O mês de agosto manteve o desânimo que marca o mercado brasileiro de caminhões em todo 2015. As parcas 5 mil 814 unidades vendidas no mês representaram retração de 46,2% ante as 10,8 mil registradas em agosto de 2014 e de 10,5% na comparação com as 6,5 mil de julho.

Os números foram revelados pela Anfavea na sexta-feira, 4.
No acumulado dos oito primeiros meses do ano foram vendidos no País 49 mil 606 caminhões, retração de 43,5% ante os 87 mil 836 de janeiro a agosto de 2014. Resignado, Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da associação que representa as montadoras, limitou-se a observar que “o índice registrado em agosto foi muito baixo”. Para ele “o momento é bastante difícil e não vemos sinais de mudança nos próximos meses”.
O único segmento que registra volumes positivos no ano é o de semileves, em evolução de 4,5%. Esta, porém, se deve única e exclusivamente ao desempenho da Ford, em evolução de incríveis 16 000%: 1 mil 129 unidades vendidas até agosto ante 7 no mesmo período do ano passado, quando estava fora do segmento. As demais competidoras da faixa, entretanto, amargam retração nos índices.
A maior baixa, entretanto, está na faixa dos pesados, de doídos 60,7%: os 31 mil 463 vendidos até agosto no ano passado se transformaram em somente 12 mil 367 no mesmo intervalo deste 2015.

Um mínimo alento veio das exportações, que na soma dos oito primeiros meses do ano cresceram 9,6%, para 13,5 mil ante 12,3 mil há um ano. Mas em agosto, especificamente, as 1,5 unidades embarcadas representaram queda de 9,8% no comparativo anual e de 16,6% no mensal.
Os números, naturalmente, impactaram a produção de caminhões: até agosto a baixa é de 46,7%, com 53,4 mil ante 100,3 mil há um ano. Agosto não conseguiu melhorar os índices do ano: com 5 mil 80 unidades deixando as fábricas, viu resultado 57,6% menor do que aquele registrado no mesmo mês do ano passado, 12 mil, e 24,2% abaixo daquele de julho, 6,7 mil.

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