bom desempenho é reflexo do avanço no mercado europeu, onde os modelos da empresa tiveram boa aceitação, assim como no Sudeste Asiático.
Em novembro a Omoda Jaecoo comercializou 23,4 mil unidades em todo o mundo, o seu sétimo mês seguido acima das 20 mil. Quase 20% do volume comercializado foi entregue para consumidores europeus.
São Paulo – Ainda em fase de estabelecimento de sua estrutura no Brasil a GAC Motor, com matriz na China, nomeou Danilo Rodil como diretor de vendas e desenvolvimento da rede para o mercado brasileiro. Ele responderá diretamente ao CEO, Alex Zhou.
Com passagens por BMW, Toyota, JLR e Subaru, em mais de vinte anos, Rodil passa a ser o responsável pela estratégia e planejamento mercadológico da companhia, gestão do orçamento e desenvolvimento da área comercial.
“Estou bastante animado com este desafio, de estruturar uma área fundamental para toda a operação brasileira da montadora, que é referência global em inovação, tecnologias inteligentes, energias novas e design na indústria automotiva. É um momento especial da minha carreira ser um dos líderes de área de um projeto ambicioso da GAC, que pretende ser a primeira fabricante chinesa a ter uma linha de produção e um centro de pesquisa e desenvolvimento completos no País, produzindo carros elétricos, híbridos e a combustão.”
São Paulo – A fabricante de implementos rodoviários Guerra está de volta à Argentina, por meio do representante Learcam. Com sede em Buenos Aires, CF, mantém representação em todo o território argentino, que deverá consumir 8 mil reboques e semirreboques em 2024 e tem previsão para 9 mil unidades em 2025.
É um mercado parecido com o brasileiro, sustentado especialmente pelo agronegócio. Estima-se que mais de 317 mil carretas circulem no país com vida útil acima de trinta anos, o que demanda renovação e investimento no transporte rodoviário de cargas, que responde por mais de 90% da matriz logística argentina.
A Guerra oferecerá implementos de modelos graneleiro, plataforma, basculante, furgão carga geral, frigorífico e sider. Estima exportar cem unidades em 2025 e alcançar 750 unidades comercializadas no mercado argentino em cinco anos.
São Paulo – Menos de uma semana após o pedido de demissão de seu ex-CEO, Carlos Tavares, a Stellantis enviou à Acea, que representa as montadoras europeias, seu pedido de reinclusão ao quadro de empresas associadas. A companhia, segunda maior fabricante de veículos da Europa, deixou a entidade em 2023 e desde então costumeiramente apresentou opiniões opostas, ventiladas por Tavares.
A Acea é presidida por Luca de Meo, presidente e CEO do Grupo Renault – e que foi especulado como possível substituto de Tavares. Em nota ele afirmou que o retorno da Stellantis é bem-vindo e que a união das empresas no momento de crise de competitividade é importante.
“Os integrantes da Acea podem ser competidores no mercado mas compartilham do mesmo objetivo: uma competitiva e sustentável transição para a mobilidade zero emissões em uma Europa que pode manter a sua posição a nível global. Continuaremos trabalhando nisso com total empenho e comprometimento.”
O quadro de associadas da Acea é formado, agora, por BMW, DAF, Daimler Truck, Ferrari, Ford, Honda, Hyundai, Iveco, JLR, Mercedes-Benz, Nissan, Renault, Stellantis, Toyota, Volkswagen e Volvo.