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04/07/2016

Tenneco investe em nova linha de conversores catalíticos

Por Alzira Rodrigues

- 04/07/2016

A Tenneco decidiu produzir no Brasil, em sua fábrica de Mogi Mirim, no Interior paulista, conversores catalíticos para o aftermarket. São diversos modelos do equipamento com a marca Walker que estão chegando ao mercado local agora em junho para atender, inicialmente, 240 aplicações. Os produtos são destinados a veículos leves com motorização flex, gasolina e etanol.

Sem revelar números de investimento e nem volume de produção para este ano, o diretor de engenharia e vendas da Tenneco Sistemas de Exaustão, Rafael Rampazzo, comenta que a nova linha representa a entrada da companhia no mercado de reposição de sistemas de exaustão:
“Temos presença forte em OEM, mas não tínhamos produtos de exaustão no aftermaket. O investimento não foi muito representativo porque aproveitamos parte da ociosidade da linha de conversores catalíticos que fornecemos para as montadoras para produzir a linha Walker para reposição”.

Com essa iniciativa a empresa quer ampliar em 20% as suas vendas de conversores catalíticos no Brasil e começar a atuar no mercado de reposição de outros países da América do Sul, principalmente Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Internamente a empresa utilizará a estrutura de aftermaket da Monroe, marca também pertencente a Tenneco, para divulgar a vender os conversores catalíticos Walker.

Apesar de mais conhecidos como catalisadores, Rampazzo explica que o nome correto do equipamento é conversor catalítico: “O catalisador é a peça cerâmica que vai dentro dele”. De acordo com o diretor de engenharia e vendas, os produtos que já estão sendo feitos em Mogi Mirim com a marca Walker têm os mesmos padrões de qualidade dos originais, aqueles que são fornecidos diretamente à indústria automobilística: “O lançamento é fruto da expertise adquirida em anos de fornecimento a montadoras de todo o mundo. Os nossos clientes podem esperar um produto com tecnologia de ponta e alto desempenho”.

Exigência legal – O uso do catalisador nos veículos que saem das linhas de montagem das montadoras é obrigatório no Brasil por lei desde 1997, mas não há regulamentação no varejo em relação ao equipamento. Rampazzo explica que o mercado de reposição do produto manteve-se mais aquecido no período em que havia inspeção veicular em São Paulo.

“Não definimos volume porque é um mercado não regulamentado e é difícil neste momento fazer previsão de venda. De qualquer forma é grande a frota de veículos que já saíram de fábrica com o conversor catalítico e certamente é um mercado promissor principalmente se a inspeção veicular for retomada em São Paulo e vier a ser implantada em outros Estados brasileiros. Queremos estar preparados para o futuro.”

A função do conversor catalítico é transformar os gases tóxicos, resultantes da combustão do motor, em gases inofensivos, reduzindo a emissão de poluentes na atmosfera. De acordo com a Tenneco, o equipamento também é uma importante peça do sistema de exaustão, por garantir a taxa de compressão do motor. Além de passível de multa, sua retirada do veículo afeta o módulo de injeção eletrônica e principalmente o consumo de combustível. Mas como o mercado não está regulamentado não há números sobre o número de veículos com o equipamento danificado ou mesmo sem ele.


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