O Grupo Volvo na América Latina tem novo presidente oficialmente a partir de primeiro de julho: Wilson Lirmann substitui a Carlos Morassutti, primeiro brasileiro que ocupar o cargo depois que sueco Claes Nilson, retornou para a Europa no fim do ano passado. Com 46 anos, Lirmann é o mais novo executivo a comandar a operação latino-americana da Volvo.
O executivo conhece bem o conglomerado sueco. Ele trabalha na companhia há 21 anos e vinha dirigindo o Grupo Lapônia, a rede de oito concessionárias de caminhões e ônibus da marca em São Paulo. Antes, porém, passou por diversas funções, desde serviços e outras soluções de transporte, passando por suporte técnico e garantia, até no planejamento de produto e no pós-venda.
Graduado em engenharia mecânica pela UFPR, Universidade Federal do Paraná, com MBA em administração estratégica pela Universidade Positivo, iniciou sua carreira na fábrica da Volvo em Curitiba como estagiário em 1990, onde permaneceu por dois anos. Depois de breve passagem por empresa do setor florestal, voltou para o Grupo Volvo em 1995 para trabalhar como engenheiro de qualidade do produto. Atuou também internacionalmente, assumindo em duas ocasiões posições de chefia na Suécia, onde passou cinco anos.
“É uma grande responsabilidade assumir uma empresa do porte da Volvo na América Latina. Mas venho me preparando durante toda minha profissional para me aperfeiçoar e assumir novas posições”, afirma o novo presidente,paranaense de Telêmaco Borba.
Lirmann assume a presidência do Grupo Volvo Latin America num dos mais difíceis momentos do setor de transportes comerciais, com uma grande redução do volume de vendas nos últimos dois anos.
O recuo nas vendas internas de caminhões foi de 31,2% de janeiro a maio, enquanto no segmento de ônibus bateu em 42,8%. Já a Volvo registra, no período, respectivamente, quedas de 29,8% e 49%. “É um enorme desafio. Mas estou confiante que a situação econômica do Brasil, o maior mercado da América Latina, gradativamente vai melhorar”, afimra Lirmann.
Para ele, a conjuntura brasileira atual é de austeridade para toda a cadeia de transporte. “É fundamental mantermos uma mentalidade enxuta, focando nossos recursos nas prioridades corretas e trabalharmos com o máximo de eficiência para atender o transportador com agilidade, qualidade e transparência. Temos uma marca forte e a melhor linha de produtos e soluções do mercado. Este momento mais agudo vai passar”, conclui.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias