O primeiro motor foi produzido em 15 de fevereiro, mas ficou reservada à terça-feira, 10 de maio, a data oficial de inauguração da primeira fábrica de motores da Toyota no hemisfério Sul, em Porto Feliz, Interior paulista, fruto de investimento de R$ 580 milhões.
O projeto de construção da planta foi anunciado em agosto 2012, na inauguração da unidade de Sorocaba, e a pedra fundamental assentada em fevereiro de 2014. Até este fevereiro todos os motores que equipavam os automóveis Toyota fabricados no Brasil eram importados do Japão.
De lá saem os motores 1.3 e 1.5 que equipam a linha Etios, em versão flex para o mercado interno e gasolina para os de exportação como Argentina, Paraguai e Uruguai. Para Steve St. Angelo, CEO da Toyota para América Latina e Caribe, a unidade pode ser considerada a mais moderna e flexível do gênero da montadora em todo o mundo.
Flexibilidade, aliás, foi característica da fábrica repetida largamente por diversos executivos da fabricante nos discursos durante a cerimônia de inauguração, que contou com a presença também do Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e Margarete Gandini, diretora do MDIC. Mas apesar deste propagado formato flexível a produção ali dos motores 1.8 e 2.0 do Corolla é plano por enquanto suspenso, vez que St. Angelo alega que este precisa “fazer sentido economicamente”.
São 320 funcionários – cerca de metade vinda da unidade de São Bernardo do Campo – trabalhando em dois turnos. A capacidade é de 108 mil unidades/ano, expandida durante as obras, vez que o projeto original previa 70 mil/ano, que de qualquer forma deverá ser o volume inicial.
A fábrica de Porto Feliz, que fica praticamente no meio de caminho entre Sorocaba e Indaiatuba, onde estão as duas fábricas de automóveis da montadora no País, ajudará em muito a Toyota a atingir as metas de eficiência energética do Inovar-Auto: segundo a representante do MDIC o motor nacional do Etios evoluiu 9% neste quesito ante a versão anterior importada.
Um dos destaques da fábrica é um conceito unificado de produção: as etapas de fundição, usinagem e montagem final trabalham quase que lado a lado, facilitando a operação produtiva como um todo. O nível de automação é claramente elevado, ainda que a fabricante não divulgue dados específicos a respeito.
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