Eaton faz recrutamento às cegas para aumentar número de mulheres na empresa

Para aumentar o número de mulheres no quadro de funcionários da empresa, a Eaton adotou método semelhante ao processo utilizado por orquestras sinfônicas estadunidenses para combater os preconceitos inconscientes dos gestores.

 

A iniciativa foi da diretora de Recursos Humanos da Eaton, Silvia Zwi da Eaton, e teve como objetivo encontrar uma maneira de garantir que a análise de candidatos seria completamente isenta do ponto de vista de características pessoais, especialmente, no segmento automotivo que é tradicionalmente masculino no Brasil.

 

No novo formato de processo seletivo, o RH recebe os currículos com todas as informações e, no primeiro momento, faz a confirmação técnica e comportamental com uma avaliação relacionada apenas ao perfil da função. Em seguida encaminha aos gestores as opções de profissionais excluindo nome, sexo e idade. Os gestores fazem a avaliação das informações técnicas e selecionam os candidatos para a fase final e é apenas na entrevista que eles sabem de fato as características pessoais.



“Ao realizar o processo dessa maneira tivemos seleções diferentes das que teríamos”, explica Silvia.