Toyota optou por não assumir Adefa

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São Paulo – Pelo revezamento tradicional seria da Toyota o executivo a assumir a direção da Adefa, entidade que representa as montadoras na Argentina. Causou estranhamento a ausência de representantes da empresa na reunião-eleição e a votação em profissionais de Volkswagen, Renault e Scania – Hérnan Vázquez, da VW Argentina, foi eleito o presidente.

 

Pelo fato de alguns veículos de comunicação tratarem a decisão como golpe, a Toyota Argentina explicou-se em nota oficial, publicada pelo site local Autoblog. Diz o comunicado:

 

“A Toyota tem uma filosofia de fazer negócios diferente da maioria das empresas automotivas na Argentina. Por esta razão entendemos que não somos os mais adequados para representar os interesses dessa maioria. Manteremos nosso foco em nossa estratégia de longo prazo, focada em aumento na produção e na localização de peças, no aumento das exportações e na busca de novos mercados. Criando mais e melhores empregos de qualidade, oferecendo a melhor opção de produtos e serviços aos nossos clientes e consumidores e gerando valor econômico, social e ambiental para o desenvolvimento sustentável do país”.

 

Reunião – Na quinta-feira, 25, representantes da diretoria da Afefa se reuniram com o ministro da Indústria da Argentina, Dante Sica – Daniel Afione, da Toyota, esteve presente. Em comunicado, a Adefa explicou que a pauta era traçar um diagnóstico da situação do setor, os próximos passos do Plano 1 Milhão e os novos compromissos internacionais.

 

O presidente Vázquez destacou a relevância do encontro e a necessidade de trabalhar em conjunto para buscar mecanismos que minimizem o impacto das medidas adotadas pelo governo que afetam o setor. “Repassamos a situação e a projeção do setor e a necessidade de continuar o caminho do diálogo”.

 

Devido à crise na indústria argentina, uma decisão de impacto foi anunciada há algumas semanas: o Salão do Automóvel de Buenos Aires do ano que vem foi cancelado. Não é, porém, a primeira vez: em 2005 e 2009 o evento também não ocorreu com o mesmo argumento de dificuldades econômicas. 

 

Foto: Divulgação.