São Paulo – A fabricante de carrocerias de ônibus Irizar, de origem espanhola, discute com a matriz dois novos investimentos para o mercado brasileiro. O primeiro, previsto para 2025, visa a reestruturar a operação fabril da unidade instalada em Botucatu, SP, que terá o seu lêiaute alterado e aumento da capacidade produtiva, segundo Abimael Parejo, diretor comercial para a América Latina. Ele tem, também, como objetivo ampliar o portfólio nacional da Irizar, que tem planos de produzir uma carroceria para ônibus rodoviário elétrico e a chegada de novos produtos para o segmento urbano e de double decker.
O segundo aporte está sendo negociado para 2026 ou 2027 e será usado para a construção de uma nova fábrica no Brasil. Segundo Parejo, que concedeu entrevista exclusiva à Agência AutoData durante a Lat.Bus Transpúblico 2024, no momento a empresa está definindo o local:
“Estamos discutindo o assunto com a matriz e estudando a região em que pretendemos instalar a nova fábrica, procurando um novo terreno e conversando com as prefeituras. Como é um ano eleitoral as conversas com as prefeituras não avançaram muito, mas este tema ganhará força no ano que vem, após as eleições municipais”.
Câmaras substituem o retrovisor externo do i6S Efficient
Durante a Lat.Bus a Irizar apresentou o seu principal lançamento de 2026, o ônibus i6S Efficient, desenvolvido com foco nas demandas da América Latina. O veículo teve o seu peso reduzido por meio do redesenho de componentes usados na produção e a carroceria passou por mudanças na dianteira, traseira e no teto, o que ajudou a melhorar o consumo em 13% na comparação com o modelo anterior vendido na região.
O novo ônibus rodoviário também traz uma grande novidade para o segmento com a adoção de câmaras no lugar dos retrovisores externos, que melhoram o campo de visão direto e indireto do motorista, segundo a empresa. No interior o veículo adotou novas poltronas e novo sistema de ar-condicionado.
São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus começou a negociar o e-Volksbus durante a Lat.Bus Transpúblico 2024, realizada no São Paulo Expo de 6 a 8 de agosto. Enquanto negocia com futuros clientes acelera a produção para entregar pelo menos dez unidades a operadores de São Paulo até o fim do ano, segundo o vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen Ricardo Alouche.
O objetivo, de acordo com ele, é legitimar os predicados dos veículos antes que ele chegue ao mercado em geral: “Os testes já foram feitos. O objetivo agora é que estes veículos rodem nas mãos de clientes a fim de certificar que são bons e econômicos antes das entregas para o mercado em geral. Por se tratar de uma inovação nós preferimos entrar no mercado de maneira cautelosa: não por causa do produto mas, para junto do cliente, criarmos argumentos de vendas”.
Um diferencial no qual o executivo aposta para emplacar o modelo, cujo preço encarroçado gira em torno de R$ 3 milhões a R$ 3,2 milhões, está na sua autonomia. A licitação da cidade de São Paulo, por exemplo, determina que os ônibus elétricos ofereçam pelo menos 250 quilômetros de autonomia – a do e-Volksbus gira em torno de 250 quilômetros a 350 quilômetros, a depender da configuração de baterias, que pode ir de oito a doze pacotes.
O protótipo do veículo foi apresentado em maio de 2023 na fábrica de Resende, RJ, onde será fabricado. Embora compartilhe diversos componentes do caminhão e-Delivery, que possui em torno de 90% de índice de nacionalização, o e-Volksbus não terá, inicialmente, porcentual tão elevado, pois motor e baterias serão importados. O número não foi divulgado, por ora, mas segundo Alouche eixo, suspensão, transmissão, longarina, painel, chicotes e conectores, por exemplo, serão nacionais.
Renovação da frota, hoje com onze anos, é bala de prata
Segmento mais afetado durante a pandemia a produção de ônibus tem se recuperado mas ainda depende de fatores macroeconômicos para que possa retomar patamar de vendas de anos atrás. A projeção é que sejam emplacadas no mercado brasileiro 22 mil mil unidades em 2024 — há quinze anos o volume chegava a 30 mil.
Para o CEO da VW Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, o PIB é o que move o setor, que precisa voltar a crescer de forma mais pujante a fim de propiciar a redução da taxa de juros e ampliação da oferta de crédito. Outros pontos como novas licitações do programa Caminho da Escola, maior oferta de subsídios por parte do governo ao transporte público e incentivos para a retomada do turismo rodoviário são listados pelo executivo como cruciais.
