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20/06/2016

Tocha olímpica ajuda a gravar a imagem da Nissan

Por André Barros

- 20/06/2016

Por cada cidade brasileira que passa em seu tour pré-Jogos Olímpicos, a tocha olímpica ajuda a Nissan a cumprir aquela que, atualmente, é uma das suas mais importantes metas no mercado nacional: ganhar notoriedade. Gigante na Ásia, grande e reconhecida na Europa e nos Estados Unidos, a montadora de origem japonesa ainda tem presença tímida no Brasil, onde almeja fechar o atual ano fiscal – que vai de abril a março do ano que vem – com 3% do mercado, porcentual que deverá mantê-la na décima colocação do ranking de automóveis e comerciais leves.

A companhia que investiu recentemente mais de R$ 4 bilhões em sua fábrica em Resende, RJ, sabe que tem potencial para mais. Para Ronaldo Znidarsis, vice-presidente de vendas e marketing da Nissan do Brasil, ainda falta ao brasileiro conhecer melhor a Nissan. “É como diz nosso garoto propaganda, Luciano Huck: quem testa, compra. Precisamos de notoriedade”.

Patrocinar os Jogos Olímpicos e o revezamento da tocha foi um passo para reforçar a imagem da marca. Durante a competição, que ocorrerá em agosto, todos os olhos do mundo estarão voltados para o Rio de Janeiro e, por consequência, para a logomarca e os veículos da Nissan. Mas antes disso todos os brasileiros estão atentos ao revezamento da tocha.

“A exposição está superando as nossas expectativas”, revelou Znidarsis. “Não tanto para vendas, mais para reforço da imagem da marca. Imagine que estamos passando por diversas cidades ainda sem representação comercial da Nissan, que os brasileiros estão vendo o Kicks”.

O Kicks, utilitário esportivo, começará a ser vendido em 5 de agosto, data da abertura dos Jogos Olímpicos. É uma das principais apostas da Nissan para o ano, por competir no segmento do mercado em que a crise passou longe. Mas não a única.

Nos próximos dias chegará ao mercado o Sentra remodelado e, dentro de algumas semanas, o March e o Versa com câmbio CVT. “Neste segmento os modelos com transmissão automática representam cerca de 35% das vendas. Acreditamos que a Nissan terá porcentual acima da média”.

Com o portfólio ampliado a Nissan espera saltar de 2,6% para 3% de participação do mercado, ainda que isso não signifique volumes significativamente mais altos para a companhia – o vice-presidente calcula que o mercado fechará o ano fiscal com 2,3 milhões de unidades vendidas, em linha com o ano fiscal anterior, que se encerrou em março.

“Acreditamos que o mercado seguirá o ritmo atual até outubro, quando começará a se recuperar gradativamente”.

Paralelamente a companhia toca seu programa de exportações, até para justificar os altos investimentos em Resende que não se traduzirão em vendas domésticas no curto prazo. A base exportadora para a América Latina deixará de ser o México, cabendo ao Brasil o novo papel. O Paraguai foi o primeiro destino dos modelos fluminenses e até março, mês a mês, um novo país entrará na rota.

Todos esses investimentos em publicidade, desenvolvimento de novos produtos e projetos novos para Resende comprovam a afirmação que Znidarsis não se cansa de fazer: “A Nissan não está por aqui apenas para o curto prazo. Nosso compromisso independe da situação do mercado”.

Ao contrário: para o executivo a depressão do mercado ajuda a Nissan. “O consumidor fica mais criterioso e abre oportunidade para nossos modelos. Temos qualidade e acreditamos no nosso produto. Passamos por um momento especial no mercado brasileiro”.


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