AutoData - Rede desde 1917
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02/03/2015

Rede desde 1917

Por Fiorella Fatio

- 02/03/2015

Se o primeiro veículo montado pela General Motors brasileira ganhou as ruas somente na segunda metade da década de 20, a marca Chevrolet já era conhecida por aqui anos antes. Isso graças a alguns pioneiros que, no transcorrer dos anos 10, já enxergavam na venda de automóveis no Brasil um mercado promissor.

Falar de revendedores Chevrolet é, portanto, voltar necessariamente àquela década, quase cem nos atrás, quando os primeiros veículos da marca começaram a desembarcar nos portos por iniciativa de alguns deles.

Pode-se dizer que a marca Chevrolet foi lançada aqui pela Mestre e Blatgé, empresa que em 1917, sob o comando do francês Luiz La Saigne, trouxe dos Estados Unidos modelos Buick e Cadillac, além dos primeiros Chevrolet.

Talvez por isso, apenas quatro meses depois da constituição da GMB, a Mestre e Blatgé teve nomeada sua primeira concessionária Chevrolet, então com o novo nome Mesbla Veículos, grupo que ampliou seu leque de atuação e fez história na economia brasileira.

Naquele mesmo ano mais três concessionárias foram nomeadas pela GMB: Chevel, em Minas Gerais, Casa Dico, no Rio Grande do Sul e, em São Paulo, a Felício Vigorito, até hoje uma das maiores do Brasil. Era o início da Rede Chevrolet, hoje universo de 595 pontos de vendas administrados, em sua maioria, por 179 grupos.

Espalhados por todo o País, foi por meio deles que a Chevrolet obteve a liderança das vendas no varejo – efetuadas a pessoas físicas – nos últimos dois anos: deteve 18,2% de participação em 2013 e 17,3% em 2014.

QUASE CEM – Essa trajetória de quase cem anos, contudo, não encadeia somente tempos de glória. Dificuldades, ora pelo mercado interno depressivo ora pela conjuntura econômica mundial, impuseram desafios ao negócio de automóveis em vários períodos, em especial depois de 1968, ano de lançamento do Opala, quando se deu o primeiro grande crescimento da rede.

Ações conjuntas e estratégias definidas em conjunto com a GMB foram fundamentais para superá-los.

Em 1990, por exemplo, o Plano Collor colocou o comércio de automóveis em risco poucas vezes visto. GMB e a Abrac, a Associação Brasileira de Concessionárias Chevrolet, fundada em 1977, montaram rapidamente mecanismo que garantiu capital de giro para a rede, ação pioneira rapidamente copiada pelas demais fabricantes e associações de marca.

Até aquele momento e ainda por alguns anos o modelo de negócio das revendas apoiava-se muito mais sobre o faturamento de veículos novos, sem administração da equação rentabilidade X custo operacional. Predominavam altos investimentos em edificações, lojas enormes e elevados custos de manutenção dessas estruturas.

Esse tipo de gestão cobrou seu preço nos anos seguintes e muitas concessionárias, pressionadas pelo caixa deficitário, fecharam suas portas ou estiveram na iminência disso. Novamente a GMB trabalhou em conjunto por uma saída, criando grupo de trabalho específico para aprimorar o modelo de negócio dos revendedores. Com auxílio de empresa especializada em gestão, foram identificadas várias alternativas, com claro incentivo a áreas como pós-vendas, seminovos e F&I, hoje ainda mais fundamentais.

Assim como na década de 90, os primeiros anos do século 21 têm sido tempo de adequações, sobretudo de profissionalização do negócio da distribuição, lembra Jorge Khalil, atual presidente da Abrac. Os resultados dessas mudanças são palpáveis, e saborosos, como atestam os números de vendas dos últimos dois anos.


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