A bala de prata, porém, que poderia impulsionar a produção de ônibus de forma imediata, é a instalação, de forma perene, de um programa de renovação de frota: “A legislação do segmento obriga a troca por modelos mais novos mas, mesmo assim, a idade média recentemente envelheceu quatro anos e, hoje, ultrapassa onze anos. Sem dúvida isso estimularia a troca de veículos Euro 5 por Euro 6”.
O executivo propôs, ainda, a extensão do Caminho da Escola para o segmento urbano, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, em que há incentivo para as duas vertentes e não somente a rural: “Estamos conversando com o governo para verificar a viabilidade desta medida”.
A intenção esbarra, ao que tudo indica, na restrição da oferta de verba para esta finalidade.
Quanto às vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus a empresa está otimista. Segundo Alouche recentemente foram comercializados duzentos chassis do Volksbus, para diferentes clientes, nos últimos dias. Atualmente a fabricante possui participação de mercado de 27,4%.
São Paulo — A Volvo Buses apresentou dois novos chassis de ônibus 100% elétricos, incluindo um articulado e biarticulado, na Lat.Bus 2024, realizada no Expo São Paulo de 6 a 8 de agosto. Com participação ativa da engenharia nacional o BZR e o BZRT estão em fase final de testes mas já têm produção confirmada para a fábrica de Curitiba, PR, no primeiro trimestre do ano que vem.
Segundo afirmou André Marques, presidente da companhia na América Latina, assim que estiver homologado o veículo seguirá para alguns clientes para testar em suas operações. Mais: negociações com algumas prefeituras já estão em andamento: “Existem muitas cidades que demandam por ônibus articulados e que procuram por uma opção elétrica. Estamos conversando para apresentar o nosso novo modelo”.
A nacionalização dos dois chassis, recém-apresentados na Europa, resultam do aporte de R$ 250 milhões, usado para desenvolvimento e mudanças na fábrica, e que faz parte do investimento de R$ 1,5 bilhão que o Grupo Volvo aplica no Brasil.
O BZRT está equipado com dois motores elétricos de 200 kW cada, que juntos geram 540 cv de potência, e trabalham com câmbio automatizado de duas velocidades, desenvolvido com base na transmissão I-Shift, da Volvo. Ele pode ser equipado com seis ou oito baterias, que rodam até 250 quilômetros com uma única carga, sendo que o tempo de recarga varia de duas a quatro horas. Como opcional a Volvo Buses oferece carregador no teto da carroceria para recargas rápidas em terminais BRT.
O BZR traz os mesmos dois motores de 200kW e câmbio I-Shift, mas conta com quatro a cinco baterias e alcanca de até 300 quilômetros de autonomia. Pode operar em rotas urbanas, intermunicipais e fretamento e pode ser oferecido, também, na variação BZRLE, com piso baixo.
Os ônibus elétricos da Volvo estão sendo testados em outros países da América Latina, como Colômbia e do Chile, sendo que no primeiro é o BZR que está rodando com alguns clientes.
São Paulo – O planejamento da Iveco Bus no mercado brasileiro, de buscar ofertar soluções em segmentos nos quais não existem tantos concorrentes, está dando resultado: no primeiro semestre sua participação de mercado dobrou, ao crescer as vendas em 70%, segundo o diretor comercial Danilo Fetzner. Os planos seguem, inclusive na área da descarbonização. Duas das novidades são as atrações da companhia na Lat.Bus Transpúblico, que tem portas abertas de 6 a 8 de agosto no São Paulo Expo, na Capital paulista: o 17-210 G, movido a gás natural ou biometano, e o conceito 17-E BEV, desenvolvido em parceria com a Giaffone Electric.
O primeiro não é bem uma novidade: o chassi a GNV é produzido em Córdoba, Argentina, desde 2022. Lá já há algumas unidades circulando e, agora, está pronto para chegar ao mercado brasileiro: “O chassi ainda está na fase de homologação e duas capitais já nos contataram para solicitar cotação. A expectativa é que a partir de novembro possamos tê-lo homologado para poder vendê-lo. Acredito que no ano que vem já poderemos ter algumas unidades em circulação”.
Iveco 17-210G
Para Fetzner é uma solução de descarbonização alternativa à eletrificação, de três a quatro vezes mais barata e que não demanda forte investimento em infraestrutura. A capacidade de produção em Córdoba não é problema e pode atender às demandas de prefeituras brasileiras.
