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12/06/2015

Aluguel de caminhões desponta como oportunidade de vendas e serviços

Por Viviane Biondo

- 12/06/2015

As vendas de caminhões e serviços a empresas de aluguel de caminhões estão despontando como uma boa oportunidade a montadoras e concessionários. Isso porque companhias de diversos ramos têm recorrido a locadoras em vez de assumir financiamentos de veículos próprios.

Há ainda os casos de empresas que precisam de capital e, para levantar recursos, vendem os caminhões de sua frota e passam a alugar os veículos. Com dinheiro em caixa, podem investir em produtividade.

Algumas das empresas que atuam neste segmento são JSL, LM Terceirização de Frotas e Rodobens. Todas traçam estimativas positivas para o ano.

No primeiro quadrimestre deste ano a carteira de clientes da Rodobens Leasing e Locação, por exemplo, cresceu 15%. Carlos Ronaldo Paes Ferreira, diretor, relata que “para o cenário atual, trata-se de resultado surpreendente. Hoje temos carteira de 2 mil caminhões, número que antes era de pouco mais de 1 mil. Percebemos movimento crescente desde o ano passado”.

A empresa tem revenda Mercedes-Benz e observa que a busca por aquisições tem se deslocado para as locações. “E isso em todos os setores, da mineração ao varejo, passando pelo sucroalcooleiro.”

José Geraldo Junior, diretor comercial de pesados da JSL, explica que empresas que têm frotas estratégicas, mas que não têm o transporte como atividade-fim, vendem seus veículos para fazer caixa e investir em produtividade. “Por isso estimamos alta no faturamento de 20% a 30% neste ano. Alimentos, bebidas, energia e serviços são os setores mais aquecidos.”

A empresa aluga os caminhões e presta serviços de cuidados com a manutenção, documentação, gestão de multas, rastreamento e troca de pneus.

Na LM Terceirização de Frotas o horizonte também é promissor: Marcelo Taveira, diretor de compras de caminhões e distribuição, estima que novos contratos motivem a compra de 700 caminhões neste ano. “Nossas compras são sob demanda, com contratos fechados. Temos grandes negócios em andamento e a frota MAN e VW é maioria.”

Marcelo Guerra, diretor de negócios da LM, complementa afirmando que o atendimento da rede é ponto-chave, o que se reflete em movimentação nas concessionárias em todo o País:

“Nosso ativo são os veículos, por isso prezamos pela manutenção na rede autorizada e com peças originais. Temos total intenção de preservar o bem. Quanto mais bem cuidado for o caminhão, melhor para o cliente e também para nós, que conseguiremos maior retorno de capital.”

Para Rogério Rezende, diretor de assuntos institucionais e governamentais da Scania e vice-presidente da Anfavea, o movimento “é um negócio de nicho, mas que representa tendência e merece debate”.


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