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14/06/2016

Participação dos consórcios no crédito automotivo cresce 5 pontos em um ano

Por Redação AutoData

- 14/06/2016

O segmento de consórcios registrou salto de 5 pontos porcentuais na participação total em financiamentos para veículos – leves, pesados, motocicletas, implementos e máquinas agrícolas – no primeiro trimestre de 2016 ante mesmo período de 2015, de acordo com dados da Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio, revelados na quarta-feira, 11.

No acumulado de janeiro a março deste ano os consórcios responderam por 31% dos créditos totais concedidos em financiamentos de veículos, que contempla ainda linhas como CDC e leasing, com R$ 8,6 bilhões. No mesmo período do ano passado o índice fora de 26%, com R$ 8,4 bilhões.

O volume de participantes ativos se manteve estável no comparativo anual, com 6,2 milhões. Mas as vendas de novas cotas caíram 14,5%, para  456,8 mil. Também caiu o volume de créditos comercializados, em 22,4%, para a R$ 11,7 bilhões, e as contemplações viram redução de 2,2%, para 328,7 mil.

Por segmento os veículos leves, soma de automóveis e comerciais leves, a participação potencial das contemplações nas vendas ao mercado interno chegou próxima a 35% no primeiro trimestre deste ano, em forte avanço de 11 pontos porcentuais na comparação com mesmo período de 2015, segundo a Abac.

Os participantes ativos consolidados cresceram chegaram a 3,2 milhões, crescimento de 6,3% no mesmo comparativo. Mas a venda de novas cotas caiu 8,6%, para 219,3 mil, índice semelhante à redução no tíquete médio, que foi a R$ 39,3 mil. Outros indicadores apresentaram crescimento, como contemplações, em 9%, para 137,3 mil, e o volume de crédito disponível, em 8,6%, a R$ 5,6 bilhões.

Já o segmento de motocicletas – o segundo maior em número de participantes em todo o sistema nacional de consórcios – viu redução em todos os seus indicadores no acumulado dos três primeiros meses deste ano. Os participantes caíram 7%, para 2,7 milhões, o volume de crédito comercializado ficou 44% menor, em R$ 1,8 bilhão, o tíquete médio baixou 31%, para R$ 7,7 milhões, e as contemplações foram 9,2% menores, em 183,4 mil.

E nos pesados, que são os caminhões, ônibus, implementos e máquinas agrícolas, houve aumento de 6,8% nos participantes ativos, para 282 mil, e as contemplações ficaram estáveis em 8,1 mil. As vendas de novas cotas caíram 16,8%, a 8,4 mil, o volume de créditos comercializados foi 22% menor, a R$ 1,2 bilhão, e o tíquete médio baixou 4%, a R$ 153,4 mil.

A Abac fez ainda um estudo específico sobre o segmento de maquinário agrícola. Houve aumento de 16,5% nos consorciados ativos, para 81 mil – ou quase 29% da faixa de pesados. Destes, 53% são pessoas físicas, 40% jurídicas e 7% produtores rurais. O prazo médio é de 113 meses, com 150 meses de máxima e 60 de mínima.

Na utilização dos créditos 40% vai para implementos, 27% para tratores de roda e retroescavadeiras, 22% para colheitadeiras e 11% para cultivadores motorizados.


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