AutoData - Ministro do Trabalho deve mediar reunião para discutir demissões na Volkswagen
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13/02/2015

Ministro do Trabalho deve mediar reunião para discutir demissões na Volkswagen

Por Michele Loureiro

- 13/02/2015

As oitocentas demissões anunciadas pela Volkswagen na unidade de São Bernardo do Campo, SP, no início do mês, preocuparam o governo federal. Na segunda-feira, 12, porta-voz do ministério do Trabalho e Emprego, afirmou à reportagem que o ministro Manoel Dias mediará reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e montadora.

O encontro deve acontecer ainda nesta semana, possivelmente na quarta-feira, 12, mas os acertos ainda estão sendo definidos, segundo o porta-voz.

De acordo com o presidente do sindicato, Rafael Marques, o encontro acontecerá na Delegacia Regional do Trabalho, em São Paulo. Também estuda-se, entretanto, realizar a reunião em Brasília, DF.

Manifestação organizada pelo sindicato na segunda-feira, 12, reuniu metalúrgicos de Volkswagen, Mercedes-Benz, Ford e Karmann Ghia, segundo os representantes dos metalúrgicos, que calcularam em cerca de vinte mil os trabalhadores presentes. Houve ocupação da Via Anchieta, que liga a Capital ao ABC e litoral, nos dois sentidos, das 7h30 às 11h30.

Não houve produção no primeiro turno da Mercedes-Benz e a greve na Volkswagen permaneceu, pelo sétimo dia. A montadora obteve na Justiça do Trabalho, segundo porta-voz, instrumento que garante acesso às dependências da fábrica aos trabalhadores que queiram exercer suas funções normalmente.

Durante a manifestação os metalúrgicos aprovaram pauta de reivindicações, entregue ao governo estadual ainda na tarde da segunda-feira, 12. Dentre os itens formalizados pelos metalúrgicos está a criação do Conselho Estadual de Política Industrial, o código de conduta social das empresas, programas de revitalização de áreas industriais e de estímulo à produção de veículos elétricos e a criação de uma Câmara de Negociação e Mediação de Conflito.

Segundo o presidente do sindicato as propostas visam aumentar o diálogo com as empresas, além de proteger os empregos e ampliar a competitividade no Estado de São Paulo.

Outra parte dos pleitos será entregue ao governo federal, em data a definir: criação de Programa Nacional de Proteção do Emprego, aprovação do Programa Nacional de Renovação de Frota de Caminhões e ampliação das liberações de crédito na economia, principalmente para a aquisição de veículos.

De acordo com Marques o Brasil deixa disponível para empréstimos cerca de 58% de seu PIB. “Na Argentina esse porcentual é de 72% e nos Estados Unidos chega a 112%. Não há desculpa para a retenção de crédito. Esse cenário precisa mudar”.


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