Um projeto de lei que tramita em caráter conclusivo nas comissões da Câmara dos Deputados pode reduzir os custos de financiamento de veículos para os consumidores. Aprovado na Comissão de Finanças e Tributação da casa, o PL 632/07 limita o valor cobrado na TAC, Taxa de Abertura de Crédito, a 0,1% do valor do veículo financiado – atualmente essa taxa varia de zero a R$ 10 mil, de acordo com o Banco Central.
De autoria do deputado Lincoln Portela, o projeto também inclui um novo artigo no Código de Defesa do Consumidor: obrigar as revendedoras de veículos, novos e usados, a informar na propaganda, de maneira clara e objetiva, as características do automóvel, preços de vendas à vista e parcelada e, caso haja financiamento, o valor das taxas de juros, da TAC e os impostos incidentes na operação.
O relator, deputado Aelton Freitas, acrescentou ao texto a obrigação de apresentar o valor do CET, Custo Efetivo Total. À Agência Câmara o parlamentar afirmou ser uma medida necessária: “O CET serve de parâmetro para comparação de diferentes ofertas por parte do consumidor. A partir dela que ele pode optar, com maior segurança, pela mais vantajosa”.
Menos burocracia – Outros dois projetos aprovados em Brasília deverão contribuir para reduzir a burocracia que os proprietários de veículos são obrigados a enfrentar. Passou na Comissão de Viação e Transportes um projeto de lei que torna isenta a inspeção veicular obrigatória os automóveis e comerciais leves durante os primeiros três anos de licenciamento. O PL 750/15 altera o Código de Trânsito Brasileiro e recebeu parecer favorável do relator.
Segundo a deputada Clarissa Garotinho, autora do projeto, esses veículos passam por revisões periódicas exigidas pelas montadoras para manter a garantia do automóvel, o que torna desnecessária essas inspeções obrigatórias. O relator, deputado Hugo Leal, afirmou à Agência Câmara que outro ponto avaliado nessas inspeções, a emissão de gases, já é atendido pelo Proconve, o programa de controle de poluição do ar do Ibama.
“O projeto, na medida em que reduz a burocracia com as inspeções anuais de veículos ao longo dos três primeiros anos, contribui para a redução dos custos dos serviços prestados ao usuário, sem comprometer a segurança e o meio ambiente”.
Agora o projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pela Comissão de Constituição de Justiça e de Cidadania.
Esta comissão, por sua vez, aprovou o PL 1920/11, que institui o licenciamento eletrônico para veículos – que agora será enviada ao Senado Federal, caso não haja recurso.
Projeto do deputado Walney Rocha, dispensa a vistoria do veiculo por parte do usuário, cabendo a este apenas cadastrar os dados necessários no site do Detran. Embora dê responsabilidade ao proprietário pela prestação das informações, não estabelece punições para quem informar dados errados.
O deputado afirmou à Agência Câmara que o objetivo é garantir mais celeridade e economia ao processo:
“Há estados que adotam o sistema de vistoria física indiscriminadamente, gerando alto custo aos cofres públicos e grande desperdício de tempo, devido a uma série de burocracias para licenciar um veiculo”.
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