Em mais uma iniciativa para tentar estimular o uso de híbridos e elétricos, a prefeitura de São Paulo anunciou na segunda-feira, 14, que este tipo de veículo está isento do rodízio municipal – que restringe a circulação no centro expandido nos horários de pico da manhã e da tarde uma vez por semana, de acordo com o número final da placa.
De acordo com os cálculos da prefeitura, entretanto, há apenas 387 unidades de veículos híbridos e elétricos emplacadas no município – serão apenas estes, portanto, que terão direito à isenção neste momento.
Há algumas semanas o município abriu mão de sua parcela de direito no IPVA, de 50%, para veículos híbridos e elétricos, desconto que será repassado aos proprietários.
De acordo com o prefeito, Fernando Haddad, o objetivo dos estímulos é propiciar aumento do interesse do consumidor por este tipo de veículo, menos poluente, e portanto a frota. “Nós queremos que ela se expanda, pois infelizmente ela ainda é muito pequena. Queremos que carros elétricos baratos sejam produzidos no Brasil e estamos dando condições e benefícios para que isso ocorra.”
Para Ricardo Guggisberg, presidente executivo da ABVE-Associação Brasileira do Veículo Elétrico, em comunicado, a iniciativa “é um grande avanço no sentido de tornar esta tecnologia mais atrativa para os consumidores”.
Ele complementou considerando que “a liberação dos veículos híbridos e elétricos não afetará o trânsito, mas sim a tendência de se adquirir um segundo carro, geralmente mais velho e poluente, para driblar o rodízio”.
Haddad ainda afirmou que não pretende reiniciar na cidade o programa de inspeção veicular, afirmando que boa parte dos proprietários passou a emplacar seus veículos em cidades do entorno da Grande São Paulo para driblar a obrigatoriedade. Com isso o município perdeu receita de IPVA e não viu melhorias na qualidade do ar, argumentou. A solução, segundo o prefeito, seria instituir a inspeção em todo o Estado.
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