Os atrasos nos pagamentos de financiamentos de veículos mantiveram em outubro o nível de 4% registrado um mês antes, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil na sexta-feira, 27. Foi o segundo mês em que a inadimplência manteve esse patamar, após nove meses consecutivos estacionada em 3,9%.
Comparado com outubro do ano passado, quando o índice registrou 4,2%, houve recuo de 0,2 ponto porcentual.
De acordo com o BC a inadimplência geral fechou outubro em 3,2%, com elevação de 0,1 ponto porcentual com relação a setembro e de 0,2 ponto porcentual na comparação com o mesmo mês do ano passado. À Agência Brasil o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, afirmou que a expectativa da instituição é de aumento na inadimplência, por causa da retração da economia, aumento do desemprego e redução da renda.
“É esperado algum crescimento da inadimplência de acordo com o ciclo econômico”, disse à Agência Brasil, acrescentando que a greve dos bancários em outubro também influenciou os dados da inadimplência, pois os clientes tiveram mais dificuldades para renegociar dívidas durante a paralisação.
No crédito às famílias a inadimplência subiu para 4,1%, um aumento de 0,2 ponto porcentual com relação a um mês antes, enquanto no crédito às empresas houve incremento de 0,1 ponto porcentual, para 2,5%.

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