São Paulo – O mercado nacional de implementos rodoviários caiu 6,3% em 2025, somando 149,2 mil unidades comercializadas, de acordo com dados divulgados pela Anfir, entidade que representa o segmento. José Carlos Sprícigo, o seu presidente, disse que o ano passado foi desafiador, exigindo resiliência e organização das empresas.
Na linha pesada, de reboques e semirreboques, a queda foi ainda maior, chegando a 19,9% na comparação com 2024, somando 71 mil implementos emplacados em 2025 contra 88,6 mil no ano anterior:
“No período tivemos mudanças relevantes nas famílias de implementos, como a queda nos volumes comercializados dos modelos graneleiro e basculante. O desempenho do agronegócio no período contribuiu para essa situação por ter caminhado de forma lateral ao longo do ano, refletindo diretamente no nosso setor”.
A linha leve, de carroceria sobre chassis, foi a responsável por segurar a retração nas vendas de implementos rodoviários ao longo do ano passado, uma vez que registrou alta de 10,8% na comparação com 2024, chegando a 78,2 mil produtos comercializados. Segundo Sprícigo o desempenho do segmento leve surpreendeu a entidade, registrando resultados positivos acima do esperado ao longo de 2025.
As exportações, com dados computados até outubro, somaram 4,1 mil unidades, volume 52,5% superior ao registrado em iguais meses de 2024.
São Paulo – As vendas de veículos seminovos e usados superaram as expectativas para 2025 e atingiram um novo recorde anual, chegando a 18,5 milhões de unidades, avanço de 17,3% na comparação com 2024, segundo os dados da Fenauto. O crescimento foi sobre o antigo recorde registrado em 2024, de 15,7 milhões de vendas.
José Éverton Fernandes, o novo presidente da Fenauto, disse que o recorde conquistado é reflexo da profissionalização do segmento: “Estamos vivendo um momento histórico. Esse recorde é o reflexo de um trabalho intenso para fortalecer a categoria e aumentar a geração de negócios. Estamos colhendo os frutos de um segmento cada vez mais organizado e essencial para o giro da economia brasileira”.
O bom resultado do ano passado foi impulsionado pelas vendas em dezembro, que somaram 1 milhão 774 mil unidades, alta de 20,4% na comparação com idêntico mês de 2024 e expansão de 19,1% com relação a novembro.
Expectativa para 2026
Fernandes disse que, apesar de 2026 ser um ano atípico por causa da Copa do Mundo e das eleições, a projeção da Fenauto é positiva, com a meta de manter o ritmo de crescimento:
“Sabemos que 2026 trará desafios importantes devido ao cenário político e aos eventos esportivos, que costumam alterar o comportamento de consumo. No entanto a confiança do segmento e a maturidade que alcançamos nos dão a segurança de que continuaremos em uma trajetória de bons resultados”.
São Paulo – A Stellantis superou a marca de 1 milhão de veículos comercializados na América do Sul em 2025 o que, segundo a companhia, a torna a primeira a conseguir o feito. Garantiu também a liderança na região pelo quinto ano consecutivo. A Stellantis encerrou os doze meses com 22,6% de participação na região, com a Fiat sendo a marca mais vendida e a Strada o veículo mais comercializado.
Considerando o segmento de veículos comerciais leves a companhia liderou com fatia de 31% e mais de 300 mil unidades vendidas.
No Brasil quase um terço do mercado é da Stellantis
No mercado brasileiro a companhia emplacou mais de 750 mil veículos no ano passado, o que garantiu 29,3% das vendas totais. O resultado foi impulsionado por lançamentos e pela chegada da Leapmotor, que em dois meses comercializou 1,2 mil unidades.
A Stellantis prepara o lançamento de dezesseis novos modelos e atualizações em 2026, incluindo os inéditos Jeep Avenger, Ram Dakota e um novo hatch da Fiat, além de seis veículos equipados com a tecnologia Bio Hybrid.
São Paulo – A BYD montou 18 mil veículos na sua fábrica instalada em Camaçari, BA, de 9 de outubro, início das operações, a 20 de dezembro, quando entrou em férias coletivas. A retomada começou na quinta-feira, 8, com os modelos Dolphin Mini, King e Song Pro.
