As vendas de veículos na primeira quinzena de janeiro – até sexta-feira, 13 – atingiram 67,2 mil unidades, volume que, segundo fontes do mercado, sinaliza um resultado próximo ou até mesmo um pouco superior ao do mesmo mês de 2016, quando foram emplacadas 155,3 mil. Se confirmada a previsão, a queda em relação a dezembro será na faixa de 22% a 24%, comportamento normal para este período de virada de ano.
Executivos ligados ao setor de distribuição apostam em um mercado este mês na faixa de 155 mil a 158 mil veículos, enquanto na indústria há quem acredite em resultado até um pouco melhor, na faixa de 160 mil a 165 mil. As vendas diretas continuam tendo peso importante no mercado brasileiro. Dos 67,2 mil veículos emplacados na primeira quinzena deste mês, 35,3 mil foram negociados com pessoas jurídicas, ou seja, uma participação de 52,8%.
Esse índice é bem acima do registrado no fim do ano passado, de 37%, podendo assim não sinalizar uma tendência, mas apenas um movimento atípico neste início de ano. Como disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., à Agência AutoData na semana passada, o aumento da participação das vendas diretas tem mais a ver com a desaceleração do varejo do que com um eventual aquecimento dos negócios com pessoas jurídicas.
Tanto é que houve queda nas vendas diretas de automóveis e comerciais leves em 2016, só que em porcentual bem menor do que o do varejo. Elas totalizaram 678,7 mil unidades, 4,8% a menos do que as 713 mil de 2015. O varejo, por sua vez, despencou 25,95%, baixando de 1,7 milhão para 1,3 milhão de unidades. No total o mercado absorveu 1 milhão 986 mil automóveis e comerciais leves, com queda de 19,8% sobre 2015.
Com relação às projeções para este ano a Fenabrave mostra-se mais pessimista do que a Anfavea. Enquanto a associação que representa as montadoras estima alta de 4% nas vendas de automóveis e comerciais leves, a federação dos concessionários acredita em crescimento de apenas 2,4%, algo em torno de 2 milhões 34 mil unidades.
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