A paralisação da produção nas fábricas de automóveis e comerciais leves da Volkswagen em parte de agosto e setembro por desabastecimento de peças refletiu de maneira significativa nas vendas da montadora no mês passado.
De acordo com dados tanto da Fenabrave quanto da Anfavea, se em agosto a companhia ocupou o terceiro lugar no ranking das montadoras que mais vendem, com participação de 10,48%, em setembro a empresa caiu para a sétima colocação, com 11,7 mil automóveis e comerciais leves vendidos, o que representou fatia de 7,61%.
O resultado é sinal de que a montadora ficou com volume abaixo do adequado para atender à demanda. Segundo David Powels, em conversa com a revista AutoData há algumas semanas, a empresa colocará o pé no acelerador da produção nos últimos meses do ano, fazendo inclusive uso de hora extra, para tentar recuperar participação perdida. O plano é produzir pelo menos 50 mil unidades/mês em novembro e dezembro, contra a média anterior de 35 mil.
A fabricante, no entanto, se mantém na terceira colocação no acumulado do ano até setembro, com 178,7 mil unidades negociadas e 12,25% do mercado de automóveis e comerciais leves. Com a aceleração nas fábricas no último bimestre do ano, a fabricante que ao menos retomar participação de 14% no mercado interno, reconquistando parte do espaço perdido ao longo do ano. Segundo a montadora, desde o início de 2015 as fábricas da companhia deixaram de produzir mais de 150 mil veículos em virtude da falta de componentes fornecidos por empresas do Grupo Prevent.
Encabeçou a lista das maiores vendedoras em setembro a General Motors, ampliando inclusive sua vantagem sobre a Fiat, a segunda colocada. No mês passado o mercado absorveu 28,2 mil automóveis e comerciais leves Chevrolet, o que lhe rendeu naco de 18,24% do mercado. Em agosto, a empresa encerrou com 17,26% de participação com 30,7 mil veículos negociados.
Também no acumulado do ano a fabricante de São Caetano do Sul, SP, segue na liderança com 16,87% do mercado de automóveis e comerciais leves ou 246,1 mil veículos negociados.
Atrás da GM aparece a Fiat. Em setembro a fabricante de Betim, MG, vendeu 21,9 mil automóveis e comerciais leves, o que representou participação de 14,18%. O resultado também a mantém em segundo lugar no ranking das vendas do ano até setembro, período em que negociou 223,9 mil unidades ou fatia de 15,35%.
O terceiro lugar do ranking em setembro ficou para a Hyundai. No mês passado a empresa negociou quase 17 mil unidades, volume que representou 10,97%do mercado de automóveis e comerciais leves. De janeiro a setembro, porém, as vendas de pouco mais de 146 mil garantiram o quarto lugar e participação de 10%.
Os 16 mil automóveis e comerciais leves vendidos pela Ford em setembro permitiram à montadora garantir o quarto lugar do ranking, com fatia de 10,33% do mercado. No acumulado do ano, no entanto, a companhia com 130,9 mil unidades vendidas e participação de 8,97%, cede lugar para a Toyota, aparecendo em sexto lugar.
Tanto o resultado mensal quanto o do acumulado até setembro a Toyota preservou seu quinto lugar, com participação acima de 9% em ambos do resultado. O mercado comprou 14,3 mil unidades no mês passado, acumulando 133,9 mil automóveis e comerciais leves da marca licenciados no ano.
Completam o ranking das vendas em setembro, a Renault, em sexto lugar, com participação 7,83%, a Volkwagen, 7,61%, a Honda, fatia de 6,47%, Nissan, 4,09% e Jeep, com 2,96% do mercado de automóveis e comerciais leves.
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