Para 2026, segundo o vice-presidente e chefe comercial de vendas e marketing, Alexandre Baldy, a meta é expandir o volume de produção e os processos, iniciando o trabalho de soldagem, estamparia e pintura no Brasil, incorporando também mais fornecedores locais: “Em 2026, a produção de Camaçari será mais uma vez decisiva para que a BYD continue a ser competitiva em termos de preços frente à concorrência, após o fim dos incentivos tarifários às importações”.
Atualmente a fábrica na Bahia conta com 2 mil funcionários, quinhentos a mais do que quando iniciou a operação. A expectativa da BYD é de chegar a 5 mil até dezembro.
São Paulo – A MG Motor, marca centenária de origem britânica pertencente ao grupo chinês SAIC Motor, que iniciou operação no Brasil em outubro, anunciou que a partir de agora faz parte da ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico.
Com portfólio 100% elétrico no País a empresa escolheu três modelos para sua estreia: o esportivo Cyberster, o hatchback MG4 e o SUV MGS5. Durante o Salão do Automóvel de São Paulo apresentou outras três versões deles. Iniciou a operação local com dez concessionárias e, até o fim deste ano, o plano é chegar a setenta lojas.
Segundo a MG Motor ao longo de 2025 foram comercializados na Europa 300 mil veículos, quase 30% a mais do que no ano anterior, recorde para a marca.
São Paulo – O bom desempenho de dezembro, com 266,8 mil licenciamentos de veículos leves, garantiu o crescimento de 2,4% no acumulado com relação ao ano anterior, somando 2 milhões 547 mil automóveis e comerciais leves licenciados. Os números foram divulgados pela K.Lume Consultoria.
O último mês foi o melhor em vendas de 2025. Teve desempenho 17,7% superior a novembro e 9,3% maior do que dezembro de 2024, segundo a consultoria. A média diária foi de 12 mil unidades. As vendas foram divididas em 210,8 mil carros e 56 mil veículos comerciais.
De acordo com a K.LUme o segmento de luxo avançou 6,6%, somando 54,6 mil unidades, e representou 2,1% do mercado. Marcas chinesas registraram 244,5 mil unidades emplacadas, 44% acima do registrado em 2024. Foram dez entrantes no ano passado.
Os dados oficiais de emplacamentos serão divulgados pela Fenabrave na terça-feira, 13, com cobertura completa da Agência AutoData.
São Paulo – À essa época, em 2024, estávamos mais confiantes com 2025. O desempenho do mercado realmente ficou abaixo do esperado há doze meses, tanto que Fenabrave e Anfavea precisaram revisar suas projeções para baixo e, talvez, ainda errem.
De toda forma, diante de todos os desafios que surgiram nos últimos meses, como o tarifaço de Donald Trump e a escalada da taxa de juros, para ficar em dois temas que dominaram o noticiário automotivo este ano, é possível considerar esta andada de lado do mercado brasileiro algo positivo. Até mesmo a derrapada dos caminhões, com queda próxima a 9%, não pode ser considerada um desastre, com mais um ano acima das 100 mil unidades.
Calejados com o andar de 2025 executivos do setor adotam cautela maior ao projetar 2026. Ninguém espera crescimento forte, alguns falam em mais um ano de estabilidade, ou alta de no máximo 3%. A taxa Selic seguirá neste exorbitante patamar de 15% por mais alguns meses, conforme indicou o Copom em seu último relatório. Efeitos positivos no mercado, portanto, só para mais adiante do segundo semestre.
O que podemos projetar com mais clareza é que em 2026 AutoData mais uma vez será o local certo para buscar informação e conhecimento sobre o mercado automotivo nacional e internacional. Diariamente, na Agência AutoData, mensalmente, na revista AutoData, e em nossos seminários, congressos e programas em vídeo no canal do YouTube.
