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04/07/2016

Pesados a espera de melhora na economia

Por Décio Costa

- 04/07/2016

Sem nenhuma mudança no cenário econômico capaz de fazer com que o consumidor volte a comprar, o desempenho do mercado de pesados segue com quedas acentuadas. No acumulado do ano até maio foram negociados 21 mil 389 caminhões, retração de 31,2% na comparação com mesmo período do ano passado.

Apenas em maio o mercado absorveu 4 mil 76 unidades, volume 32,2% menor do que o negociado no mesmo mês há um ano, quando foram emplacados 6 mil 16 caminhões.

“Com vendas médias de 4 mil unidades por mês, vemos um retorno do mercado de caminhões aos níveis da década de 90”, lamentou Antônio Megale, presidente da Anfavea, durante divulgação dos resultados do setor automotivo na segunda-feira, 6. “Para vender caminhão precisa de PIB e não temos nenhuma indicação de melhora na expectativa dele.”

O ritmo das fábricas refletiu o desempenho do mercado. De janeiro a maio foram produzidos 25 mil 729 caminhões, baixa de 29,2% na comparação com o mesmo período de 2015, quando saíram das linhas 36 mil 346 unidades.

A produção isolada do mês de maio somou 5 mil 332 caminhões, baixa de 13,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O resultado, no entanto, mostrou um pequeno avanço de 2,6% em relação a abril.

Nas exportações de caminhões, ao contrário do que vê em outros segmentos, os resultados também são negativos. No acumulado do ano de janeiro a maio, o volume foi 6,7% menor do que os embarques do mesmo período do ano anterior. Apenas em maio, a queda das remessas é ainda maior, de 13,8%, com 1 mil 857 unidades embarcadas.

Ônibus Dramática também é a situação do segmento de chassi de ônibus. As vendas de janeiro a maio encolheram 42,8% na comparação anual. Foram apenas 4 mil 701 unidades negociadas contra 8 mil 213 chassis licenciados no mesmo período do ano passado.

Em maio o mercado absorveu 1 mil 65 chassis, queda de 26,3% na comparação com o mesmo mês de 2015. O volume, no entanto, foi melhor do que as 916 unidades negociadas em abril, representando alta de 16,3%.

Diferentemente de caminhões, o segmento de chassi pelo menos registrou resultado positivo nas exportações. Os embarques de janeiro a maio somaram 2 mil 906 unidades, alta de 11,1% sobre o mesmo período do ano passado.


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