De toda forma a Iveco também direciona solução 100% elétrica, até para não ficar atrás da concorrência – todas as outras fabricantes de chassis brasileiras estão ofertando modelos a bateria. Na mesma Lat.Bus o conceito 17 E-BEV é apresentado como alternativa diferenciada, pois tem piso elevado: a maior parte dos elétricos disponíveis no Brasil são de piso baixo.
“A rentabilidade dos nichos é maior, mas não estamos focando só nisto. A nossa intenção, ao apresentar estas soluções de descarbonização, é dar um recado: que a Iveco está no jogo, podem vir nos consultar, nós temos soluções para apresentar.”
Iveco 17-E BEV
O modelo ainda é conceito e envolve um consórcio: a Iveco fornece o chassi, a WEG os motores elétricos, a CATL as baterias e a montagem foi feita pela Giaffone Electric, em operação semelhante à feita pela Eletra em São Bernardo do Campo, SP. Com tração 4×2 pode ser equipado com quatro ou oito packs de bateria, com autonomia de 120 quilômetros a 250 quilômetros.
São Paulo – Um enorme chassi de ônibus articulado de 18 metros de comprimento com tração 100% elétrica, que transporta até 120 passageiros em rotas urbanas, é a principal atração da Mercedes-Benz na Lat.Bus Transpúblico, Feira Latino-Americana do Transporte, realizada de 6 a 8 de agosto no São Paulo Expo.
O eO500UA é o segundo chassi de ônibus elétrico a ser fabricado pela Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, SP, depois do eO500U, que já tem 250 entregas confirmadas até o fim deste ano. Embora as encomendas já tenham sido abertas para o novo modelo articulado o início da produção está previsto para 2026.
A parte eletrificada do novo chassi tem os mesmos fornecedores do ônibus elétrico que já está em produção: os pacotes de baterias, que garantem autonomia de 200 quilômetros a 300 quilômetros, são montados no Brasil e fornecidos pela BorgWarner, e o motor elétrico central, com transmissão de três velocidades, é importado da Alemanha pela ZF – que poderá localizar o componentes se a demanda aumentar.
Novo investimento
Este também é o primeiro lançamento da Mercedes-Benz fora do ciclo de investimento que terminou no ano passado, sugerindo que a empresa já começou a investir recursos no País que seriam de um novo programa.
O presidente da empresa, Achim Puchert, confirmou que já está gastando dinheiro em novos desenvolvimento no Brasil mas só deverá anunciar um pacote completo mais para o fim deste ano: “Já temos programas habilitados para receber incentivos do Mover [Programa Mobilidade Verde e Inovação] mas ainda estamos estudando outras possibilidades, por isto ainda não temos um anúncio oficial para fazer”.
Puchert também não revelou qual foi o investimento isolado para desenvolver o novo chassi elétrico, mas admitiu que é um pouco acima dos R$ 100 milhões que foram aportados para desenvolver o eO500U, pois o eO500UA tem sistemas novos e de maior capacidade para tracionar um veículo bem maior.
Problemas iguais
Os tamanhos são diferentes mas os problemas para introduzir ônibus elétricos no Brasil são os mesmos: “Apesar dos desafios que o País tem em adotar a infraestrutura necessária para os veículos elétricos nós estamos lançando o nosso segundo ônibus elétrico, aproveitando a competência de nosso centro mundial de desenvolvimento de chassis que é sediado aqui”.
O executivo apontou que “a América Latina é uma das mais importantes regiões do mundo para o nosso negócio de ônibus e precisamos oferecer produtos atualizados aos clientes, em linha com as políticas públicas de cada país”.
O Brasil, isoladamente, é o terceiro maior mercado de ônibus do mundo, atrás de China e Índia.
Walter Barbosa, vice-presidente de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, ponderou que, apesar de alguns atrasos, o País está adotando os quatro pilares que tornam viável a eletromibilidade: tecnologia desenvolvida, políticas públicas de incentivo, financiamento e infraestrutura de recarga.
Segundo Barbosa essas condições variam bastante a depender dos diferentes estágios de desenvolvimento dos municípios, mas indica que São Paulo, Curitiba, PR, e Salvador, BA, estão mais adiantados na adoção do transporte público elétrico, apesar de alguns atrasos.
A maior compra esperada para o município de São Paulo, que proibiu a compra de novos ônibus a diesel e planejava colocar 2,6 mil elétricos para rodar na cidade até o fim deste ano, não será concretizada por falta de fornecimento de energia de alta tensão para as garagens dos operadores recarregarem os veículos.
