Eaton abre o seu programa de estágio 2025

São Paulo – A Eaton abriu o seu programa de estágio para 2025 com sessenta vagas disponíveis nas unidades de Caxias do Sul, RS, Mogi Mirim, SP, Porto Feliz, SP, São José dos Campos, SP, São Paulo e Valinhos, SP. Os interessados deverão se formar no fim de 2025 e de 2026 e as inscrições podem ser feitas até o dia 31 de agosto pelo site  https://www.ciadeestagios.com.br/vagas/eaton.

As vagas estão disponíveis para as seguintes áreas: administração, ciência da computação, ciências contábeis, comércio exterior, direito, economia, todas as engenharias, marketing, psicologia, recursos humanos, relações internacionais, relações públicas e sistemas da informação. Já os estudantes de nível técnico devem estar cursando eletroeletrônica, eletrônica, enfermagem, automação, mecânica, mecatrônica, química e segurança do trabalho.

Juro escandaloso ainda limita vendas de carros

O destino do mercado brasileiro de veículos sempre esteve atado a dois fatores: concessão de crédito, que aumentou no último ano, e a taxa desemprego, que caiu para 6,9%, o melhor nível dos últimos dez anos, índice muito próximo do pleno emprego, aumentando a confiança e a renda disponível para consumo.

Esta combinação positiva aqueceu as vendas no primeiro semestre acima das expectativas mas poderia impulsionar o resultado ainda mais para o alto se não fosse pela escandalosamente alta taxa de juros ainda cobrada pelos bancos no financiamento de automóveis.

Segundo dados do Banco Central o volume de financiamentos concedidos a pessoas físicas para compra de automóveis, em junho, chegou a R$ 16,8 bilhões, valor que cresceu quase 40% nos primeiros seis meses de 2024.

Esta evolução mostra que os bancos estão menos avessos ao risco de conceder financiamentos, aprovando cerca de sete a cada dez pedidos, segundo a Fenabrave, que representa os concessionários. Endossa a confiança das financeiras em emprestar mais a expressiva redução da inadimplência do pagador de prestações do carro, que melhorou de 5,4% para 4,5% nos últimos doze meses.

Outro fator de redução de risco – e possível aumento das concessões de crédito – foi a aprovação, no fim do ano passado, do Marco das Garantias, que desburocratiza e torna mais rápido o processo de retomada do bem em caso de falta de pagamento do financiamento, agora sem que seja necessária a autorização judicial – algo que tornava muito cara e demorada a recuperação da garantia do empréstimo, no caso, o próprio carro financiado.

Bancos ganham mais

No entanto nada disso reduziu o excessivamente caro e inexplicável juro do financiamento no País. Embora o financiamento de carros seja um dos mais baratos do mercado em comparação com outras modalidades de crédito, a taxa média atual caiu muito pouco no último ano.

Em julho de 2023 a inadimplência dos financiamentos de veículos era de 5,4% e o juro básico do mercado financeiro, a taxa Selic, estava fixada pelo BC em 13,25% ao ano, enquanto a taxa média do crédito para compra de carros estava em 26,1% ao ano – a diferença da Selic para o juro final cobrado do consumidor, o chamado spread, era portanto de quase 13 pontos porcentuais.

Um ano depois a inadimplência caiu para 4,5%, a Selic foi reduzida em 2,75 pontos, para a 10,5%, mas a taxa média para compra de veículos não foi reduzida na mesma proporção, desceu apenas 0,6 ponto, para 25,5% ao ano, com spread de 15 pontos, ou 2 pontos maior do que na mesma época de 2023.

Ou seja: o risco e a Selic estão mais baixos mas os bancos estão cobrando spread mais caro – e ganhando mais – pelo financiamento do que faziam um ano atrás.

A explicação mais plausível para esta distorção econômica é que há quem pague. A grande maioria dos consumidores brasileiros nunca teve educação financeira suficiente para se importar com os juros que paga, mas presta atenção apenas para a conta simples do tamanho da prestação: se couber no bolso, tudo bem.

Pode ser melhor

Com crédito mais disponível, desemprego menor e confiança do consumidor em alta, o volume de vendas de veículos leves no País surpreendeu até os mais céticos – inclusive este colunista – no primeiro semestre, com pouco mais de 1 milhão de emplacamentos e crescimento de 15,4% na comparação com o mesmo período de 2023.

A aceleração acima do esperado fez a Anfavea, que representa os fabricantes, elevar de 5,7% para 11% sua projeção de expansão do mercado este ano, enquanto a Fenabrave, que representa os concessionários, espera ainda mais: 15%, contra os 12% da estimativa elaborada em janeiro passado.

