Se já há sinais de retomada da confiança do consumidor como admitiram executivos de montadoras e sistemistas no Congresso Revisão das Perspectivas 2016, ainda não há reflexo desse fator favorável à venda na área de crédito. Dados divulgados pela Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, na quinta-feira, 16, indicam que o saldo das carteiras de CDC e leasing sofreram queda de 14% no acumulado de doze meses, chegando a R$ 174 bilhões no primeiro quadrimestre de 2016.
O total de recursos liberados no período, de R$ 25,3 bilhões, recuou cerca de 20%. Em abril, segundo o levantamento da Anef, foram liberados R$ 5,9 bilhões para operações de CDC, valor que representa 11,2% de queda em relação ao mesmo mês do ano passado.
Embora os números ainda sejam negativos, o presidente da entidade que representa as instituições financeiras das montadoras, Gilson Carvalho, acredita que antes do fim do ano haja reversão do atual quadro: “Apesar do cenário, que ainda se projeta de forma negativa, há uma expectativa de que a concessão de crédito seja retomada no último trimestre. A demanda que ficou reprimida nos últimos meses pode voltar ao mercado”, avalia Carvalho.
O saldo das carteiras de veículos tanto para pessoas físicas quanto jurídicas respondeu em abril por 2,9% do PIB, índice que há um ano equivalia a 3,5%. Um decréscimo, portanto, de 0,6 ponto percentual. O montante movimentado pelo setor automotivo é responsável por 5,5% do total do crédito que o SFN, Sistema Financeiro Nacional, oferece e 11% do total das operações de crédito de recursos livres.
Taxas – Durante o primeiro quadrimestre do ano as taxas praticadas pelos bancos de montadoras mantiveram-se dentre as mais atraentes do sistema financeiro para o consumidor. Em abril, o juro médio ficou em 1,74% ao mês e 23% ao ano. Já a taxa média dos bancos independentes atingiu, respectivamente, 1,96% e 26,8%,.
O prazo médio das concessões se manteve em 41 meses, um a menos do que o registrado no período de 2013 a 2015. Os planos máximos oferecidos pelos bancos aos consumidores seguem em sessenta meses
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