O convênio que a Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, assinou no início de 2016 com a Apex, Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos, com o objetivo de incentivar suas exportações, acabou em fevereiro. A parceria possibilitou que as empresas associadas colocassem em prática estratégias de aproximação com clientes na América Latina.
De acordo com o presidente Alcides Braga estas ações contribuíram para o aumento de 18,9% no volume de exportações no ano passado. Os negócios movimentados por meio dessa parceria significaram US$ 35 milhões.
O convênio implicou investimento de R$ 1 milhão, sendo R$ 700 mil da Apex. A agência atua como fomentadora de negócios internacionais das empresas brasileiras: “No ano passado participamos de missões no Chile, Colômbia e Peru, e também recebemos grupo de compradores em São Paulo”.
O presidente da Anfir disse um novo projeto já foi enviado para aprovação pela Apex. Braga, contudo, está preocupado:
“A situação é preocupante porque não temos condições de afirmar se haverá esta renovação porque o momento ainda é de contenção de gastos do governo”.
A nova parceria proposta pela Anfir prevê investimento de R$ 2 milhões e um contrato de dois anos: R$ 1,3 milhão da Apex e R$ 700 mil das fabricantes de implementos. A verba, segundo ele, será utilizada para dar continuidade às prospecções comerciais na América Latina e na África.
Apesar da descrença Braga disse que assinatura deste novo contrato será importante para que as exportações do segmento sejam superiores às registrada no ano passado, “pois o convênio com a Apex teve a virtude de fazr crescer, de cinco para quinze, o número de empresas exportadoras”.
Em 2016 as empresas associadas embarcaram 4 mil 86 máquinas, e 3 mil 436 no ano anterior.
A Randon Veículos, braço armado de implementos da empresa, foi uma das que participou do convênio. Com longa trajetória em exportações, contabilizou US$ 49,6 milhões em embarques no ano passado.
Mercado interno – No primeiro trimestre deste ano foram emplacadas 11 mil 445 unidades de implementos, queda de 26,82% com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram licenciadas 15 mil 640 unidades. Por setores o recuo foi de 31,09% em chassi sobre reboque – 6 mil 540 emplacamentos – e queda de 20,24% no de reboques e semirreboques.
No entanto a Anfir ainda mantém projeção de crescimento de 10% nas vendas internas para este ano. Alcides Braga acredita que alguns setores da economia estão puxando essa alta, como o de papel e celulose e de mineração.
Braga observou que os leilões de aeroportos, que devem ser iniciados no segundo semestre, também contribuirão para o crescimento, sobretudo nas vendas de implementos tipo betoneira: “Serão realizados com empreiteiras de médio porte, com perfil diferente das tradicionais, e que precisarão comprar novos caminhões”.
Para 2018 a expectativa da Anfir é a de que a taxa TLP, Taxa de Longo Prazo do Finame, que substituirá a atual TJLP, Taxa de Juros a Longo Prazo, traga mais previsibilidade e que isto contribuirá para a geração de novos negócios. Veja aqui. De acordo com Braga o BNDES passará a atuar com taxas mais próximas às do mercado.
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