Olhando para a evolução das vendas, do crédito e dos juros a conclusão é que o mercado brasileiro de veículos poderia crescer bem mais do que o ritmo atual.

Em junho, segundo dados da B3, foram financiados 86 mil veículos leves zero-quilômetro, volume 7,8% maior do que o registrado no mesmo mês de 2023, mas que representou apenas 42% dos 202,6 mil automóveis e utilitários leves vendidos no período, um porcentual ainda baixo na comparação com os cerca de 70% de 2019, por exemplo.

Como comparação o crescimento verificado no mesmo mês foi bem maior, de 40,3%, no número de veículos financiados com mais de doze anos de uso, justamente os mais baratos, que fazem a prestação caber no bolso, mesmo com juros mais elevados.

Esta enorme diferença de desempenho nas vendas financiadas de carros zero-quilômetro e dos velhos com mais de doze anos comprova que o custo do crédito ainda é uma trava importante para a evolução do mercado de veículos novos, cada vez mais caros e sem a diluição em suaves prestações.

GM se interessa em participar de um Salão do Automóvel mais pé no chão

São Paulo – Um salão mais simples, sem grandes investimentos em atrações para os estandes e com foco no carro, suas tecnologias e no consumidor. Desta forma Santiago Chamorro, presidente da General Motors América do Sul, acredita ser viável a participação da Chevrolet, terceira marca mais vendida no mercado brasileiro, na mostra – que pode, ou não, vir a ser chamar Salão do Automóvel.

O assunto está em discussão há alguns anos e começa a ganhar mais corpo, após sua realização ser cobrada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Reportagem recente da publicação AutoEsporte informou que a expectativa é realizar o evento no fim do ano que vem, próximo ao Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, e retornando ao Anhembi já revitalizado. Mas em outro formato.

Esta nova formatação é a discussão do momento, sobre o tema, nas mesas de reuniões das empresas e da Anfavea. A associação que representa as fabricantes, segundo apurou a reportagem, busca apoio também das associadas da Abeifa, dentre elas as marcas chinesas. Nada ainda está decidido, sequer se o evento sairá do campo das conversas.

Chamorro falou sobre a sua expectativa a respeito do evento reformulado: “Na minha visão não cabe mais um Salão como foi no passado, uma competição de quem tinha o melhor estande, de quem trazia as maiores atrações. Isto acabou, ficou no passado. Para termos de novo um salão precisamos focar no consumidor”.

De acordo com a AutoEsporte o salão teria estandes padronizados e proibição de ações com custos elevados, como shows com artistas famosos. A ideia também é que seja permitida a venda de veículos no Anhembi, ou no local onde for montado o Salão, bem como a realização de test drives.

Nestas condições, segundo Chamorro, a GM considera participar do evento. Reforço de peso, pois a companhia foi uma das que anunciou que deixaria de expor na mostra em 2020, antes mesmo de seu cancelamento.

O presidente concorda, também, que um salão é importante para aproximar o público das marcas e, inclusive, ajudar a explicar as tecnologias, especialmente neste momento de transição energética em que muitos brasileiros sequer sabem a diferença de híbrido para elétrico. Além de ajudar a manter a cultura do automóvel na população.

Enquanto o salão com a chancela da Anfavea não sai do papel eventos paralelos, em menor escala, ajudam os aficionados a matar a vontade. A partir da quinta-feira, 8, será realizado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, mais uma edição do Festival Interlagos, onde algumas empresas vão expor e oferecer test drives aos 100 mil visitantes aguardados pela organização.

Lula publica medida provisória que altera texto do Mover

São Paulo – Durante a cerimônia no Porto de Pecém, CE, em que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou leis dedicadas aos setores de energia e infraestrutura, dentre as quais o marco legal do hidrogênio verde, foi assinada também uma medida provisória que altera o texto do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação.

Segundo o Palácio do Planalto são apenas questões burocráticas: a MP acrescenta dois parágrafos ao artigo do Mover que trata da redução da tarifa de importação de peças e componentes sem similar produzido no Brasil, de 16% para 2%. O texto acrescido deixa explícito que as importações de alíquota podem ser feitas também por terceiros, ou tradings.

Estes 2%, entretanto, não são recolhidos: são direcionados para o FNDIT, Fundo Nacional para Desenvolvimento Industrial e Tecnológico, gerido pelo BNDES. Os valores são direcionados para os programas prioritários para desenvolvimento da cadeia de autopeças e fornecedores. Estes projetos, desde o Rota 2030, geraram mais de R$ 1,5 bilhão em investimento, conforme mostrou recente reportagem da revista AutoData.