Neste ano foram publicadas 1,8 mil notícias no portal, que recebeu quase 2 milhões de acessos. Nosso reconhecido jornalismo gerou, ainda, mais de 1 mil páginas da revista AutoData, além de onze entrevistas From the Top e doze edições do programa Linha de Montagem. Mais de 1 mil pessoas acompanharam nossos workshops de Caminhões, Ônibus e Automóveis, os Congressos Latino-americano, Perspectivas, Revisão das Perspectivas e Megatendências.
Agora chegou a hora de estacionar e recarregar as baterias. Entramos no recesso de final de ano e retornamos em 8 de janeiro.
No universo da mobilidade, poucas empresas genuinamente brasileiras conseguem ostentar um centro de engenharia avançada com atuação global. A Frasle Mobility é uma das exceções — e o Movetech, em especial, desponta como um caso à parte. O que começou há mais de meio século como um setor dedicado à criação de novos produtos tornou-se, ao longo das últimas décadas, o maior polo de engenharia de materiais de fricção do hemisfério sul. Hoje, o Movetech é referência para montadoras, aftermarket e parceiros tecnológicos espalhados pelo mundo.
À frente dessa engrenagem está Luciano Matozo, diretor de Engenharia, Inovação e Vendas OEM, que resume o espírito da área: “Movetech é onde transformamos conhecimento em soluções reais para a mobilidade global”. A fala não é exagero. São mais de 160 profissionais altamente especializados, distribuídos entre Brasil, EUA, México, Europa, Índia e China, trabalhando de maneira integrada na criação de novas formulações, componentes e tecnologias.
O centro opera a partir de estruturas instaladas junto aos parques fabris espalhados pelo mundo, conectando equipes, laboratórios e processos em uma só malha. Além do Brasil, outros 4 laboratórios compõem o coração técnico do Movetech, equipados com ferramentas avançadas de simulação, testes e análise de materiais. Cada projeto nasce desse ecossistema e segue um fluxo colaborativo com outras áreas da companhia, garantindo agilidade e aplicação prática.
A expansão da atuação também redesenha o papel da engenharia na empresa. O que antes era focado exclusivamente em fricção, hoje abrange discos de freio, compósitos estruturais, componentes hidráulicos, polímeros e soluções completas para sistemas automotivos. A proximidade com clientes é outra peça central dessa evolução: o Movetech desenvolve projetos sob medida, fortalecendo parcerias de décadas com as maiores montadoras do mundo.
Esse avanço ganha ainda mais peso quando colocado em perspectiva com desafios internacionais. Um exemplo emblemático é o desenvolvimento de soluções voltadas para a futura norma Euro 7, que redefine os limites de emissão e passa, pela primeira vez, a considerar particulados gerados pelos sistemas de freio. Antecipando a demanda, a Frasle Mobility intensificou pesquisas em novas formulações, nanotecnologia e processos sustentáveis. Em 2025, a infraestrutura ganha um reforço crucial: um dinamômetro específico para medição de partículas, instalado em Caxias do Sul, ampliando a capacidade de testar, comprovar e acelerar soluções para o mercado global.
O compromisso com sustentabilidade não é novidade para a companhia. Nos anos 1990, muito antes da legislação brasileira proibir o amianto, a empresa já havia eliminado o material de sua cadeia. Mais recentemente, adotou a retirada do cobre metálico de pastilhas comerciais — movimento iniciado nos EUA e que deve se tornar padrão internacional.
Entre os produtos que materializam essa cultura tecnológica e de inovação, uma vitrine se destaca: a linha Fras-le Ceramaxx, desenvolvida nos laboratórios do Movetech. Trata-se de uma família de pastilhas de cerâmica destinada a veículos que exigem frenagens de alta precisão, com conforto e durabilidade superiores. A tecnologia inclui placa antirruído multicamada, rasgo central para limpeza e plaqueta metálica padrão OEM com pintura eletrostática. São mais de 200 aplicações voltadas a modelos premium — e um exemplo direto de como o conhecimento acumulado se transforma em soluções de alto desempenho.
Da criação de materiais à cooperação com o Instituto Hercílio Randon (IHR) e o Centro Tecnológico Randon (CTR), o Movetech reforça sua função estratégica dentro da Frasle Mobility: ser o propulsor de inovação capaz de conectar pesquisa, engenharia e mercado. Um legado de mais de 50 anos, que segue se renovando e ampliando fronteiras.
