AutoData - Apenas Ford, Hyundai e DAF têm o que comemorar nos caminhões
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08/09/2015

Apenas Ford, Hyundai e DAF têm o que comemorar nos caminhões

Por Marcos Rozen

- 08/09/2015

No mercado brasileiro de caminhões até julho são poucas as fabricantes que têm o que comemorar, mas há, sim, estes casos, que valem para Ford, Hyundai e DAF. A primeira caiu bem menos que a média de mercado e assim ganhou preciosos pontos de participação, enquanto as duas últimas, ainda que com volumes muito menores, registram volumes de mais que o dobro do ano passado.

A Ford vendeu no acumulado dos sete primeiros meses do ano 8,3 mil caminhões, ajudada em muito pelo retorno da Série F. Como no mesmo intervalo do ano passado foram 10,3 mil, sua queda é da ordem de 19% – resultado bem melhor que a média do mercado, em retração de 43%. Desta forma saltou de 13,4% para 19,1% de fatia das vendas totais, solidificando seu retorno à terceira posição do ranking.

O avanço da Hyundai, focada em leves, é notável: nada menos do que 445%, ou de 150 unidades vendidas há um ano para oitocentos neste. Sua participação foi de 0,2% para 2%, de longe o maior avanço do ranking em 2015.

E a DAF mais que dobrou seu volume: saiu de cem para mais de duzentos, ou de 0,1% do mercado para 0,5%, ultrapassando Agrale e International e abocanhando assim a oitava posição.

Já MAN e Mercedes-Benz obtiveram resultados timidamente melhores que a média: a líder caiu 41,4% e a vice-líder 42,8%, mantendo suas posições. Mas a disputa está acirrada e a diferença em fatia é de apenas um ponto porcentual, equivalente a pouco mais de quatrocentos caminhões em volume.

Situação mais crítica continua sendo a das fabricantes centradas no segmento de pesados: a Volvo, quarta, vê resultado 55% menor e a Scania, quinta, ainda mais, 63%. Por sua vez a Iveco, com linha mais abrangente, também está relativamente em linha com a média, em sexto com retração de 46,7%.

Dramática é a situação da International, agora a lanterna do ranking, com diminuição de 94,2% nos negócios, ou apenas 50 caminhões vendidos em todo o ano ante 868 de janeiro a julho de 2014. Já a Agrale, uma posição à frente, vê índice um pouco melhor que a média, em baixa de 32%.

ÔNIBUS – Nos chassis de ônibus quem ainda pode considerar 2015 como um ano relativamente bom é a líder Mercedes-Benz, que registra negócios 15% menores, porcentual bem mais interessante que a média de mercado, em baixa de 28,6%. Com isso a marca da estrela de três pontas domina nada menos do que 51% do total das vendas.

Mas as duas únicas com índices no azul são Iveco, com relevantes 106,5% de aumento na comercialização, saltando de 385 unidades no acumulado dos sete primeiros meses de 2014 para quase oitocentas neste, o que lhe garantiu salto de 2,5% para 7,2% em participação – saindo da sexta para a quarta colocação, à frente de Volvo e Scania – e International, 16%, de 25 para 29 ônibus.

A vice-líder MAN terminou o período em baixa de quase 43%. A Volvo foi um pouco melhor, em retração próxima a 40%, deixando a maior redução para sua conterrânea Scania, de aproximadamente 74%, passando de 539 chassis em 2014 para apenas 142 neste 2015.


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