“No máximo teremos de quinhentos a seiscentos ônibus elétricos rodando até o fim deste ano. Entregaremos 250 unidades do eO500U, mas é um número insuficiente para renovar a frota da cidade no padrão histórico de 8% a 10% por ano, que significa a compra de cerca de 1,3 mil ônibus por ano para uma frota de 13 mil”, ponderou Barbosa. “Com isto é muito provável que a SP Trans volte a autorizar a compra de ônibus diesel para conviver com os elétricos.”
Apesar da demora em instalar a infraestrutura Barbosa avalia que são boas as condições de subsídios e financiamentos para ônibus elétricos na cidade de São Paulo: “As linhas do BNDES cobram de 10% a 11% ao ano e os operadores só precisam financiar um terço do veículo [que custa perto de três vezes mais do que o similar a diesel], porque a Prefeitura subsidia 66% do valor da compra, o que torna o preço do ônibus elétrico para o operador igual ao de um diesel”.
A infraestrutura de alta tensão para as garagens também será fornecida pela Prefeitura, mas o problema é que este processo todo deve demorar de um a dois anos.
São Paulo – Ao fim de junho a diferença da líder do mercado brasileiro, Fiat, para a vice-líder, Volkswagen, superou as 65 mil unidades. É mais do que um mês de vendas de distância – a Fiat emplacou 50 mil veículos em julho –, o que indica que, pelo quarto ano seguido, a companhia fechará o ano no lugar mais alto do pódio.
Os dez primeiros do ranking ao fim do primeiro semestre mantiveram suas posições com o fechamento do resultado de julho. Mas a Jeep, sétima colocada, encostou na sexta, Renault, com cerca de quatrocentos veículos de distância. A ver o desempenho nos próximos meses até porque as duas são, dentre as dez primeiras, das poucas a registrar queda nas vendas na comparação com 2023 – a outra é a Chevrolet, da General Motors.
A BYD consolidou-se na décima posição, com 38,3 mil emplacamentos. A tendência é de aceleração neste desempenho, pois a companhia projeta vender 120 mil veículos até dezembro.
São Paulo – Em julho o mercado de veículos usados registrou alta de 20,4% sobre igual período do ano passado, com 1,5 milhão de unidades comercializadas, de acordo com dados divulgados pela Fenauto, entidade que representa os revendedores independentes. Na comparação com junho o volume vendido foi 13,3% maior.
No acumulado do ano as vendas chegaram a 8,8 milhões de veículos, expansão de 9,2% sobre iguais meses do ano passado. Segundo a Fenauto os constantes resultados positivos em 2024 mostram “que o setor está passando por um momento especial e, caso se mantenha assim, o crescimento no fim do ano será expressivo”.
São Paulo – A TEVX Higer anunciou Carlos Eduardo Cardoso de Souza como seu novo diretor executivo, responsável pelos projetos de eletromobilidade para cidades inteligentes no Brasil. Souza trabalhou por duas décadas no grupo Enel, sendo que nos últimos sete anos como head de B2G na Enel X.
O diretor possui mestrado profissional em gestão de sistemas de engenharia pela Católica de Petrópolis e MBA em gestão estratégica de negócios com ênfase em energia no IBMEC.
São Paulo – Os primeiros postos de combustíveis com a bandeira Petronas foram inaugurados no Brasil pela SIM Distribuidora, Brasileiros serão os primeiros, fora do país de origem, a ter uma rede de postos da companhia malaia.
As três primeiras unidades foram abertas em São Paulo, duas na Capital e outra na Rodovia Castelo Branco. A expectativa da SIM Distribuidora é dispor de 1 mil postos de combustíveis no Brasil.
São Paulo – A Librelato anunciou a chegada do aço inoxidável como opcional para a sua linha de implementos rodoviários basculantes e graneleiros. A grande vantagem do material é aumentar a vida útil dos equipamentos em até três vezes na comparação com os tradicionais, afirmou a empresa, elevando também a rentabilidade dos negócios. Mas o investimento de aquisição é maior.
Nos equipamentos graneleiros o aço inoxidável pode ser aplicado durante a produção na estrutura, como fechamentos laterais, frontais e traseiro, assim como nas tampas laterais e traseiras. Já nos basculantes o material pode ser incorporado no revestimento da caixa de carga, na parte frontal e na tampa traseira.