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04/07/2016

Negócios da Bosch chegam a R$ 6 bilhões na América Latina

Por Redação AutoData

- 04/07/2016

Desnecessário afirmar  que o mercado automotivo brasileiro não tem ajudado muito, para não dizer atrapalhado bastante, o desempenho das operações de empresas do setor automotivo na América Latina nos últimos dois anos. Mesmo assim há quem comemore o resultado regional no ano passado. É o caso Bosch, que, segundo declara em nota oficial, “cresceu mais do que o esperado na América Latina em 2015”, “apesar do desenvolvimento econômico desfavorável na região”.

As vendas líquidas totais do Grupo Bosch, incluindo as exportações e as vendas das empresas coligadas, cresceram em torno de 6,6%, atingindo cerca de R$ 6 bilhões. Bem pouco dessa evolução a creditar ao setor automotivo, a julgar pela declaração de  Besaliel Botelho, presidente do conglomerado na América Latina:

“Os negócios nos setores de bens de consumo, energia e tecnologia predial e tecnologia industrial apresentam boas perspectivas e continuam a ser os importantes indutores do nosso desenvolvimento na região. Contudo, o segmento de soluções para mobilidade se manteve desafiador e impactou os nossos resultados, exceção para os negócios de reposição automotiva que registraram bom desenvolvimento em 2015”.

 Naturalmente, tudo sob a destacada influência dos combalidos negócios internos do mercado automotivo brasileiro, o maior na região. As operações do Grupo Bosch no País foram responsáveis por perto de 80% do volume das vendas na América Latina, cerca R$ 4,7 bilhões, algo como 30% do total gerados a partir das exportações de produtos e serviços, sobretudo para países latino-americanos, além dos Estados Unidos e  Europa.

 A empresa, de qualquer forma, prefere não especificar e afirma que a situação econômica na América Latina tem imposto série de desafios. “Acreditamos que a estabilidade política é crucial para retomar o crescimento da economia e recuperar a credibilidade dos investidores e dos consumidores”, ressalta Botelho.

Apesar disso, a região continua a ser região estratégica, diz a Bosch, que atua na região desde o início do século passado. Em 2016, afirma o conglomerado alemão, espera crescimento moderado na região “pautado, principalmente, pelo aumento das exportações, alavancadas pelo efeito do câmbio e o contínuo desenvolvimento dos negócios não automotivos.”

A empresa investiu mais de R$1,7 bilhão em suas operações na América Latina. Só para este ano calcula algo como R$ 150 milhões, recursos que serão utilizados principalmente na modernização das linhas de produção. Após o recorde de 2015, o Grupo Bosch persegue marca ainda superior ester ano. Espera vendas globais de 3% e 5% maiores.

A Bosch tem operações na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Panamá, Peru e Venezuela. No ano passado, abriu escritórios comerciais no Equador e Costa Rica e planeja iniciar operação no Uruguai ainda este ano.

A empresa antecipa que o leque de mercados na região poderá crescer um tanto mais. Cuba, República Dominicana e Paraguai já constam como próximos alvos para expansão no curto prazo. Em Cuba a Bosch já persegue oportunidades com auxílio de distribuidores locais de autopeças e ferramentas elétricas. 


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