A MP esclarece que estes 2% deverão ser depositados pela empresa automotiva que fará uso da peça ou do componente importado, e não pela empresa importadora.

Produção de máquinas agrícolas cairá 24% este ano, projeta consultoria

São Paulo – A produção de máquinas agrícolas deverá recuar 24% em 2024 na comparação com o ano passado, quando foram produzidas 63 mil unidades, de acordo com as projeções da Boschi Inteligência de Mercado. A empresa também elaborou estudo para entender como será a produção de equipamentos agrícolas no Brasil de 2023 até 2028, mostrando que no segmento de tratores o cenário seguirá estável, no de colheitadeiras deverá haver recuo de 6% e no de pulverizadores prevê-se recuo de 1%.

Alguns fatores pesam para a estabilidade ou queda da produção até 2028, segundo a consultoria: o menor poder de compra dos agricultores por causa da valorização do real perante ao dólar, moeda pela qual as safras são negociadas, o que contribui para a postergação de novas aquisições, e o aumento de produtividade das máquinas mais modernas, permitindo que ocorra crescimento no plantio mesmo sem a ampliação da frota. 

A safra 2023/2024 também pesou para o adiamento das compras, pois deverá ser 6,4% menor do que a anterior, somando 299,3 milhões de toneladas, ainda que alguns segmentos registrem crescimento no período. Para a safra 2024/2025 o cenário muda e a expectativa é de aumento no plantio, devido ao maior volume de recursos disponíveis por meio do Plano Safra, que possui orçamento recorde desde que foi criado.

Com base nos dados da primeira edição da Pesquisa SAE BRASIL, Caminhos da Tecnologia no Agronegócio, 48% dos agricultores pretendem renovar seus tratores em um período de um a três anos, 21% demorarão de três a cinco anos e outros 21% trocarão apenas daqui cinco a sete anos. Em colheitadeiras 39% pretendem trocar de um a três anos, 12% de três a cinco anos e 27% de cinco a sete anos. 

Os demais agricultores que participaram da pesquisa afirmaram que renovarão suas máquinas daqui sete anos ou mais.

Marcopolo é finalista do prêmio Altair Enlighten 2024

São Paulo – A Marcopolo é uma das finalistas do prêmio Altair Enlighten 2024, junto com outras trinta empresas globais que foram selecionadas em diferentes categorias. Essa foi a primeira vez que uma companhia brasileira integra lista de finalistas da premiação que reconhece os maiores avanços em sustentabilidade e redução de peso que ajudam a reduzir a pegada de carbono.

A Marcopolo foi indicada à premiação pela alavanca de emergência para ônibus urbano e micro-ônibus que foi desenvolvida em polímero, com o uso de ferramentas avançadas, que resultou em uma redução de peso de 76% na comparação com a peça tradicional produzida em aço. A alavanca é instalada nos ônibus para abrir de maneira fácil e rápida as janelas de emergência para saída dos passageiros em caso de acidentes ou incêndio.

Marcopolo registra aumento de receita e de produção no segundo trimestre

São Paulo – No segundo trimestre de 2024 a Marcopolo registrou receita líquida de R$ 1,9 bilhão, aumento de 43,4% na comparação com igual período de 2023. O avanço é resultado do melhor desempenho da companhia em todos os segmentos em que está presente, com maior volume de vendas e produção.

No período o lucro bruto da companhia foi de R$ 509,9 milhões, com margem de 26,1%, resultado superior ao de igual período do ano passado: lucro bruto de R$ 276,2 milhões com margem de 20,2%. O EBITDA foi de R$ 382,3 milhões, com margem de 19,5%, valor bem acima do registrado no segundo trimestre de 2023: EBITDA foi de R$ 158 milhões com margem de 11,6%.

De abril a junho a Marcopolo produziu 4 mil unidades, expansão de 32,8% com relação a iguais meses do ano passado. Do total produzido 3,4 mil unidades saíram das linhas de produção instaladas no Brasil, volume 36,4% superior ao do segundo trimestre do ano passado, e a produção no Exterior chegou a 643 unidades, incremento de 16,7% na mesma base comparativa.

O avanço da produção no segundo trimestre mostra um importante processo de recuperação dos volumes do mercado brasileiro, puxado pelos ônibus rodoviários, que estão com demanda em alta pela grande procura de passageiros que estão escolhendo esse modal para viagens de longas distâncias. 

Com números positivos em 2024 a Marcopolo segue investindo em sua operação no Brasil, com a aplicação de R$ 45 milhões em uma nova Central de Inflamáveis instalada em Caxias do Sul, RS. A empresa também está ampliando a fábrica de São Mateus, ES, que deverá estar pronta no segundo semestre de 2024, com a instalação de linhas de montagem de chassis elétricos.

