AutoData - Termina greve nas fábricas do Grupo Antolin
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06/01/2016

Termina greve nas fábricas do Grupo Antolin

Por Redação AutoData

- 06/01/2016

A greve em duas fábricas do Grupo Antolin em Caçapava, no Vale do Paraíba, Interior de São Paulo, a Intertrim e Trimtec, terminou. Os trabalhadores retornaram às suas funções na segunda-feira, 30.

Com isso deve retornar aos poucos à normalidade a produção nas duas fábricas da Toyota, Indaiatuba e Sorocaba, SP, GM em Gravataí, RS, Volkswagen em Taubaté, SP, Renault em São José dos Pinhais, PR, e Ford em São Bernardo do Campo, por falta do forro de teto da Intertrim, e Hyundai em Piracicaba, SP, sem entregas de acabamento plástico interno da coluna da Trimtec.

Segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos a paralisação terminou com o aceite da empresa em pagar reajuste de 11% para salários de até R$ 2,5 mil – acima desse valor será aplicado 10,33% –, abono de R$ 1,4 mil, vale-alimentação de R$ 200, estabilidade no emprego de 100 dias e reversão de 19 demissões ocorridas durante a greve.

Pelo acordo aprovado, ainda segundo o sindicato, os trabalhadores compensarão metade dos dias parados e os salários serão pagos na íntegra. Ao todo são pouco mais de setecentos funcionários nas duas fábricas, instaladas no mesmo complexo.

O movimento envolveu uma forte disputa sindical. O Sindicato dos Metalúrgicos da região, afiliado à Conlutas, quer representar os trabalhadores, hoje alocados no Sindicato dos Têxteis local, ligado à Força Sindical – a alegação é que a empresa produz autopeças e o sindicato argumenta que a paralisação de diversas montadoras por conta da greve é prova disso. A direção da empresa já havia negociado reajuste de 10,33% com os têxteis, mas o sindicato dos metalúrgicos interveio, tentando chegar aos 11%, algo negado inicialmente pela direção da empresa e origem paralisação.

A Justiça do Trabalho da região decidiu que o caso deveria ser analisado por um colegiado, o que deverá ocorrer apenas na segunda semana da dezembro – e daí temor das fabricantes de veículos que o movimento se estendesse até lá.

Durante a paralisação houve troca de acusações: a empresa alegava que os metalúrgicos estavam acampados em local privado e que impediam a entrada daqueles que queriam trabalhar. A Antolin chegou a utilizar pessoal da área administrativa para rodar a produção em 30%, mas a prática foi cancelada a pedido do Ministério do Trabalho. Já o Sindicato afirma que um grupo de pessoas ligado à Força Sindical tentou agredir os funcionários, obrigando-os a voltar ao trabalho.

 


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