Penso, logo ajo

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30/10/2019

Uma vez que a ciência proporcionou aos veículos capacidades extraordinárias como “ver” (por meio de câmeras, radares e sensores) e “pensar” (valendo-se de supercomputadores) nada mais natural que eles também sejam capazes de agir. Assim, a tecnologia automotiva poderia até fazer um trocadilho com a célebre frase do filósofo René Descartes, de “penso, logo existo” para penso, logo ajo.

 

Nos mais recentes lançamentos de caminhões no País, montadoras preconizam que seus veículos são suficientemente inteligentes a ponto de interpretar a topografia e demais condições da estrada para executar automaticamente as trocas de marchas oferecendo uma condução mais eficiente, segura, econômica e ambientalmente correta.

 

A inteligência embarcada nos novos caminhões também detecta e entende situações de risco, alerta o motorista em tempo hábil e, caso nenhuma providência seja tomada, o computador de bordo assume o controle e envia sinais para mecanismos inteligentes que, independente da vontade do motorista, assumem a responsabilidade de reduzir marchas, frear moderada ou bruscamente e até, se for necessário, desviar de obstáculos.

 

O objetivo primordial é oferecer à humanidade mobilidade com zero acidente e zero emissão. A ideia é, gradual e inteligentemente, delegar às máquinas a responsabilidade pela condução segura dos veículos. E, por meio da eletrificação, zerar a emissão de CO2.

 

Para isso já são desenvolvidas tecnologias automotivas que contemplam os três principais verbos da mobilidade do futuro: ver, pensar e agir. Verbos que são a base de desenvolvimento das tecnologias ZF na atualidade, e que, na sua concepção, são levadas a executar à risca suas funções.

 

Mas alguém tem que colocar a “mão na massa”. O resultado se reflete em diversos sistemas mecânicos inteligentes e integrados que permitem transmitir ou reduzir a força dos motores por meio dos sistemas de transmissões, conduzir e frear o veículo, além de entregar conforto e estabilidade por meio dos eixos, da suspensão e de vários outros componentes.  

 

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O Innovation Truck da ZF é um exemplo notável de como a alta tecnologia pode permitir que veículos possam tomar decisões por conta própria. Esse caminhão é capaz de enxergar e entender diferentes situações, tanto de trabalho como de risco e executar, de maneira autônoma, as manobras necessárias, sempre prezando a segurança. O ato de desviar, reduzir a velocidade, parar ou mesmo acelerar dentro de ambientes controlados como, por exemplo, terminais de carga, são atributos dos imprescindíveis sistemas mecânicos controlados por centrais eletrônicas inteligentes.

 

Muitos desses avançados sistemas, inclusive, já estão disponíveis ao mercado brasileiro. A moderna transmissão TraXon (a mesma que equipa o Innovation Truck) interpreta as condições de rodagem e sabe qual a marcha correta para cada diferente situação. Ela conversa com o sistema de GPS para saber com antecedência qual ação deve ser tomada, levando em consideração a topografia e rota que vem pela frente. Se os veículos de hoje em dia são capazes de ver e pensar, logo também são capazes de agir!