Caminhão Mercedes-Benz movido a hidrogênio inicia testes em clientes na Alemanha

São Paulo – A Daimler Truck iniciou os testes do caminhão Mercedes-Benz GenH2, movido a célula de combustível de hidrogênio, na frota de alguns clientes na Europa. O desenvolvimento faz parte do projeto global da empresa de comercializar veículos neutros em CO2 em seus principais mercados até 2039.

Cinco unidades do GenH2 serão utilizadas em diferentes aplicações de longa distância em rotas específicas na Alemanha, transportando materiais de construção, contêineres marítimos e até gases em cilindros. Na fase inicial dos testes, que deverá durar um ano, os veículos serão supervisionados pela montadora e o seu abastecimento será feito em postos de hidrogênio líquido designados em Woerth am Rhein.

A partir dos testes a Daimler Truck espera coletar informações importantes sobre as operações reais dos caminhões, que poderão ser usadas para o desenvolvimento do veículo que será produzido em série no futuro.

Fiat Strada reassume liderança do mercado brasileiro

São Paulo – A briga, que já foi boa no primeiro semestre, tende a ser acirrada até dezembro. Com os resultados de julho, quando liderou o mercado brasileiro com 14,2 mil emplacamentos, a Fiat Strada reassumiu o topo do pódio também no acumulado do ano, superando o Volkswagen Polo, agora vice-líder no acumulado e em julho. A diferença, porém, é de menos de quatrocentas unidades: 70,8 mil Strada e 70,4 mil Polo de janeiro a julho.

O mês passado teve bom desempenho dos utilitários esportivos: dos dez mais vendidos quatro são SUVs. O Volkswagen T-Cross foi o mais vendido do segmento, na quarta posição em geral. Aparecem no ranking também o Hyundai Creta, sexto mais vendido, Chevrolet Tracker, nono, e Nissan Kicks, décimo.

Os hatches, porém, seguem dominando o ranking, com cinco modelos: Polo, Fiat Argo, Onix, HB20 e Mobi. O outro modelo do ranking é a picape Strada, o mais vendido.

Crédito continua impulsionando o setor, diz Fenabrave

São Paulo – Conforme antecipado pela Agência AutoData o mercado brasileiro registrou, em julho, o melhor desempenho mensal de 2024, com 241,3 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus emplacados, segundo divulgou a Fenabrave na sexta-feira, 2. O resultado superou em 7% as vendas de julho do ano passado e em 12,6% as de junho.

Foi o melhor julho desde 2019, quando as vendas ficaram um pouco acima, 243,6 mil veículos. No acumulado do ano o mercado somou 1 milhão 385 mil licenciamentos, crescimento de 13,1% sobre janeiro a julho do ano passado e próximo à projeção de 14,7% de expansão da entidade.

Para o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, o crédito vem puxando as vendas para cima, especialmente em automóveis e comerciais leves – neste segmento as vendas avançaram 5,4% na comparação anual e 12,3% na mensal, para 227,4 mil unidades: “As condições de crédito continuam favorecendo os financiamentos e proporcionando bons números de vendas”.

De janeiro a julho os emplacamentos de veículos de passeio e comerciais leves cresceram 13,4%, somando 1,3 milhão de unidades. A expectativa da Fenabrave é de avanço de 15%: “O acumulado dos sete meses revela crescimento em linha com nossas projeções para 2024. E a oferta de crédito continua a ter influência positiva nas vendas”.

Pesados

Em caminhões e ônibus o cenário é de recuperação. Em julho foram emplacados 11,1 mil caminhões, avanço de 36,8% sobre o mesmo mês do ano passado e de 14,7% com relação a junho: “Este mercado segue com bons resultados e em alta da relação com o maior número de dias úteis e a um ligeiro aumento nas compras de caminhões para locação, atividade que vem ganhando espaço no País”.

No acumulado do ano o crescimento é de 13,9%, somando 66,5 mil unidades.

Entregas do Caminho da Escola impulsionaram os licenciamentos de ônibus em julho, com 2,9 mil unidades, alta de 66% com relação a julho de 2024 e de 37,8% sobre junho. Não foi suficiente, porém, para reverter a queda acumulada de 5,8%, com 14,3 mil unidades vendidas.

“O maior número de dias úteis em julho e a última janela das entregas de veículos do programa Caminho da Escola, antes das eleições municipais, beneficiaram o segmento, que já se aproxima do resultado alcançado no mesmo período de 2023.”