Ao concluirmos mais um ciclo, registramos com orgulho e senso de responsabilidade a trajetória construída ao longo de 2025. Este foi um ano marcado por desafios relevantes, decisões estratégicas e avanços consistentes, possíveis graças ao compromisso de toda a cadeia automotiva brasileira — um setor que se mantém resiliente, em evolução constante e preparado para atender às demandas de um ambiente competitivo e dinâmico.
A WHB Automotive expressa seu reconhecimento a cada cliente, parceiro e fornecedor que contribuiu para mais um período de resultados sólidos. O alinhamento em torno de qualidade, eficiência e competitividade permitiu que novos projetos fossem viabilizados, processos fossem aperfeiçoados e entregas fossem realizadas com excelência. Reforçamos a convicção de que o futuro da mobilidade se desenvolve por meio da colaboração estratégica, da inovação contínua e de uma visão de longo prazo.
Agradecemos, de forma especial, aos nossos colaboradores — profissionais que sustentam diariamente os padrões de desempenho e confiabilidade que caracterizam a WHB. Sua competência técnica, disciplina operacional e dedicação à melhoria contínua foram determinantes para superarmos desafios, acelerarmos ganhos de produtividade e consolidarmos bases importantes para o crescimento sustentável.
À medida que avançamos para um novo ano, renovamos nosso compromisso com investimentos em tecnologia, governança, eficiência industrial e desenvolvimento de pessoas. Estamos preparados para expandir oportunidades, fortalecer relações com o mercado e contribuir, de maneira ainda mais efetiva, para um setor automotivo vibrante, inovador e alinhado às exigências globais de competitividade e sustentabilidade.
A todas as pessoas e organizações que fazem parte da nossa trajetória, registramos nossa sincera gratidão. Que 2026 seja um período de novas conquistas, projetos relevantes, parcerias fortalecidas e avanços que impulsionem todo o ecossistema da mobilidade.
São Paulo – O ano termina com muitas notícias sobre fabricantes chineses que estão se estabelecendo no País e a revista AutoData de dezembro traz uma série de reportagens sobre o assunto, relatando os passos da Renault com a Geely, da Caoa com a Changan e Chery, da Stellantis com a Leapmotor, do novo polo da Comexport no Ceará para montar modelos da GM-SAIC, do início da linha da GWM em Iracemápolis, SP, e a inauguração da operação da JAC Caminhões no Brasil.
A revista também cobriu a volta do Salão do Automóvel, que após sete anos de ausência voltou a ser realizado e retornou ao seu antigo palco, o Anhembi. O retorno foi em formato econômico, com estandes menores, ausência de fabricantes tradicionais e muitas marcas chinesas que ocuparam metade dos estandes de fabricantes de automóveis no evento.
Já a Toyota está superando a destruição de sua fábrica de motores de Porto Feliz, SP, e conseguiu abrir as vendas do Yaris Cross ainda este ano. As entregas começam só em fevereiro, com motorização a combustão e híbrida importada do Japão, mas a fabricante já mostrou todas as características do carro, que também figuram nas páginas de AutoData deste mês.
Na entrevista mensal From The Top – que também pode ser assistida no canal de AutoData no Youtube – conversamos com Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil, que conta como serão os próximos passos das agora sócias no País, com investimento conjunto de R$ 3,8 bilhões.
Esta edição também traz a cobertura completa de todas as apresentações e de todos os debates do Congresso AutoData Perspectivas e Tendências 2026, que abre os horizontes do novo ano que se aproxima em mais alguns dias.
Com estas e outras reportagens entregamos a você leituras que mostram os mais recentes movimentos da indústria automotiva, que podem ser acessados on-line (aqui) ou baixados em arquivo PDF (aqui).
Assim encerramos nossos trabalhos de 2025, não sem antes agradecer os leitores, aos quais dedicamos nosso empenho ao longo de onze edições a cada ano. A próxima edição sai fevereiro, um curto intervalo pelo muito que teremos a relatar em 2026. Um ótimo ano a todos.